Póvoa de Varzim – Sobre os Penedos, Águas Benéficas, Penhascos à Beira-mar - Clichés do distinto amador fotográfico Sr. João Pereira.
in revista Ilustração Portugueza, 1912.
Este tipo de barcos de pesca, ditos “smacks” desenvolvidos nas Ilhas Britânicas foi outrora muito importante para o abastecimento de peixe, principalmente à população de Londres. O uso da técnica do arrasto por parte destas embarcações e o seu sucesso, originou que cerca de 5.000 tenham sido construídas. Cascos robustos que podiam suportar quaisquer condições de tempo à vela eram construídos em carvalho ou ulmeiro. Estes primeiros “arrastões” eram de um só mastro e à medida que a procura aumentava, evoluiram para dois mastros, deslocando-se para zonas mais afastadas.
O arrasto começou no Canal da Mancha nos princípios de 1800 e pouco tempo depois passava a fazer-se nos ricos leitos de pesca do Mar do Norte, desenvolvendo-se assim naturalmente portos da costa Leste como Hull, Grimsby, Yarmouth, e Lowestoft. Estes arrastões passavam cerca de 8 semanas no mar, enquanto a sua safra era trazida a terra por outro tipo de embarcações, mais velozes. O uso de gelo, recolhido em charcos e pântanos ingleses, importado da Noruega ou eventualmente produzido artificialmente tornava possível preservar o peixe até chegar ao mercado de peixe de Billingsgate, em Londres. Esta peça artística mostra um desses muitos smacks, o “Anthea”.
“Lowestoft Beam Trawler ´Anthea´” - Christopher Blossom
Ei-las que partem para a faina, saídas da Póvoa de Varzim, pano bem esticado, verga no topo do mastro. A prática da vela em todo o seu esplendor, num modo de vida que juntamente com a dureza que implicava muitas vezes, implicava também momentos de puro prazer a navegar.
Imagem do filme: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942
É curioso como a História, talvez por ser demasiado vasta ou por quaisquer interesses ocultos, normalmente se centra nalguns nomes, eventos ou situações, deixando a maioria dos factos e muita gente na sombra, por ventura de modo a serem conhecidos pela “menor minoria” possível. A exemplo, peguei recentemente num pesado livro intitulado “História do Canadá” (editado e publicado há poucos anos no Canadá!) e procurei logo pelo índice referências a Portugal ou ao bacalhau, o que deu em muito pouco. Comecei então a ler e a sequência dos primeiros contactos de Europeus naquelas terras era a seguinte: cerca do ano 1000, Vikings da Islândia e Gronelândia fundam uma pequena colónia na hoje Terra Nova; 1497, John Cabot reclama terras naquela parte do mundo para o Rei de Inglaterra; 1534, Jacques Cartier reclama para a França terras na mesma região. Foi aqui que algo me pareceu estranho, pois na mesma página estava uma grande imagem do Planisfério de Cantino de 1502, o mais antigo conhecido que mostra territórios descobertos ou sob domínio Português em todo o mundo conhecido da altura. Nesse mapa, claramente na superior direita (hoje América do Norte) existem terras com a descrição (a vermelho!) “Terra del Rey de Portuguall”. De imediato me perguntei porquê que o papel dos Corte-Real naquelas terras está “omitido” no texto sendo um contacenso apresentarem o mapa de Cantino com as terras do Labrador e Terra Nova lá “chapadas”.
O “Portugal das Velas”, com dois varinos e ao que parece um galeão do sal entre eles, a ilustrar a capa de mais uma publicação estrangeira. É um álbum de fotos de 1959 da autoria de Max-Pol Fouchet, publicado em Lausanne, Suiça.
Uma gravura da praia do Mindelo, Vila do Conde, representativa do desembarque das tropas liberais a Norte do Porto em 1832.
in revista Ilustração Portugueza, 09-12-1907.
A cena de um porto como tantos outros do passado, e velas brancas, a vesti-lo.
“Harbor Scene and White Sails” - Alfred Thompson Bricher
Pescadores algarvios numa foto de 1908 na praia da Luz, a cerca de 7 kilómetros de Lagos. Mostra-nos alguns buques e galeões usados no cerco americano à sardinha. Exerciam funções de auxiliar, na procura de cardumes, copejo do peixe para bordo e observação da segurança do lanço, bem como no transporte do pescado para a lota.
«Centro Interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro foi inaugurado nesta sexta-feira, 22-3-2013.
A Câmara de Gaia inaugurou esta sexta-feira o Centro interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro, após requalificação de antigos armazéns daquela localidade.
Lá dentro, volta a haver espaço para aprestos de pesca, agora enquadrados com outros elementos de uma exposição permamente que enaltece as tradições piscatórias desta freguesia.
Numa área aproximada de 400 metros quadrados há espaço para uma mostra permanente e exposições temporárias, uma zona para exibição de barcos tradicionais e outra para expor uma colecção de conchas e corais. O centro foi perspectivado como um complemento da Reserva Natural do Estuário do Douro, uma parceria entre o Parque Biológico de Gaia e a Administração dos Portos do Douro e Leixões. O administrador do Parque Biológico, Nuno Oliveira espera que este lugar “identitário e relacional” dinamize a Afurada e promova a visitação por parte dos turistas.»
via PÚBLICO e com Lusa 22/03/2013
«Foi durante uma pesquisa na Biblioteca Arquivo da Cidade da Horta, no Faial, que fiquei assombrado com a “História do Batel ´Vae com Deus´ e da sua Companha”, do escritor Raúl Brandão.
Há quem diga que Vila do Conde é um bonito jardim à beira-rio, de braço dado com o Atlântico junto a si. Aqui pode ver-se o bonito jardim junto à ponte.
Um pescador sentado nos anos 50 do séc. XX junto ao Forte de São Pedro da Ericeira, também conhecido como Forte de Milreu, Forte de Mil Regos ou simplesmente Forte da Ericeira.
imagem Fundação Calouste Gulbenkian
Um desenho de perfil do antigo lugre-patacho bacalhoeiro português "Gazela Primeiro". Um navio com uma história imensamente longa (e surpreendente) que continua a navegar ainda hoje sob bandeira norte-americana, com porto de abrigo em Filadélfia. Este desenho porventura irá aguçar o apetite a muitos modelistas navais, que a meu ver, deveriam apostar na investigação e construção de modelos de navios e embarcações portuguesas, pois basta olhar para os nossos últimos cinco séculos de história e aí se encontram inúmeros exemplos de belíssima construção naval, grandes e imponentes navios e uma variedade ímpar a nível mundial de embarcações tradicionais. Mas como diz o provérbio... a comida da vizinha é sempre melhor que a minha.
«Na tarde serena de céu cor-de-rosa os barcos do candil, parados sobre as águas imóveis, acendiam os primeiros fachos, que mal se distinguiam na meia-luz do fim do dia. Eram estrelas amarelas sobre a água, donde subiam colunas de fumo grosso. Já brilhava o farol na ponta do cabo. As luzes dos barcos, como estrelas de oiro, tremeluziam na água, que se tornara escura e profunda.»
Branquinho da Fonseca, Mar Santo, 1971
Um pescador poveiro numa das suas imagens mais conhecidas, com o “catalão” vermelho e camisola branca bordada. Este barrete era feito com flanela e forro branco, visível na dobra. A sua origem é precisamente como o nome indica, a Catalunha. Por alturas de finais do séc. XVIII, industriais da Catalunha começam a fixar-se na Galiza e a desenvolver em grande escala a indústria e conserva da sardinha. A arribada antiga e habitual de pescadores poveiros às enseadas da Galiza começa aos poucos a adoptar este barrete, possivelmente conotado com o sucesso dos catalães na Galiza. Ainda assim, o mais comum era usar-se a bóina negra, de raíz basca e também usual na Galiza.
O dia acabado de nascer e os preparativos para a faina do dia.
“Preparing for the Day's Fishing” - Abraham Hulk
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A Frota Bacalhoeira Portuguesa.
filme Uma Aventura na Pesca do Bacalhau
documentário "A Pesca do Bacalhau" - 4 partes
filme 1952 - n/m "Alan Villiers" - Estaleiros Navais de Viana do Castelo
filme 1956 - n/m "São Jorge", construção e bota-abaixo
filme 1957 - l/m "Oliveirense"
filme 1958 - Bacalhoeiros em Viana do Castelo
filme 1964 - n/m "Novos Mares", chegada à Gafanha
filme 1967 - "Os Solitários Pescadores-dos-Dóris"
filmes 1977 a 1991 - Nos Grandes Bancos da Terra Nova
filme 1981 - "Terra Nova, Mar Velho"
História / Filmes de referência à Pesca do Bacalhau
Confraria Gastronómica do Bacalhau - Ílhavo
Lugre-patacho "Gazela Primeiro"
Lugre "Cruz de Malta" ex-"Laura"
Lugre "Altair" - "Vega" - "Vaz"
Lugre "Estrella do Mar - "Apollo" - "Ernani"
Lugres "Altair" "Espozende" "Andorinha" "S. Paio" "Cabo da Roca"
Lugres "Silvina" "Ernani" "Laura"
Lugres "Sotto Mayor" "São Gabriel"
Lugre-motor "Creoula" - Revista da Armada
Lugre-motor "Santa Maria Manuela" - Renasce
NTM Creoula em St.John´s, Agosto 1998
A Campanha do "Argus" - Alan Villiers
Lugre-motor "Argus" / "Polynesia II"
Lugre-motor "Primeiro Navegante"
Lugre-motor "Santa Maria Manuela"
Lugres-motor "Maria das Flores" "Maria Frederico"
A Inspiração dos Cisnes 1 (Inglês)
A Inspiração dos Cisnes 2 (Inglês)
A Inspiração dos Cisnes 3 (Inglês)
Navio-mãe "Gil Eannes" - 1959-71 Capitão Mário C. F. Esteves 1
Navio-mãe "Gil Eannes" - 1959-71 Capitão Mário C. F. Esteves 2
Navio-mãe "Gil Eannes" - 1959-71 Capitão Mário C. F. Esteves 3
Navio-mãe "Gil Eannes" - Fundação
Navio-motor "Capitão Ferreira"
Navios-motor "Capitão Ferreira" "Santa Maria Madalena" "Inácio Cunha" "Elisabeth" "São Ruy"
Navio-motor "Pedro de Barcelos" ("Labrador" em 1988)
Arrastão "Santa Maria Madalena" 1
Arrastão "Santa Maria Madalena" 2
Arrastão "Leone II" ex-"São Ruy"
Arrastão "Álvaro Martins Homem"
Arrastão "Argus" ex-"Álvaro Martins Homem" 1
Arrastão "Argus" ex-"Álvaro Martins Homem" 2
Arrastão-clássico "Santo André"
Arrastões-popa "Praia da Santa Cruz" "Praia da Comenda"
Arrastão-popa "Inácio Cunha" hoje "Joana Princesa"
Arrastão-popa "Cidade de Aveiro"
Estaleiros de Viana do Castelo
# Quando o "Cutty Sark" foi o português "Ferreira"
# Quando o "Thermopylae" foi o português "Pedro Nunes"
# Quando o "Thomas Stephens" foi o português "Pêro de Alenquer"
# Quando o "Hawaiian Isles"/"Star of Greenland"/"Abraham Rydberg III" foi o português "Foz do Douro"
filmes - Mares e Rios de Portugal.
Catraia Fanequeira de Vila Chã, Vila do Conde
Maria do Mar - Nazaré, anos 30 - 9 partes
Tia Desterra - Póvoa de Varzim - 12 contos
Douro, Faina Fluvial - 1931 - 2 partes
Pescadores da Afurada, anos 60 - 2 partes
Palheiros de Mira - Onde os Bois Lavram o Mar - 1959
Lagoa de Santo André - 3 partes
Douro, Descida do Rio - 2 partes
Algarve, Atum na Costa - 2 partes
Estaleiros Navais de Viana do Castelo - 65 anos
A "Cumpanha".
Modelos de Navios de Prisioneiros de Guerra-POWs Bone Ship Models
A Lancha Poveira - Póvoa de Varzim
Museu Dr. Joaquim Manso - Nazaré
Bate Estacas - Barcos Tradicionais
Indigenous Boats - Barcos Indígenas
Carreteras, oceanos... - Galiza
Embarcações Tradicionais da Ria de Aveiro
COREMA - Associação de Defesa do Património
Singradura da Relinga - Galiza
O Piloto Prático do Douro e Leixões
Olivença é Portuguesa.