Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
Da minha terra.

 

Póvoa de Varzim – Sobre os Penedos, Águas Benéficas, Penhascos à Beira-mar - Clichés do distinto amador fotográfico Sr. João Pereira.

 

in revista Ilustração Portugueza, 1912.

 



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Domingo, 19 de Maio de 2013
Aquele Portugal.

 

Lisboa em 1955 e a descarga de uma das maiores riquezas do mar português, a sardinha.

 



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Sábado, 11 de Maio de 2013
Arte marítima.

 

Este tipo de barcos de pesca, ditos “smacks” desenvolvidos nas Ilhas Britânicas foi outrora muito importante para o abastecimento de peixe, principalmente à população de Londres. O uso da técnica do arrasto por parte destas embarcações e o seu sucesso, originou que cerca de 5.000 tenham sido construídas. Cascos robustos que podiam suportar quaisquer condições de tempo à vela eram construídos em carvalho ou ulmeiro. Estes primeiros “arrastões” eram de um só mastro e à medida que a procura aumentava, evoluiram para dois mastros, deslocando-se para zonas mais afastadas.

O arrasto começou no Canal da Mancha nos princípios de 1800 e pouco tempo depois passava a fazer-se nos ricos leitos de pesca do Mar do Norte, desenvolvendo-se assim naturalmente portos da costa Leste como Hull, Grimsby, Yarmouth, e Lowestoft. Estes arrastões passavam cerca de 8 semanas no mar, enquanto a sua safra era trazida a terra por outro tipo de embarcações, mais velozes. O uso de gelo, recolhido em charcos e pântanos ingleses, importado da Noruega ou eventualmente produzido artificialmente tornava possível preservar o peixe até chegar ao mercado de peixe de Billingsgate, em Londres. Esta peça artística mostra um desses muitos smacks, o “Anthea”.

 

“Lowestoft Beam Trawler ´Anthea´” - Christopher Blossom



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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
A preto e branco.

 

Ei-las que partem para a faina, saídas da Póvoa de Varzim, pano bem esticado, verga no topo do mastro. A prática da vela em todo o seu esplendor, num modo de vida que juntamente com a dureza que implicava muitas vezes, implicava também momentos de puro prazer a navegar.

 

Imagem do filme: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942



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Domingo, 5 de Maio de 2013
“Kalmar Nyckel”.

É curioso como a História, talvez por ser demasiado vasta ou por quaisquer interesses ocultos, normalmente se centra nalguns nomes, eventos ou situações, deixando a maioria dos factos e muita gente na sombra, por ventura de modo a serem conhecidos pela “menor minoria” possível. A exemplo, peguei recentemente num pesado livro intitulado “História do Canadá” (editado e publicado há poucos anos no Canadá!) e procurei logo pelo índice referências a Portugal ou ao bacalhau, o que deu em muito pouco. Comecei então a ler e a sequência dos primeiros contactos de Europeus naquelas terras era a seguinte: cerca do ano 1000, Vikings da Islândia e Gronelândia fundam uma pequena colónia na hoje Terra Nova; 1497, John Cabot reclama terras naquela parte do mundo para o Rei de Inglaterra; 1534, Jacques Cartier reclama para a França terras na mesma região. Foi aqui que algo me pareceu estranho, pois na mesma página estava uma grande imagem do Planisfério de Cantino de 1502, o mais antigo conhecido que mostra territórios descobertos ou sob domínio Português em todo o mundo conhecido da altura. Nesse mapa, claramente na superior direita (hoje América do Norte) existem terras com a descrição (a vermelho!) “Terra del Rey de Portuguall”. De imediato me perguntei porquê que o papel dos Corte-Real naquelas terras está “omitido” no texto sendo um contacenso apresentarem o mapa de Cantino com as terras do Labrador e Terra Nova lá “chapadas”.

Navios e as suas histórias não fogem à regra e à sombra da História. Apesar de não costumar escrever sobre estes navios, decidi apresentar a “pequena” história do “Kalmar Nyckel”, outro ilustre ocultado talvez em favor do conhecido “Mayflower” que em 1620 desembarcava em Plymouth, Massachusetts os conhecidos Peregrinos de Inglaterra.
O “Kalmar Nyckel” era uma pinaça (navio construído totalmente em madeira de pinho) lançada à água em 1625 na Holanda e adquirido em 1628 pela Marinha Real da Suécia. Quando a Suécia decidiu lançar uma expedição para establecer uma colónia de comércio no Novo Mundo, o “Kalmar Nyckel” foi o navio escolhido, acompanhado pelo de menor dimensão “Fogel Grip”. Capitaneado por Jan Hindriksen van der Water, largou vela de Gotemburgo em Dezembro de 1637 mas de imediato se deparou com um forte temporal no Mar do Norte e desviou para a Holanda para reparações. Voltaria a partir no dia de Ano Novo de 1638, chegando e fundando a nova colónia, denominada Nova Suécia (hoje Wilmington, Delaware – E.U.A.) em Março desse ano. Foram 24 as pessoas desembarcadas nessa primeira viagem, de origem sueca, finlandesa, alemã e holandesa. O “Kalmar Nyckel” faria 4 viagens sucessivas da Suécia, algo nunca registado por outro navio colonial da época. Depois disso serviria na Marinha Real da Suécia, na Guerra Sueco-Dinamarquesa e como navio mercante. Naufragaria em finais do séc. XVII.
Em 1986, um grupo de cidadãos de Wilmington estableceu a Fundação Kalmar Nyckel, cujo financiamento primário vinha do Estado do Delaware, bem como do voluntariado de corporações e indivíduos para os estudos, construção e lançamento de uma réplica. O navio seria construído num estaleiro em Wilmington muito próximo ao local de desembarque dos colonos de 1638 e lançado à água em 1998. Mede cerca de 23 metros e comporta 300 toneladas. É mantido por pessoal de voluntariado, sob ordens de um capitão remunerado e mais dois oficiais também remunerados. No seu 11º ano de existência, a fundação é mantida por voluntários responsáveis pelo navio, pelo programa educativo e pelas viagens de porto em porto, autêntico catalisador de desenvolvimento económico e social e plataforma para eventos diplomáticos, de recreio, governamentais e comemorativos.
 
Voltando a comparar este navio ao “Santa Maria Manuela” nas funções que desempenha, não posso deixar mais uma vez de referir que um país marítimo como Portugal tem todo o potencial para não só recuperar navios icónicos da sua história recente, mas também reconstruír réplicas totalmente funcionais aliadas a grupos económicos que as usariam também em seu proveito, o que já é o caso do “Santa Maria Manuela”. Recriar um navio histórico é o primeiro passo para uma imagem de marca imediata. Marketing e saber marítimo desenvolvem o resto.
Foto 1 - wunderground
Foto 2 - sings in the timber
 
Site oficial do "Kalmar Nyckel".
 

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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
Aquele Portugal.

 

O “Portugal das Velas”, com dois varinos e ao que parece um galeão do sal entre eles, a ilustrar a capa de mais uma publicação estrangeira. É um álbum de fotos de 1959 da autoria de Max-Pol Fouchet, publicado em Lausanne, Suiça.

 



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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
Da minha terra.

 

Uma gravura da praia do Mindelo, Vila do Conde, representativa do desembarque das tropas liberais a Norte do Porto em 1832.

 

in revista Ilustração Portugueza, 09-12-1907.

 



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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
Arte marítima.

 

A cena de um porto como tantos outros do passado, e velas brancas, a vesti-lo.

 

“Harbor Scene and White Sails” - Alfred Thompson Bricher



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Terça-feira, 16 de Abril de 2013
A preto e branco.

 

Pescadores algarvios numa foto de 1908 na praia da Luz, a cerca de 7 kilómetros de Lagos. Mostra-nos alguns buques e galeões usados no cerco americano à sardinha. Exerciam funções de auxiliar, na procura de cardumes, copejo do peixe para bordo e observação da segurança do lanço, bem como no transporte do pescado para a lota.



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Domingo, 7 de Abril de 2013
As embarcações tradicionais do Tejo.


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Sábado, 6 de Abril de 2013
As tradições piscatórias da Afurada.

 

«Centro Interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro foi inaugurado nesta sexta-feira, 22-3-2013.

A Câmara de Gaia inaugurou esta sexta-feira o Centro interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro, após requalificação de antigos armazéns daquela localidade.

Lá dentro, volta a haver espaço para aprestos de pesca, agora enquadrados com outros elementos de uma exposição permamente que enaltece as tradições piscatórias desta freguesia. 

Numa área aproximada de 400 metros quadrados há espaço para uma mostra permanente e exposições temporárias, uma zona para exibição de barcos tradicionais e outra para expor uma colecção de conchas e corais. O centro foi perspectivado como um complemento da Reserva Natural do Estuário do Douro, uma parceria entre o Parque Biológico de Gaia e a Administração dos Portos do Douro e Leixões. O administrador do Parque Biológico, Nuno Oliveira espera que este lugar “identitário e relacional” dinamize a Afurada e promova a visitação por parte dos turistas.»

 

via PÚBLICO e com Lusa 22/03/2013



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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
“História do Batel ´Vae com Deus´e da sua Companha”.

«Foi durante uma pesquisa na Biblioteca Arquivo da Cidade da Horta, no Faial, que fiquei assombrado com a “História do Batel ´Vae com Deus´ e da sua Companha”, do escritor Raúl Brandão.

Fernando Pessoa afirma: “Não há acasos; há encontros.”, frase carregada de simbolismo e adaptável a este significativo “encontro”.
A propósito destes contos, Raúl Brandão refere que os mesmos foram escritos “para os leitores do Brasil-Portugal, numa série de pequenos quadros formando cada um um contozinho, mas ligados por um fio de drama – a rude vida dos pescadores e a sua morte”.
Nesta época o escritor debatia-se com alguma inquietação sobre a temática do mar, e, aquilo a que chamou contozinhos, viria a ser mais tarde o material e ideia de apoio para a concretização do seu famoso livro “Os Pescadores”, o qual iria projectá-lo para sempre!
Raúl Brandão nasceu na Foz do Douro em 1867 e morreu em Lisboa em 1930. Nas suas memórias deixou bem expressa a sua ligação afectiva e de raíz com o mar: “Meu avô materno partiu um dia no seu lugre; minha avó Margarida esperou-o desde os vinte anos até à morte, desde os cabelos loiros que lhe chegavam até aos pés, até aos cabelos brancos com que foi para o túmulo”.
Ao ler o preâmbulo escrito por Raúl Brandão inserido na revista Brasil-Portugal, ocorreu-me que o destino a dar a estes contos, poderia servir uma eventual publicação no “MARÉ”, jornal mensal do qual sou colaborador e que é um periódico quase exclusivamente feito por pescadores do Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos (NAPESMAT).
Após a consulta a vários amigos conhecedores da obra brandoniana, verificou-se estarmos perante um conjunto de contos pouco conhecidos actualmente e aparentemente não publicados em livro, apenas em colectânea bibliográfica.
Por isso, respeitando o apelativo texto de introdução escrito por Raúl Brandão, “(...) que estes documentos possam servir a alguém mais tarde para fazer a obra formidável que o assunto merece, é a minha única pretensão.” fácil foi admitir que o destino a dar a este “encontro” com os seus contozinhos seria o de publicá-los em livro e com essa intenção atingir um universo de leitores o mais alargado possível.
Assim nasceu o encantamento e interesse da jovem editora, Edium Editores, a quem se deve o esforço deste objectivo.
Desta iniciativa, destaco a decisão da editora em publicar este trabalho no seu estado original em dualidade com a actual ordem ortográfica, servindo assim os olhares desejosos do passado e conferindo à edição presente o sabor do “encontro” esperado há mais de um século.
Por último, um agradecimento aos homens do NAPESMAT, em especial ao Delfim Nora que trabalhou o significado dos termos mareiros utilizados por Raúl Brandão.
Este agradecimento estende-se num abraço de reconhecimento ao Engº. Rocha dos Santos que pôs à nossa disposição as imagens da sua preciosa colecção de postais e ao Joaquim Pinto da Silva, estudioso da obra brandoniana, que acedeu ao convite para prefaciar este livro.»
 
nota editorial de A. Cunha e Silva – Matosinhos, 2006.
 
Deixo umas palavras de agradecimento a todos os que trabalharam para publicar estes 10 pequenos contos 100 anos depois. Li-o ávido por imagens do passado das gentes donde venho, imagens que já pouco ou nada existiam quando nasci e que me ganham movimento e quase cheiro ao alcatrão dos barcos, na imaginação, com as ricas descrições ao estilo brandoniano.
Um dos contos é sobre os Poveiros, no Inverno, “os únicos que passam toda a vida na água seja Verão seja Inverno”. Passam agora (por alturas de 1900) fome negra porque o mar já não dá nada, varrido pelos vapores de pesca que o “Sr. Governo” permitia andarem a matar criação de peixe e de gentes da costa, filharada aos berros com fome e mulheres que os empurram, aos homens, entre lágrimas para o mar bravio, para a morte. Escreve Brandão que “os Poveiros são arribados Deus sabe de que terra, numa prancha de madeira, num tempo afastado e ignoto”. Não se misturam com outras gentes e “as coisas mais simples dizem-nas aos berros” como gente que nasce e morre com o barulho do mar nos ouvidos. Não conhecem outro. Profundamente religioso, “mete os seus santos dentro do mar para acalmar as águas”, águas que “sepultaram homens dum século, e doutro, e doutro...”.
Todos os 9 contos restantes possuem a mesma força expressiva e por vezes difícil de entender (quase aceitar) a quem não é do mar. Dão às vezes para rir e outras para chorar, seja com a vida e Morte do Arrais ou com o Vareiro que só bebe água no mar e vinho em terra. Tive a sorte e a fortuna de nascer d´entre este meio, da gente do mar. Sei do que Brandão escreve, da maneira de ser desta gente e admiro-o, entre outros, por ter registado a “grande simplicidade” do Mar e de quem o galga(va).
 
Foto: “Leixões - Partindo para a pesca” - incluída na obra.
 
Links para possível aquisição da obra:
 
Em Portugal – Edium Editores.
No estrangeiro - Livraria Portuguesa em Bruxelas - "Orfeu".


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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
Da minha terra.

 

Há quem diga que Vila do Conde é um bonito jardim à beira-rio, de braço dado com o Atlântico junto a si. Aqui pode ver-se o bonito jardim junto à ponte.

 



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Sábado, 23 de Março de 2013
Aquele Portugal.

 

Descarga de sardinha no cais em Portimão, nos anos 60.

 



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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
Arte marítima.

 

À entrada do porto de Nova Iorque com mar agitado.

 

“New York Harbor” - Edward Moran



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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
A preto e branco.

 

Um pescador sentado nos anos 50 do séc. XX junto ao Forte de São Pedro da Ericeira, também conhecido como Forte de Milreu, Forte de Mil Regos ou simplesmente Forte da Ericeira.

 

imagem Fundação Calouste Gulbenkian


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Domingo, 17 de Março de 2013
O "Gazela Primeiro" em perfil.

 

Um desenho de perfil do antigo lugre-patacho bacalhoeiro português "Gazela Primeiro". Um navio com uma história imensamente longa (e surpreendente) que continua a navegar ainda hoje sob bandeira norte-americana, com porto de abrigo em Filadélfia. Este desenho porventura irá aguçar o apetite a muitos modelistas navais, que a meu ver, deveriam apostar na investigação e construção de modelos de navios e embarcações portuguesas, pois basta olhar para os nossos últimos cinco séculos de história e aí se encontram inúmeros exemplos de belíssima construção naval, grandes e imponentes navios e uma variedade ímpar a nível mundial de embarcações tradicionais. Mas como diz o provérbio... a comida da vizinha é sempre melhor que a minha.



publicado por cachinare às 18:00
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Sábado, 16 de Março de 2013
Aquele Portugal.

 

«Na tarde serena de céu cor-de-rosa os barcos do candil, parados sobre as águas imóveis, acendiam os primeiros fachos, que mal se distinguiam na meia-luz do fim do dia. Eram estrelas amarelas sobre a água, donde subiam colunas de fumo grosso. Já brilhava o farol na ponta do cabo. As luzes dos barcos, como estrelas de oiro, tremeluziam na água, que se tornara escura e profunda.»

Branquinho da Fonseca, Mar Santo, 1971



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Sexta-feira, 15 de Março de 2013
Da minha terra.

 

 

Um pescador poveiro numa das suas imagens mais conhecidas, com o “catalão” vermelho e camisola branca bordada. Este barrete era feito com flanela e forro branco, visível na dobra. A sua origem é precisamente como o nome indica, a Catalunha. Por alturas de finais do séc. XVIII, industriais da Catalunha começam a fixar-se na Galiza e a desenvolver em grande escala a indústria e conserva da sardinha. A arribada antiga e habitual de pescadores poveiros às enseadas da Galiza começa aos poucos a adoptar este barrete, possivelmente conotado com o sucesso dos catalães na Galiza. Ainda assim, o mais comum era usar-se a bóina negra, de raíz basca e também usual na Galiza.

 



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Sexta-feira, 8 de Março de 2013
Arte marítima.

 

O dia acabado de nascer e os preparativos para a faina do dia.

 

“Preparing for the Day's Fishing” - Abraham Hulk



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