Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
A preto e branco.

 StampCodfishd

Um antigo selo da Terranova, comemorando o seu “ouro”, o bacalhau.


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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016
Associação juvenil Açoriana recupera barco de pesca.

«Na pequena ilha de Santa Maria, Açores, extremo sudeste do arquipélago, pertencente ao Grupo Oriental, a AJISM - Associação Juvenil da Ilha de Santa Maria - desenvolve um trabalho meritório na dinamização e promoção de actividades com os jovens, lutando diariamente pela valorização da vida na sua ilha. Desenvolve actividades ligadas à cultura e à comunicação, ao desporto. Aposta nas tecnologias de informação e tem um Site na Internet actualizado frequentemente.

Um dos trabalhos desta associação tem sido a sua intervenção na preservação, recuperação e promoção do património marítimo açoreano, em particular das embarcações de pesca tradicionais. A embarcação “Mudança de Maré” - nome do projecto de desenvolvimento promovido pela Associação Marítima Açoreana (AMA), que contou com a participação da Mútua como parceira, entre outras organizações - é a menina dos olhos desta associação e é sobre ela que tem recaído grande parte desse trabalho patrimonial.
Passamos a transcrever um excerto de um convite enviado a diversas entidades, em nome da Associação, Luís Roque e da AMA, Liberato Fernandes, onde se conta um pouco desta história:
"Conta já com seis anos o processo de recuperação de uma peça significativa do maravilhoso espólio da Pesca Artesanal Açoriana – a embarcação “Mudança de Maré”. Neste período desenhamos e concebemos o projecto técnico para a recuperação do casco, estabilizamos e construímos  um casco novo sobre o original, o “Nossa Senhora das Mercês” - embarcação artesanal de pesca do chicharro de Rabo de Peixe datada dos anos 50 do séc. XX - e “sobrevivemos” ao interminável processo de licenciamento da obra, bem como aos vários desafios que este projecto foi tendo de enfrentar e ultrapassar.
Como todos os projectos que se propõem recuperar memória e em simultâneo inovar e criar, ao que se soma ser, neste caso e nesta área, um projecto pioneiro na região, sentimos testada a perseverança e a determinação para o levar a cada vez melhor porto. E com isso, muito aprendemos. Hoje, podemos afirmá-lo, o “Mudança de Maré” é peça de peso nesta perspectiva de reactivação do património marítimo açoriano desaparecido.
Este ano, após já variada experiência de navegação e melhoramentos no velame e navegabilidade, faz sentido um ainda maior alargamento e avaliação deste esforço. Para isso contamos convosco e decidimos deslocar a embarcação a São Miguel com esse objectivo.
É neste âmbito que a Associação convidou várias instituições a fazerem uma pequena viagem de barco, (duração máxima de duas horas), na costa sul da ilha de S. Miguel, com partida de Ponta Delgada. Além da apresentação do trabalho da Associação e da embarcação em si, a iniciativa pretendeu proporcionar momentos de discussão sobre aspectos do futuro deste tipo de património e das oportunidades que se encerram no património marítimo açoriano.”
Resta-nos desejar à AJISM e a todos os jovens (e também aos menos jovens!) de Santa Maria boa viagem a bordo do Mudança de Maré, sempre rumo a bom porto!»
 
In site oficial Mútua dos Pescadores.
 
«As comunidades piscatórias nos Açores são parte essencial da história do arquipélago desde o seu povoamento. As tradições e costumes destas comunidades ainda hoje mantêm contornos dos séculos XVI e XVII. No entanto, a modernidade penetra violentamente... com as reformas da Política Comum de Pescas da União Europeia, com os contornos de uma sociedade crescentemente tecnológica, com o estilo de vida de todos e todas a alterar-se a um ritmo acelerado. Neste contexto, facilmente se podem desagregar e perder as delicadas estruturas culturais das comunidades, somando aos vários problemas de desenvolvimento e pobreza, um ritmo de grande mudança e de exigentes adaptações. Estes factos, sempre associados à crescente, quase frenética, necessidade de evolução imposta pela sociedade moderna, representam um sério risco para a preservação de um património vasto e rico, que muitas vezes não encontra paralelo no resto da Europa e põe em causa cultura, tradição e saberes associados a esse património.
Face a este contexto,em 2002, a AJISM, em parceria com a AMA, apresentou a ideia e o projecto de recuperar uma embarcação tradicional da pesca artesanal açoriana, no âmbito do Projecto Mudança de Maré, financiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL, procurando paralelamente recuperar também a navegação à vela com pano latino, utilizada por estas embarcações até à década de 70 do século XX.
Pensamos que a revitalização deste tipo de património pode ser importante para a preservação de uma memória cultural, colectiva, açoriana e portuguesa, de grande importância e em sérios riscos de desaparecer, sem deixar registo. Pensamos também poder contribuir com uma inovadora ferramenta de formação para o contexto da pesca açoriana, para a existência de um navio demonstrativo de alternativas sustentáveis para as comunidades piscatórias, que pode apoiar e desenvolver propostas para e com a comunidade, além de propor outra relação com a museulogia.»
 
In site oficial “Mudança de Maré”.
 
Fotos – AJISM – Mudança de Maré
 
Nesta última foto aqui mostrada, é possível ver o “Mudança de Maré” antes de ser restaurado, junto do belíssimo iate açoriano “Maria Eugénia” sobre o qual escrevi em 24-06-2008 e na altura os esforços para a recuperação deste iate estavam difíceis. Desconheço a partir daí o estado actual do processo de recuperação.
Felizmente ao seu lado, o “Mudança de Maré” é hoje um belo barco de pesca tradicional açoriana recuperado e a associação que o detém sabe muito bem o que ele representa, e o que se pode desenvolver a partir dele. É exactamente de mais associações, com este interesse e um carinho pelo passado e cultura naval que Portugal precisa. Já existem algumas e várias pessoas esforçam-se por dar corpo e unidade ao que já existe, mas não é fácil, devido a aspectos que vão da natureza legal até ao completo desinteresse de entidades responsáveis que deveriam financiar o desenvolvimento da cultura marítima costeira.
Há que continuar a trabalhar e acima de tudo procurar sempre novas vias e novas portas onde bater.


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Sábado, 16 de Janeiro de 2016
Aquele Portugal.

 

Um barco-de-mar “dos grandes” na Murtosa, região de Aveiro e muitas juntas de bois, possivelmente pela fresca da manhã para iniciar a faina do dia.



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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
Arte marítima.

Edward Seago - Nazare, Portugal

“Nazaré, Portugal” - Edward Seago



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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016
A preto e branco.

traineira BONANÇA

A traineira “Bonança” em Leixões.



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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015
Aquele Portugal.

 

Antigas motoras em Olhão, Algarve.



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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
Arte marítima.

Hans Dahl - A Blustery Crossing

A travessia atribulada das águas de um fjorde na Noruega. Qualquer semelhança com um carocho do Minho, não será mera coincidência... .

“A Blustery Crossing” - Hans Dahl



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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015
A preto e branco.

Ericeira c5697_o FC Gulbenkian

Ericeira, anos 50. A gente do campo une esforços com a gente do mar. Foto de Artur Pastor.



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Domingo, 22 de Novembro de 2015
O simbolismo piscatório, por Domingos Rebelo.

«A colecção de arte do Museu Marítimo de Ílhavo foi enriquecida com a entrega de um imponente óleo sobre tela do pintor Domingos Rebelo, alusivo às comunidades piscatórias e à pesca do bacalhau.

A obra do pintor açoriano (1891-1971), propriedade do Ministério da Agricultura, Pescas e Florestas, foi entregue ao Museu Marítimo de Ílhavo, a título de depósito, pelo ministro da Agricultura, Costa Neves, no âmbito da VI Capítulo da Confraria Gastronómica do Bacalhau, que teve lugar no auditório do Museu no dia 23 de Janeiro. Consumou-se assim um projecto antigo da Associação dos Amigos do Museu.
Domingos Maria Xavier Rebelo foi discípulo de Jean-Paul Laurens, de Albert Laurens e de Naudin, em Paris. Viveu cerca de trinta anos nos Açores, onde se dedicou às composições de temas populares e religiosos. E foi como pintor de temas sacros e de murais que mais se evidenciou. Entre as suas obras evocativas do sagrado destacam-se o tríptico “Natal” e “S. Francisco de Assis”, além do painel (votivo) da capela do navio-hospital da frota bacalhoeira, “Gil Eannes”, com data de 1955.
Entre as pinturas murais de Domingos Rebelo destacam-se os seus grandes frescos do Salão Nobre do Palácio Nacional de S. Bento, relativos à época dos descobrimentos.
Nos anos cinquenta e sessenta a obra de Domingos Rebelo é marcadamente realista, de ostensiva monumentalidade no traço e no modo como retrata tipos humanos e sociais representativos de uma certa “identidade nacional”, ancorada na história. Desta faceta de pintor de regime, que afeiçoou a iconografia da sua obra ao discurso ideológico do Estado Novo, constitui exemplo maior a tela que agora se junta às colecções do MMI, denominada “Família Piscatória”, com data de 1955.
Além da sua exuberância estética e imponência de tons realistas, a obra que agora se expõe na Sala da Faina/Capitão Francisco Marques do MMI é a mais forte representação pictórica do período salazarista sobre um mundo marítimo harmonioso e protegido pela obra de assistência que o Estado terá proporcionado às comunidades piscatórias.
Numa expressão pictórica cromatizada, Domingos Rebelo sintetiza a obra de “ressurgimento” das pescas conduzida por Salazar e Tenreiro. A tela sugere a proximidade física do iceberg (metáfora de todos os perigos) às comunidades litorâneas, insinua a comunhão das famílias e das gerações. Não por acaso, este quadro foi o principal ícone da propaganda sobre a organização corporativa das pescas, em Portugal e no estrangeiro.
A sua integração e exposição no MMI permite enriquecer a colecção da Faina Maior e acrescentar ao actual discurso expositivo elementos de interpretação sobre a relação interessada do Estado Novo com a pesca do bacalhau.»

Álvaro Garrido - Director do MMI.
 
in Ílhavo | 25-JAN-2005 – Diário de Aveiro online.

 



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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015
Arte marítima.

Almada Negreiros-GMAlcantara 1

Mulheres descarregam varinos em Lisboa, numa representação belíssima de Almada Negreiros da vida ribeirinha da cidade, ainda há poucas décadas atrás.

“Gare Marítima de Alcântara, painel” - Almada Negreiros



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Sábado, 7 de Novembro de 2015
A preto e branco.

fe pvz APastor 1953 0021_M

Festa de Nossa Senhora da Assunção em 1953, na Póvoa de Varzim. Eis os foguetes a serem lançados por entre os barcos dos pescadores. Uma preciosidade de Artur Pastor.



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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015
Aquele Portugal.

 

Negros lemes de charolo nas popas de moliceiros e os seus tipos de painéis decorativos, certamente em toda a sua simplicidade, a reflectir a fecundidade de uma Ria.



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Domingo, 25 de Outubro de 2015
Arte marítima.

 A.D. Blake - VIGILANT vs. VALKYRIE, America’s Cu

O “Vigilant” foi uma chalupa desenhada por Nathanael Greene Herreshoff e construída em 1893 pela Herreshoff Manufacturing Company, de Bristol, Rhode Island, E.U.A.. Foi o primeiro desenho vitorioso de Herreshoff na Taça da América.

“´VIGILANT´ vs. ´VALKYRIE II´, America’s Cup, 1893” - A.D. Blake



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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
A preto e branco.

pamirb

A barca “Pamir”, lançada à água em 1905 nos estaleiros Blohm & Voss, Hamburgo, Alemanha, ficou conhecida pelos escritos do capitão Alan Villiers (o mesmo que o fez a bordo do lugre bacalhoeiro português “Argus” em 1950) numa viagem para o Rio de Janeiro, Brasil. Naufragou em 1957, apanhada pelo furação Carrie, ao largo dos Açores. “Pamir” é uma cordilheira de montanhas na Ásia Central, formada pela junção dos Himalaias com Tian Shan, Karakoram, Kunlun e o Hindukush.


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publicado por cachinare às 18:44
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015
Dóris de bronze.

 

No ainda “Lugar” das Caxinas existem muitas casas e muitas dessas casas são de pescadores, que o foram, que o são, ou que o voltarão a ser. Há quem tenha o bom gosto de mandar pintar em azulejo, à boa maneira portuguesa, o barco que pertenceu à família, o que lhes trouxe uma vida melhor. São muitos deles pinturas coloridas e outros, apenas no tradicional azul cobalto em memória dos tempos mais recuados ainda sem barcos a motor, o tempo da vela nas “cascas de noz” dos avós e bisavós.
O que não é comum é representar esse passado marítimo da família... em bronze. A imagem mostra uma dessas casas nas Caxinas, a 3 minutos do mar, onde preferiram guardar a memória não dos barcos locais mas sim dos “simples e frágeis” dóris da Grande Faina, a pesca do bacalhau. Por certo a memória nesta casa será muito grande, como o é pela comunidade fora (mas não exibido) e o apego destas gentes ao mar, misturado com o necessário sentido sacro-profano está bem representado no número do dóri, o 13.
Nos inícios de cada campanha bacalhoeira, a cada pescador era sorteado o seu dóri e respectivo número, acto que para muitos era da maior importância, pois a superstição faz parte da vida do mar, mesmo ainda hoje em dia quando achamos que “sabemos tudo”. Números que para uns seriam sinal de desastre, para outros eram tomados já como forte sinal de vitória contra as agruras daqueles mares e azares que viessem. A confiança era total e o “simples número” era comentado no decorrer dos dias conforme as surpresas que o mar, o capitão ou os camaradas traziam.


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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015
Aquele Portugal.

 

Pescadores figueirenses e suas mulheres numa grande traineira dos anos 60. Tempos áureos da pesca à sardinha.



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