Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

O velame de um varino ou de uma fragata do rio Tejo, de formas similares aos dois vultos junto a ele, num qualquer cais e altura de maré baixa. Foto de Eduardo Gageiro.


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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014
Português construiu veleiros que recuperam o traço dos antigos lugres bacalhoeiros portugueses.

sean paquito IV lisboa

 

«João Paquito esteve emigrado na África do Sul e construiu os seus barcos com as suas próprias mãos. O maior, e mais especial de todos, tem 38 metros.

O “Sean Paquito IV” até podia ser um veleiro igual a tantos outros, não fosse a história e a paixão de quem o construiu com as suas próprias mãos. De facto, este barco de 38 metros de comprimento distingue-se entre os muitos veleiros que as reconhecidas marcas de construção naval vão lançando para o mercado pela evocação, assumida, dos antigos lugres bacalhoeiros portugueses. E por ser um barco feito por um homem só. Um português que emigrou para a África do Sul e que acabou por se lançar no mundo da construção naval como autodidacta.

Tudo começou em 1971, por ocasião de uma travessia de veleiros entre Capetown e o Rio de Janeiro. "Vendo tantos barcos a fazer a travessia, qualquer coisa em mim me disse que eu também tinha de ter um. Mas como tinha de trabalhar para sustentar a família, entendi que a melhor maneira seria comprar livros de construção naval, observar outros, e construir eu o meu barco", relata João Paquito.

Nessa altura, este emigrante era "soldador e serralheiro de profissão", experiência que até lhe facilitou a tarefa de concretizar o seu sonho. "O problema maior eram os meus amigos a dizer que eu nunca acabaria o barco", recorda. O destino acabou por confirmar que os seus amigos não tinham razão, pois João Paquito construiu não apenas um, mas seis barcos "cada vez de maiores dimensões". "Apenas eu, com a ajuda de dois empregados que limpavam e me davam as ferramentas de que eu precisava", atesta. A intervenção dos técnicos qualificados só ocorria na fase final, com "o arquitecto e os engenheiros que faziam o teste de flutuação e inclinação", refere ainda João Paquito.

 

sapphire ex sean paquito IV

 

A sua opção recaiu sempre por construir réplicas dos antigos bacalhoeiros portugueses, acima de tudo pela "beleza e linha destes barcos" cujo imaginário nos conduz "àquela era em que os homens tinham uma enorme coragem. Estes barcos eram realmente a bóia de salvação para as suas vidas naqueles mares", evoca.

O mais especial de todos os barcos que construiu foi, de facto, o “Sean Paquito IV”, que concluiu em 2009, ainda na África do Sul. João Paquito confessa que este veleiro "é o culminar de todos os outros" ao nível das especificidades técnicas e também da acomodação.

Depois de regressar a Portugal, o destino trocou-lhe as voltas - além dos seus 70 anos já convidarem à reforma, João Paquito e a família tiveram também de enfrentar o acidente e a consequente necessidade de cuidados especiais do seu filho -, obrigando-o a passar o “Sean Paquito IV”

adaptado do artigo de Maria José Santana – PÚBLICO

Na segunda foto é possível ver o “Sean Paquito IV” já com novo dono e novo arranjo, bem como um novo nome, “Sapphire”.

foto 1 – Vitor Guerra.

foto 2 - CNI.



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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014
Aquele Portugal.

 

O rio Douro em dia de festa e regata dos seus mais conhecidos barcos, os rabelos. Uma embarcação tão antiga na sua tipologia, que poucos se apercebem disso.



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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014
Arte marítima.

 

Possivelmente Cascais ou a Costa da Caparica.

 

“Praia com Barcos de Pescadores” - Alberto Souza



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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

Uma jovem varina lisboeta de 1950-60 e o peixe para a venda do dia. Foto da Fundação Calouste Gulbenkian.


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Sábado, 13 de Dezembro de 2014
E na Praia dos Barcos, em Caxinas, voltou a ouvir-se “Bind’ó peixe”.

«Estava um céu carregado, uma manhã cinzenta de Agosto. O programa Bind’a Bordo, que durante todo este sábado animou as ruas da comunidade, dizia que a recriação histórica da actividade da pesca na Praia dos Barcos começava às 9h30 da manhã, e a essa hora já estava muita gente a abeirar-se do murete da extensa marginal das Caxinas.

“Antes havia aqui barcos e mais barcos. Agora vêem-se paus e mais paus”, dizia Laurindo Pereira, 67 anos, reformado há dois de uma vida feita no mar que começou quando tinha “sete ou oito anos”. “Sei que ia muitas vezes dormir para a escola, dar cabeçadas de sono na carteira”, acrescenta.

 

santa maria dos anjos caxinas 2014

 

A manhã cinzenta ajudava-lhe às memórias ainda vivas de quando a Praia dos Barcos não era, como agora, uma “praia de paus”, referência às estruturas das barracas de praia, concessionadas para veraneio. Mas Laurindo também diz que “naquele tempo”, há meio século, quando as "catraias" (o nome de uma das embarcações típicas das Caxinas) enchiam o areal, o que havia era “uma vida de miséria”, que não deseja a ninguém. Uma vida que, por exemplo, ele não permitiu aos quatro filhos — “Não anda nenhum no mar, fizeram-se todos à vida em terra. E ainda bem”. Não há, pois, saudades desses tempos difíceis. Mas o apelo para reviver esse passado, e os rituais com que se desenhava o dia-a-dia da população caxineira, continua bem presente. E, pelo número de presentes, irresistível.

Todos os que se abeiravam do murete da praia tinham algo a dizer, um episódio a recordar. Todos pareciam perceber do mar. “A‘tão não se vê que a maré está vaza? Os barcos não conseguem acostar aqui”, dizia um dos presentes. Aguarde-se, então, mais uns momentos, enquanto no horizonte, saído do Porto da Póvoa de Varzim, se começa a avistar a catraia Santa Maria dos Anjos, emprestada pelo Fórum Esposendense, para participar nesta viagem ao passado. Vinha a catraia lenta na sua aproximação, mais à força dos remos do que à força da vela (que o dia era cinzento, mas o vento não estava de feição), e as mulheres já se estavam a fazer ao areal.

Eva Marques, 79 anos, vem à frente, a gritar “Bind’o peixe!”. Descalça, lenço na cabeça, camisa aos quadrados, força nos braços e ainda mais fulgor no pregão. Seguem-na um grupo de mulheres, todas caxineiras, a carregar cabazes de pescado e cestos de redes para estender no areal. Margarida Marafona é uma delas. Filha de pescador, viúva de pescador, mãe de pescadores. O marido morreu há 17 anos. Os filhos são casados e, por isso, ela já não tem de fazer a “obrigação”. Mas estava ali a revivê-la com gosto. “Sempre gostei muito destas coisas, sabe? Fui muitos anos cantadeira no Rancho das Caxinas, estes que também aqui estão. Está a saber bem reviver estas tradições. Mas era uma vida muito difícil, sabe?”, insiste.

Que “obrigação” era essa? Manuela Sá Vieira, agora reformada, cumpriu-a muitas vezes. Primeiro, ao pai. Depois, ao marido — que chegou a andar embarcado a pescar bacalhau à linha pela Terra Nova. “Primeiro, vínhamos trazer os homens ao mar, empurrar o barco. Depois, quando chegavam, tínhamos de varar o barco, tirar a sardinha ou outro peixe que eles trouxessem e ir vendê-lo à lota, à Póvoa. Ou então, logo aqui, na rampinha. O leilão era muito bonito de se fazer.”

Manuela conta esta história enquanto as companheiras simulam estar a consertar redes, ainda à espera do barco. Da “obrigação” aos filhos, saberão as noras. Ela agora vive com a “reforma pequenina” que o governo da Alemanha lhe manda pela morte, por doença, do marido. “Trabalhei muito a vida toda, sabe? Mas nunca descontei, por isso não tenho direito a reforma. Vale-me a do meu marido”, diz muito rápido, para logo acariciar a medalha que traz ao peito com uma fotografia do homem.

 

caxinas barcos pescadores 2014

 

Entretanto, a catraia acosta, e começa a azáfama. Uns a empurrar, outros a puxar, num ritmo sincopado com os gritos que todos soltam. José Vila Cova, 88 anos de vida, sempre com vista privilegiada para aquele mar e aquela praia (“Morei sempre aqui em frente”, explica), faz questão de sublinhar: “Isto não era bem assim. Isto é só uma fantasia, um teatro, uma recriação”, diz, com a autoridade de quem já escreveu livros sobre a faina piscatória da terra. “As mulheres entravam pelo mar adentro, ficavam com água acima do peito. E puxavam o barco para terra, e tiravam o peixe, e faziam tudo. Tudo. Elas é que mandavam. Os pescadores chegavam ao areal e enfiavam-se no tasco. Não faziam mais nada. Elas é que mandavam”, relata.

E, de olhos marejados, José continua: “Estes gritinhos não são nada. Lembro-me tão bem quando havia mar bravo, ali nos baixios (aponta para um local da praia onde há redemoinhos), e se via os homens a remar sem sair do sítio. E as mulheres, ali tão perto, na praia, com água pela cintura… Eles a remar, a remar, e elas aos gritos. Mas gritos mesmo. Gritos de medo. Assisti, algumas vezes. E ainda hoje me custa lembrar”.

Ali ouviam-se gritos de alegria. Pregões. Abel Coentrão (jornalista do PÚBLICO), presidente da Associação Cultural Bind’ó Peixe, que organizou esta recriação, explica que não houve ensaios, e que tudo aquilo a que se assistia no areal era fruto do improviso. Nessa altura, já as mulheres multiplicavam os pregões, uma tentando falar mais alto do que a vizinha do lado, outra ainda tentando “dar a volta” ao guarda fiscal que ali vinha pedir autorizações e reclamar o “dízimo”.

“Estes homens e mulheres não precisavam de ensaiar. Precisavam de reviver. Foi isso que lhes pedimos, que trouxessem as suas memórias, mesmo que elas, por vezes, atraiçoem”, explica Abel Coentrão. A Associação Cultural Bind’ó peixe tem dez meses apenas, mas há dois anos o jornalista começou a “acender”, numa página na Internet e no Facebook, o Farol da Memória de Caxinas e Poça da Barca, com o intuito de recolher e divulgar as memórias. “Para nós, caxineiros, estas memórias são património. E acreditamos que esse património pode ser transformado em cultura”, sintetiza.

Habituados a ver movimentação mediática pelas Caxinas apenas quando há náufragos — já não há porto de pesca por ali, mas os seus habitantes continuam muito ligados ao mar, com barcos matriculados em quase todos os portos do país —, este domingo as razões eram boas. José Vila Cova admitiu, no final da encenação: “Já chorei de alegria”.

Elisa Ferraz, presidente da Câmara de Vila do Conde, era outra das presentes, perdidas no meio da assistência. No final, confessou ao PÚBLICO que trazia muitas expectativas para este evento. “Estas actividades estão muito presentes na minha memória. Não sou de Caxinas, sou de Vila do Conde. E Caxinas é Vila do Conde. É um lugar. Mas é, e continua a ser, uma das maiores comunidades piscatórias do país. Ver a forma como as pessoas se entregaram para participar, viver este momento, foi extraordinário.” As expectativas não saíram defraudadas.

Eva Marques é das que continuam a entregar o seu dia-a-dia ao mar e aos seus caprichos, apesar dos seus quase 80 anos. “A minha vida foi muito esquisita. Passei muita fome e muita miséria. Os homens vinham do mar e nós, as mulheres, atávamos as redes, descarregávamos, apartávamos, íamos vender o peixe. Primeiro, para o meu marido. Agora, para os meus filhos.” Já não há tanta miséria, mas a luta é a mesma. “É verdade. Ainda ando nesta vida. Que remédio. O barco é meu. Tenho de andar.” Até que a morte a leve. Sempre ligada ao mar. “Não sei fazer mais nada”, termina.

O luto mostra-se nas varandas, as saudades levam-se ao peito
Uma semana depois de se terem engalanado para assistir à passagem da procissão do Senhor dos Navegantes, as varandas da principal avenida das Caxinas, a Av. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estiveram enfeitadas com lençóis brancos a revelar rostos (e “esmaltes”) de mulheres vestidas da preto. O preto não é só uma “coincidência”, é uma linguagem reconhecida e aceite como sinal de luto ou viuvez. Mas foi a perseguir as histórias que estão por detrás de cada “esmalte” — o nome que em Caxinas se dá ao medalhão ou alfinete com o retrato emoldurado de familiares que já partiram — que Helena Flores, autora da exposição de fotografia contemporânea que permanecerá exposta nas varandas, até final do mês de Agosto, encontrou o conceito para o seu trabalho: “Saudade levada ao peito”.

 

caxinas posters mulheres 2014 luto

 

Numa terra onde as mortes no mar são uma notícia recorrente — o padre de Caxinas já enterrou quase uma centena de pescadores nos menos de 20 anos que leva à frente daquela paróquia —, Helena Flores faz questão de frisar que os seus retratos não revelam apenas viúvas de pescadores, nem “esmaltes” a evocar náufragos. São também retratos de avós que perderam netos, ainda crianças, ou filhas que perderam a mãe. “Interessava-me retratar esta tradição das Caxinas, onde os retratos dos que já morreram continuam a ser mostrados na rua. Como se fosse uma forma de manter a pessoa viva”, explica a autora.

É também uma forma de dizer, “eu amo”, lê-se na sinopse desta exposição produzida pela Bind’ó Peixe. Porque, como escreveu o caxineiro Valter Hugo Mãe, “na morte há sempre uma celebração a fazer: a de nos constituirmos como memória daqueles que morrem, e sermos ainda uma manifestação das suas vidas”.

Ao todo, foram 17 retratos, pendurados em varandas escolhidas de forma mais ou menos aleatória. Maria dos Anjos António abriu as portas da sua casa para expor o retrato de Maria Adelaide de Santos Maio. Não é da família, nem a conhece muito bem. “Sei que mora frente ao meu irmão”, explica, acrescentando que deixava a sua varanda tornar-se montra de qualquer pessoa daquela comunidade. “Se é para mostrar as nossas tradições, não havia nenhuma razão para não participar”, conclui.»

adaptado do artigo de Luísa Pinto – PÚBLICO

foto 1 – Renato Cruz Santos

foto 2 – Paulo Pimenta

foto 3 - Farol da Memória de Caxinas e Poça da Barca



publicado por cachinare às 00:02
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Portugal marítimo em selo, ainda do tempo dos escudos... .



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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014
Arte marítima.

 

“Setting Sun, 1887” - Hendrik Willem Mesdag



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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

 

Uma fotografia de 1949 onde se vê um pescador norueguês nas Ilhas Lofoten, Noruega, a exibir dois dos maiores bacalhaus da apanha do dia. Para mim, um dos mais belos cenários do mundo, pois literalmente é um arquipélago de montanhas que brotam do mar, é também um grande e antigo local de pesca de bacalhau. Hoje em dia o muito publicitado entre nós “Bacalhau da Noruega” é também daqui que vem.



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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014
George Sluizer, 1932-2014. Morreu o realizador de “Os Solitários Homens-dos-Dóris”.

george sluizer solitarios homens dos doris portuga

«Para os portugueses, o realizador holandês George Sluizer, falecido no passado dia 20 de Setembro em Amesterdão aos 82 anos de idade, será mais recordado como realizador da adaptação ao cinema de Jangada de Pedra de José Saramago (2002).

Fora de Portugal, a memória de Sluizer está indelevelmente ligada àquele que foi o último filme protagonizado por River Phoenix, Dark Blood, inacabado durante 20 anos devido à trágica morte do actor em Los Angeles em 1993, e que o cineasta holandês finalmente completou em 2013, “enquanto ainda podia fazê-lo”, como disse ao apresentá-lo no Festival de Berlim nesse ano.

O ponto alto da carreira de George Sluizer, nascido em Paris em 1932, reside contudo num dos mais aclamados filmes europeus da década de 1980: O Homem que Queria Saber (1988), adaptação do romance policial de Tim Krabbé sobre um homem cuja noiva desaparece durante uma viagem e que, três anos depois, é contactado pelo responsável. Um conto macabro com uma notável interpretação do actor francês Bernard-Pierre Donnadieu no papel do vilão, O Homem que Queria Saber tornou-se num êxito crítico e público internacional que levou Sluizer a Hollywood, onde dirigiu em 1993 uma mal recebida remake com Jeff Bridges, Kiefer Sutherland e Sandra Bullock, A Desaparecida.

Foi nessa altura que o cineasta encetou Dark Blood, rodado nos EUA com um elenco que incluia igualmente Jonathan Pryce e Judy Davis, mas que ficaria por terminar devido à morte de River Phoenix a meio da rodagem. Com o material filmado bloqueado por questões de direitos durante as duas décadas que se seguiriam – e com Sluizer a entrar em posse das bobines de modo mais ou menos esquivo para impedir que fossem destruídas –, foi só em 2013 que o cineasta apresentou a montagem possível do filme, numa altura em que já se encontrava fisicamente muito frágil na sequência de um aneurisma sofrido em 2007. A interrupção do filme acabaria por efectivamente travar a carreira americana do cineasta.

Aluno de cinema em Paris, onde estudou com Jean Renoir e Alain Resnais, Sluizer alternou inicialmente documentários e encomendas para a televisão holandesa antes de se estrear na longa-metragem de ficção em 1972 com João e a Faca, rodado no Brasil. Deve-se-lhe igualmente a adaptação para cinema do romance de Bruce Chatwin Utz.

Durante a II Guerra Mundial a família saiu da Holanda, vivendo durante algum tempo em Portugal – país onde captou imagens para vários documentários para a televisão holandesa e rodaria dois filmes, a comédia Mortinho por Chegar a Casa (1996), co-dirigida com Carlos da Silva, e A Jangada de Pedra (2002). Envolvido desde sempre na defesa da causa palestiniana - o que o levou inclusive a ser acusado pelo governo israelita de “libelo de sangue” por ter acusado Ariel Sharon de matar palestinianos à queima-roupa em 1982 – Sluizer realizou igualmente uma série de documentários sobre famílias palestinianas impossibilitadas de regressar à sua terra natal, o último dos quais, Homeland, foi estreado em 2010.»

 

por Jorge Mourinha - PUBLICO

foto - MOVIESCENE

 

Foi de igual modo George Sluizer quem realizou o mais conhecido internacionalmente documentário sobre a pesca do bacalhau pelos Portugueses. Essa obra seria exibida pela conceituada National Geographic Society – CBS, em 1967, intitulando-se “The Lonely Dorymen” – “Os Solitários Homens-dos-Dóris”. Aqui fica, mais uma vez, esse documentário, legendado em português.

 



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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Um pequeno barco do candil da Nazaré, muito bem ornamentado.



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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014
Arte marítima.

 

Luís Ascêncio Tomasini, 1832-1902, tinha a profissão de capitão de navios. Realiza inúmeras viagens, em que por mais de uma vez, à sua coragem e perícia, se deveu a salvação de importantes valores e preciosas vidas. Nome respeitado na praça, não foi muito pela sua dedicação e competência que ficou celebremente conhecido, mas sim como pintor de marinhas, pois logo após ter abandonado a vida marítima, entregou-se de alma e coração à vida artística.

Nesta sua obra é possível admirar um bonito caíque de pesca algarvio, já fora do Tejo, com vento fresco e só uma vela içada, por precaução.

 

“Ao Largo da Costa, 1863” - Luis Ascêncio Tomasini



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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

Porventura poucos saberão que o conhecido realizador Stanley Kubrick também era amante da fotografia e esta foi tirada em Portugal, em 1948, no habitual maior postal marítimo português do século XX, a Nazaré.


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publicado por cachinare às 22:36
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Domingo, 30 de Novembro de 2014
Revista ARGOS, nr.2 - Museu Marítimo de Ílhavo.

argos revista museu ilhavo 2014

   

«Este segundo número da Argos, revista do Museu Marítimo Ílhavo, é dedicado à museologia marítima e à herança cultural que os museus que assim se definem procuram preservar e transmitir. Foi nossa intenção construir um volume capaz de questionar os sentidos da museologia marítima que se pratica em diversos países e em museus que, pelo facto de serem marítimos, têm afinidades próprias de uma comunidade de gentes do mar. A inclusão de vários artigos dedicados ao projecto de admiráveis museus marítimos da Europa, África e Ásia, bem como as reflexões aqui partilhadas por investigadores e responsáveis por museus portugueses, permitirão que a Argos agite as águas mornas da museologia portuguesa, até hoje pouco sensível à realidade dos museus do mar.»

 

Índice

 

Editorial | Álvaro Garrido


O lugar dos museus marítimos no panorama museológico português | ICOM Portugal – José Picas do Vale

 

a museologia marítima em debate

 

Maritime museums in an Asian context and a globalized world | Stephen Davies

 

Museos, patrimonio marítimo e investigación científica | Juan-Luis Alegret

 

A centralidade do projeto cultural para museus de temática marítima | José Picas do Vale

 

perfis de museus marítimos

 

Entrevista a Frits Loomeijer

 

Le Musée de la Marine dans le paysage culturel maritime français | Denis-Michel Boëll

 

Museus com temática marítima: a relação com as comunidades e a inovação em práticas museais | Graça Filipe

 

Maritime craft heritage - Reflections from the Viking Ship Museum in Roskilde | Tinna Damgård-Sørensen e Morten Ravn

 

projetos e instituições

 

A missão do Museu de Marinha | António Costa Canas

 

O Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores (IPBIA) | Márcia Dutra

 

Bind’ó Peixe, memória das Caxinas ao jeito de pregão | Abel Coentrão

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Investigação

 

A Cultura Material das Comunidades Marítimas | Nuno Miguel Costa

 

Serviços Educativos em Museus Marítimos: a ponte entre margens | Ana Catarina Nunes

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Documentação

 

O Porto de Aveiro e o seu arquivo histórico | Nuno Silva Costa

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Exposição

 

La Ílhava portuguesa, belleza ancestral sobre el agua | Mercedes Peláez

 

Um Kayak Groenlandês: Artefacto «esquisito» no Museu Marítimo de Ílhavo | Rui Mello Freitag

 

O barco moliceiro, ex-libris lagunar | Ana Maria Lopes

 

O Aquário de Bacalhau do Atlântico do MMI | Rui Rocha e João Bastião

 

Experiência Museológica Internacional

 

O Museu das Pescas de Moçambique: um projeto em construção | Larsen Vales

 

Dossier Visual

 

O Museu Marítimo de Ílhavo, Concurso para Reabilitação e Ampliação | Nuno Mateusz

 

A revista encontra-se disponível na livraria do Museu Marítimo de Ílhavo | € 15,00

 

in Museu Marítimo de Ílhavo



publicado por cachinare às 19:13
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Sábado, 29 de Novembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Leilão do peixe em Sesimbra por volta de 1965: onze peixes prateados que não consigo identificar, um par de cações, cinco tremelgas e um fiscal.



publicado por cachinare às 19:53
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
Arte marítima.

 

Num mar que se tornou revolto, o pescador procura libertar-se da tragédia.

 

“Fisherman in Dory on Rolling Sea” - Howard Pyle



publicado por cachinare às 17:47
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ENTENDO QUE ESTÁ MUITO BEM O LUGAR ONDE FOI INAUGU...

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