Sábado, 20 de Agosto de 2016
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0027_M

Casas de pescadores da antiga Póvoa de Varzim e as crianças locais no seu meio natural, a praia, entre aprestos de pesca. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Sábado, 6 de Agosto de 2016
Aquele Portugal.

 

Um meia-lua na Costa da Caparica em 1964, imagem publicada na revista norte-americana LIFE. A frase acima da foto denota algo que já não existe em Portugal: “Este colorido barco de pesca tipifica o charme único de Portugal”. Esse charme... desapareceu. Foi trancado a sete chaves com o 25 de Abril e por lá ficou, com o Antigo Regime. O Novo Regime... esse prefere outros tipos de “charme” nacional, pois este não lhe interessa.

 



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Sábado, 23 de Julho de 2016
Arte marítima.

Winslow Homer - Gloucester Sunset

Mais um dia escurece em Gloucester, Massachusetts, E.U.A..

“Gloucester Sunset” - Winslow Homer



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Terça-feira, 21 de Junho de 2016
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0056_M

Em cima do cais, por entre a penumbra de um dia de nevoeiro, os rapazaes pescam à cana na Póvoa de Varzim de 1953. Foto de Artur Pastor.



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Quinta-feira, 9 de Junho de 2016
St. John´s, Terra Nova - 1967.

frota branca st. john´s terra nova 1967 3

Em pose para a fotografia, este provável pescador será mais um que se prepara para ir a terra (ou de lá regressa) para desfrutar das ruas de St. John´s e arredores, vestido a preceito por entre os bidões onde normalmente se armazenava o óleo de fígado do bacalhau bem como as “miudezas” dele aproveitadas, como as línguas ou “samos”. “Samos” eram a parte escura e mole na base mais grossa da espinha dorsal do bacalhau, autêntica iguaria da qual me recordo várias vezes lá por casa em miúdo, altura em que facilmente se compravam destas espinhas. Curiosamente, no prato limpava a espinha mas nunca quis os samos, pois aquilo parecia-me estranho. Hoje sei que aquela era na verdade a parte especial e lamento já não ser possível encontrá-las.

 
Foto, direitos reservados – second cello.


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Terça-feira, 24 de Maio de 2016
Aquele Portugal.

 

 

Postal de Lagos no Algarve de há 50 anos atrás, com o excelente detalhe de uma provável traineira e seu mastro da proa a envergar ainda uma vela.

 



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Sábado, 14 de Maio de 2016
Arte marítima.

Almada Negreiros-GMAlcantara 3

Proas de varinos e as varinas compõem as suas canastras para a venda do dia.

“Gare Marítima de Alcântara, painel” - Almada Negreiros



publicado por cachinare às 18:31
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2016
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0002_M

Junto à fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Póvoa de Varzim, Artur Pastor imortalizava em 1953 a tradicional seca do peixe, com inúmeras raias e um cação, tão apreciados localmente. Ainda hoje este tipo de seca vai sobrevivendo entre Póvoa e Caxinas.



publicado por cachinare às 20:47
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Terça-feira, 19 de Abril de 2016
Trio “Terre Neuvas”.

«A história narra uma campanha nos Bancos da Terra Nova de Jean-Baptiste Lamy, marinheiro natural de Cancale (Bretanha-França), embarcado em Saint-Malo num dia de Março de 1907. À partida atrasada em dois dias, os marinheiros aproveitaram para formalizar os seus pedidos a Deus por tempo clemente durante o seu rumo. No momento dessa partida, surgem os adeus dífíceis às mulheres, às crianças e aos seus que ficarão no cais. Precisarão de várias semanas para alcançar os Bancos da Terra Nova, viagem antes da qual começaram a preparar as linhas, a apanhar molusco para o isco e assim evitarem o uso da carne de cavalo e o seu cheiro terrível. Chegados aos Bancos, começa a pesca nos dóris, as condições difíceis de trabalho, o frio, a bruma, as poucas horas de sono, mas também o café, o benvindo que melhora o ordinário, o copo de aguardente que reaviva a coragem, os camaradas com os quais se pode competir, as “marés do paraíso”, quando se canta em alegria e se contam histórias.

Campanha terminada sete meses após a partida, está o porão cheio de bacalhaus bem conservados no sal, sem se perder nenhum dóri ou homem e a escuna parte, deixa os Bancos e toma rumo para Saint-Malo. Dois dias mais tarde, são surpreendidos por um temporal que destrói completamente o navio. Cinco sobreviventes são resgatados vários dias mais tarde num dóri, por um navio Português que os desembarca em Lisboa. Depois de alguns dias no hospital, regressam à Bretanha, a pé até Bordéus onde embarcam num navio de transporte de vinho com destino a La Rochelle e a Nantes. De Nantes a Rennes, Dinan, Vallée des Singes... .
Jean-Baptiste não voltaria a ver a sua mulher, falecida no leito que lhe deixa um pequeno rapaz que um dia crescerá e se tornará marinheiro... mas que viria a morrer com a idade de seis anos. Voltará então a casar-se e terá duas filhas... uma delas a minha avó.»
Por Bernard Subert.
 
Este pequeno texto pertence a um dos elementos do trio “Terre Neuvas”, designação antiga em França para os pescadores que debandaram para a pesca na Terra Nova durante séculos. O motivo da música deste trio é precisamente todo o universo em redor destes pescadores e famílias, tragédias e alegrias.
No que respeita a Portugal, até hoje não tenho encontrado grande menção a música ou cantares relativos a estes pescadores, a não ser em St. John´s, Terra Nova, onde os pescadores Portugueses eram afamados a cantar o fado e não só, com viola ou concertina. Hoje em dia existem bandas locais de St. John´s que reproduzem estas músicas dos pescadores, pela beleza que tinham e um dos expoentes máximos ainda hoje é Art Stoyles, com as suas famosas “Valsas Portuguesas”.

 



publicado por cachinare às 18:19
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Segunda-feira, 28 de Março de 2016
Aquele Portugal.

 

Uma foto da autoria de Bruce Dale e publicada pela National Geographic por alturas dos anos 60, ao que parece na baía de Cascais, notando-se as típicas chatas locais.



publicado por cachinare às 22:08
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Quinta-feira, 17 de Março de 2016
Arte marítima.

Edward Seago - Cascais early morning on the beach

Cascais e seus pescadores, pela manhã bem cedo.

“Cascais Early Morning on the Beach, 1955” - Edward Seago



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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
A preto e branco.

Inger, Norwegian barque wrecked St. Pierre

“Inger”, uma barca norueguesa encalhada nas ilhas de São Pedro e Miquelão, Terranova.


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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016
Aquele Portugal.

 

«Não perde você que é homem, perco eu que sou mulher.» Ovarinos em Lisboa, gentes do mar vindas da zona de Ovar gerações antes, raíz do termo “varina”, tão conotada com a capital.



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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016
Arte marítima.

Edward Seago - ericeira

A Ericeira e sua antiga imagem de marca, com os barcos de pesca locais colocados na rampa.

“Ericeira” - Edward Seago



publicado por cachinare às 19:48
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
A preto e branco.

 StampCodfishd

Um antigo selo da Terranova, comemorando o seu “ouro”, o bacalhau.


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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016
Associação juvenil Açoriana recupera barco de pesca.

«Na pequena ilha de Santa Maria, Açores, extremo sudeste do arquipélago, pertencente ao Grupo Oriental, a AJISM - Associação Juvenil da Ilha de Santa Maria - desenvolve um trabalho meritório na dinamização e promoção de actividades com os jovens, lutando diariamente pela valorização da vida na sua ilha. Desenvolve actividades ligadas à cultura e à comunicação, ao desporto. Aposta nas tecnologias de informação e tem um Site na Internet actualizado frequentemente.

Um dos trabalhos desta associação tem sido a sua intervenção na preservação, recuperação e promoção do património marítimo açoreano, em particular das embarcações de pesca tradicionais. A embarcação “Mudança de Maré” - nome do projecto de desenvolvimento promovido pela Associação Marítima Açoreana (AMA), que contou com a participação da Mútua como parceira, entre outras organizações - é a menina dos olhos desta associação e é sobre ela que tem recaído grande parte desse trabalho patrimonial.
Passamos a transcrever um excerto de um convite enviado a diversas entidades, em nome da Associação, Luís Roque e da AMA, Liberato Fernandes, onde se conta um pouco desta história:
"Conta já com seis anos o processo de recuperação de uma peça significativa do maravilhoso espólio da Pesca Artesanal Açoriana – a embarcação “Mudança de Maré”. Neste período desenhamos e concebemos o projecto técnico para a recuperação do casco, estabilizamos e construímos  um casco novo sobre o original, o “Nossa Senhora das Mercês” - embarcação artesanal de pesca do chicharro de Rabo de Peixe datada dos anos 50 do séc. XX - e “sobrevivemos” ao interminável processo de licenciamento da obra, bem como aos vários desafios que este projecto foi tendo de enfrentar e ultrapassar.
Como todos os projectos que se propõem recuperar memória e em simultâneo inovar e criar, ao que se soma ser, neste caso e nesta área, um projecto pioneiro na região, sentimos testada a perseverança e a determinação para o levar a cada vez melhor porto. E com isso, muito aprendemos. Hoje, podemos afirmá-lo, o “Mudança de Maré” é peça de peso nesta perspectiva de reactivação do património marítimo açoriano desaparecido.
Este ano, após já variada experiência de navegação e melhoramentos no velame e navegabilidade, faz sentido um ainda maior alargamento e avaliação deste esforço. Para isso contamos convosco e decidimos deslocar a embarcação a São Miguel com esse objectivo.
É neste âmbito que a Associação convidou várias instituições a fazerem uma pequena viagem de barco, (duração máxima de duas horas), na costa sul da ilha de S. Miguel, com partida de Ponta Delgada. Além da apresentação do trabalho da Associação e da embarcação em si, a iniciativa pretendeu proporcionar momentos de discussão sobre aspectos do futuro deste tipo de património e das oportunidades que se encerram no património marítimo açoriano.”
Resta-nos desejar à AJISM e a todos os jovens (e também aos menos jovens!) de Santa Maria boa viagem a bordo do Mudança de Maré, sempre rumo a bom porto!»
 
In site oficial Mútua dos Pescadores.
 
«As comunidades piscatórias nos Açores são parte essencial da história do arquipélago desde o seu povoamento. As tradições e costumes destas comunidades ainda hoje mantêm contornos dos séculos XVI e XVII. No entanto, a modernidade penetra violentamente... com as reformas da Política Comum de Pescas da União Europeia, com os contornos de uma sociedade crescentemente tecnológica, com o estilo de vida de todos e todas a alterar-se a um ritmo acelerado. Neste contexto, facilmente se podem desagregar e perder as delicadas estruturas culturais das comunidades, somando aos vários problemas de desenvolvimento e pobreza, um ritmo de grande mudança e de exigentes adaptações. Estes factos, sempre associados à crescente, quase frenética, necessidade de evolução imposta pela sociedade moderna, representam um sério risco para a preservação de um património vasto e rico, que muitas vezes não encontra paralelo no resto da Europa e põe em causa cultura, tradição e saberes associados a esse património.
Face a este contexto,em 2002, a AJISM, em parceria com a AMA, apresentou a ideia e o projecto de recuperar uma embarcação tradicional da pesca artesanal açoriana, no âmbito do Projecto Mudança de Maré, financiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL, procurando paralelamente recuperar também a navegação à vela com pano latino, utilizada por estas embarcações até à década de 70 do século XX.
Pensamos que a revitalização deste tipo de património pode ser importante para a preservação de uma memória cultural, colectiva, açoriana e portuguesa, de grande importância e em sérios riscos de desaparecer, sem deixar registo. Pensamos também poder contribuir com uma inovadora ferramenta de formação para o contexto da pesca açoriana, para a existência de um navio demonstrativo de alternativas sustentáveis para as comunidades piscatórias, que pode apoiar e desenvolver propostas para e com a comunidade, além de propor outra relação com a museulogia.»
 
In site oficial “Mudança de Maré”.
 
Fotos – AJISM – Mudança de Maré
 
Nesta última foto aqui mostrada, é possível ver o “Mudança de Maré” antes de ser restaurado, junto do belíssimo iate açoriano “Maria Eugénia” sobre o qual escrevi em 24-06-2008 e na altura os esforços para a recuperação deste iate estavam difíceis. Desconheço a partir daí o estado actual do processo de recuperação.
Felizmente ao seu lado, o “Mudança de Maré” é hoje um belo barco de pesca tradicional açoriana recuperado e a associação que o detém sabe muito bem o que ele representa, e o que se pode desenvolver a partir dele. É exactamente de mais associações, com este interesse e um carinho pelo passado e cultura naval que Portugal precisa. Já existem algumas e várias pessoas esforçam-se por dar corpo e unidade ao que já existe, mas não é fácil, devido a aspectos que vão da natureza legal até ao completo desinteresse de entidades responsáveis que deveriam financiar o desenvolvimento da cultura marítima costeira.
Há que continuar a trabalhar e acima de tudo procurar sempre novas vias e novas portas onde bater.


publicado por cachinare às 17:47
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