Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014
Memorial aos Náufragos - Caxinas.

 

«No Dia Nacional do Mar, a emoção marcou a inauguração do Memorial aos Náufragos mandado erigir pela Câmara Municipal de Vila do Conde para homenagear todos aqueles que perderam a vida quando trabalhavam do mar, sobretudo os pescadores que têm forte presença na zona norte da cidade.  Daí que a obra idealizada pelo arquiteto Manuel Maia Gomes pontifique no passeio em frente ao mercado das Caxinas, um local de passagem de muitas pessoas que assim podem associar-se à dor que, periodicamente, assola a comunidade piscatória local, justificou a líder da autarquia, Elisa Ferraz. O entrelaçamento de dezenas cruzes de ferro configurando a parte de um barco transmite a ideia da morte no mar e assim espera o arquiteto Maia Gomes que se capte também a importância da vida ser preservada. Esse apego à vida ficou bem exemplificado com o caso do naufrágio  do “Virgem do Sameiro”, em Novembro de 2011. A tripulação salvou-se, mas passou mais de 57 horas no interior de uma balsa, antes do resgate pela Força Aérea. Um drama que o mestre José Manuel Coentrão recordou.O Memorial deixou comovido o Monsenhor Domingos Araújo, um dos homens que, nas Caxinas, tem acompanhado mais as tragédias provocados pelos naufrágios. A combinação de cruzes de ferro assenta num plinto onde se revela uma frase da autoria do jornalista Abel Coentrão, que é também o presidente da Associação Cultural Bind’ Ò Peixe.  Pode ler-se : “O mar devolve-me uma memória de ti. E nela te resgato para a eternidade”. A herança de um povo sofrido pelos naufrágios tem agora um monumento para mostrar a todo o país, mas também para mexer na consciência de quem não protege condignamente uma atividade difícil como a pesca.  Foi esse “nó na garganta” que quis expressar Mário Almeida, presidente da Assembleia Municipal. O Memorial aos Náufragos logo no primeiro dia recebeu flores de quem viu os seus entes queridos morrer no mar.»

 

via ONDAVIVA.



publicado por cachinare às 23:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 18 de Novembro de 2014
Charles Napier Hemy – 1841-1917.

Charles Napier Hemy nasceu em Newcastle-Upon-Tyne, Inglaterra no seio de uma família nas artes da música. Estudando pintura e design em várias escolas, regressou a Londres nos anos 1870s e em 1881 mudou-se para as costas da Cornualha onde se tornaria célebre pelas suas pinturas relacionadas com o mar e os pescadores locais. Foi considerado o melhor artista em arte marítima da sua geração e o seu conhecimento íntimo do mar foi fulcral na sua expressão. O movimento do mar, o seu poder, força e perigos estão todos capturados com um brilho raramente igualado e jamais ultrapassado.

Margareth Powell, neta de Hemy usou os anotamentos do artista para narrar com cor a sua vida, desde a infância até aos 30 anos que viveu na Cornualha.
Já tenho apresentado algumas das obras deste artista e na imagem está o livro publicado em 2005 pela sua neta.


publicado por cachinare às 22:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Domingo, 16 de Novembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Preparação das grossas linhas na Sesimbra de antigamente, possivelmente para a pesca ao espadarte e cabaças enormes a servir de bóias. Como não podia faltar, as pequenas e bonitas aiolas são às dezenas.



publicado por cachinare às 21:54
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014
Arte marítima.

 

No convés de um yacht.

 

“On the Deck of the Yacht ´Constellation´” - John Singer Sargent



publicado por cachinare às 23:12
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014
A preto e branco.

 

A Benção dos Bacalhoeiros em 1938 no rio Tejo, por alturas de Abril, antes da partida para o Atlântico Norte. Em primeiro plano, o lugre-motor “Cruz de Malta”, nome adquirido em 1928 aquando do seu registo na empresa Testa & Cunhas. Originalmente fora construído em 1921 na Gafanha da Nazaré e registado com o nome “Laura”.



publicado por cachinare às 15:15
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014
Aquele Portugal.

 

O pequeno e castiço “Zélia Maria” de Sesimbra, memória dos pescadores e dos construtores navais que éramos.



publicado por cachinare às 17:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014
Arte marítima.

 

O Sol a pôr-se nas costas da Bretanha.

 

“Sunset over the Sails, 1892” - Charles Cottet



publicado por cachinare às 20:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 4 de Novembro de 2014
A preto e branco.

 

Um belo reflexo de um barco mercantel na Ria de Aveiro, possivelmente aqui na função de “saleiro”, mediante os montes de sal que se vislumbram em segundo plano.



publicado por cachinare às 00:05
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014
“Pesca do Bacalhau – Diário de Bordo de João Carlos Caetano – De S. Miguel à Gronelândia – Ano de 1953”.

lagoa açores pesca bacalhau livro 2013

A Câmara Municipal de Lagoa, nos Açores, editou o livro “Pesca do Bacalhau – Diário de Bordo de João Carlos Caetano – De S. Miguel à Gronelândia – Ano de 1953”, co-financiado pelo Governo Regional dos Açores. Foi lançado no dia 21 de Junho de 2013 no Porto dos Carneiros, e inseriu-se nas Festas de São Pedro Gonçalves que decorreram naquele local.

Esta é a segunda parte de um relato em livro da primeira viagem aos Bancos da Terra Nova e Gronelândia de João Carlos Caetano realizada no ano de 1952 a bordo do navio “Oliveirense” e que foi lançado em 2011. (Autarquia Lagoense apoia edição em livro sobre a Pesca do Bacalhau.) O segundo diário refere-se ao ano de 1953 e retrata os principais acontecimentos que marcaram esta sua viagem na aventura da pesca do bacalhau, num registo verídico de um pescador lagoense que exalta a superação do medo, em prol da valorização da ousadia e coragem humanas, personificadas na figura de um inexperiente pescador, que vai ganhando cada vez mais força, coragem e confiança a cada experiência que enfrenta.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, João Ponte, este livro assume-se como um testemunho real, escrito de forma tão simples e genuína por um jovem pescador lagoense de 19 anos que, corajosamente, rumou mar fora, para a difícil labuta da pesca do bacalhau, durante 5 longos meses, a bordo do “Oliveirense”, no ano de 1953.

Oliveirense Leixões

Através desta publicação, em seu entender, reconhece-se o valor destes homens que, voltam costas à terra firme, prontos a enfrentar os perigos do imenso oceano, movidos de ousadia e coragem, em busca do seu ganha-pão, acrescentando que “um diário é um registo, geralmente de carácter íntimo, que contém a narrativa diária de experiências contadas na primeira pessoa, na maior parte das vezes repleta de emoções experienciadas, reveladoras de segredos partilhados unicamente em folhas de papel, preenchidas em momentos vagos, sob a forma de desabafo ou de interiorização profunda”.

adaptado dos artigos via Câmara Municipal de Lagoa e Rádio Atlântida.



publicado por cachinare às 00:02
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014
Aquele Portugal.

 

Redes a secar no areal da Sesimbra de há 50 anos, e barcos, muitos barcos a dar-lhe vida, dentro e fora de água.



publicado por cachinare às 12:52
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 28 de Outubro de 2014
Arte marítima.

 

É altura da alar o aparelho.

 

“Bringing in the Catch” - Edward Moran



publicado por cachinare às 11:58
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Domingo, 26 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

O areal de Sesimbra pela objectiva de Artur Pastor, com o peixe para leilão disposto de forma singular.



publicado por cachinare às 15:03
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
Aquele Portugal.

 

Viana do Castelo de há cinco décadas atrás, onde se podem ver os típicos barcos d´água acima do rio Lima, uma velha motora e perdida na margem, uma embarcação difícil de identificar.



publicado por cachinare às 13:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014
Arte marítima.

 

Retrato das docas de Nova Iorque cerca de 1888, centrado no Depósito do Algodão. As cores da noite que se aproxima.

 

“Twilight at the Cotton Depot, South Street, New York” - Dusan Kadlec



publicado por cachinare às 15:04
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

Uma imagem bastante antiga da Nazaré, com uma moça encostada a uma grande barca local, perscrutando o horizonte.


Tags:

publicado por cachinare às 23:56
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sábado, 18 de Outubro de 2014
“Viana e a Pesca do Bacalhau”.

viana pesca bacalhau livro 2013

«O Centro de Estudos Regionais apresentou no passado dia 16 de Agosto (de 2013) o livro “Viana e a pesca do bacalhau”, de Manuel de Oliveira Martins. A sessão de apresentação decorreu no Museu de Artes Decorativas e antecedeu a abertura da exposição “Viana, fiel amiga do Mar. Memórias da Empresa de Pesca de Viana”, promovida pelo Centro de Estudos Regionais, Junta de Freguesia de Monserrate, Câmara Municipal de Viana do Castelo e Comissão Social da Freguesia de Monserrate.

O livro, composto por 420 páginas e profusamente ilustrado, integra a coleção “Seiva” das edições do Centro de Estudos Regionais e reúne informação histórica e antropológica sobre a relação da região com a pesca do bacalhau. A publicação aborda os principais momentos da história daquela atividade, apresenta as empresas e os navios que estiveram ao seu serviço, reúne vários depoimentos e menciona as personalidades que se evidenciaram na cidade de Viana do Castelo na promoção do desenvolvimento desta atividade económica. O livro destaca a Empresa de Pesca de Viana e as figuras que foram responsáveis pela sua administração, entre as quais sobressai João Alves Cerqueira. A apresentação ocorre precisamente no dia em que se cumpre o centenário da fundação da firma que esteve na génese da Empresa de Pesca de Viana.

Manuel de Oliveira Martins, natural de Vale de Cambra, é um apaixonado pelo mar. Tendo seguido a carreira de Oficial da Marinha Mercante, fixou-se em Viana do Castelo onde exerceu, durante quase 20 anos, a função de Piloto da Barra. Durante vários anos, o autor do livro dedicou-se à pesca do bacalhau, experienciando as suas diversas modalidades – pesca à linha, pesca com redes de emalhar e pesca de arrasto clássico e de popa –, embarcado em diversos navios, alguns dos quais inscritos no porto de Viana do Castelo. É autor do livro “Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958)”, editado pelo Centro de Estudos Regionais.»

 

via CER – Centro de Estudos Regionais.



publicado por cachinare às 00:17
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014
Aquele Portugal.

 

Uma antiga barca de Sesimbra já com convés e motor instalado, por volta da década de 60, uma bela decoração e um nome à primeira vista difícil de pronunciar, “BONSOLHOSTEVEJAM”. Que pena hoje em dia os nossos olhos já não verem embarcações destas.



publicado por cachinare às 20:56
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014
Arte marítima.

 

Uma edição do The Saturday Evening Post de Dezembro de 1932, com um grande clipper numa cena de alvorada.

 

“Red Sky at Morning” - Anton Otto Fischer



publicado por cachinare às 01:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

 

Um reflexo do rio Tejo por Eduardo Gageiro, certamente ao entardecer com os putos a desfrutar da harmonia e paz da beira-rio, barcos e velas no horizonte.


Tags:

publicado por cachinare às 01:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014
Aquele Portugal.

 

Princípios dos anos 80 com um barco do mar de menor porte, na praia da Torreira. Parece ser ainda totalmente original, sem motor adaptado.



publicado por cachinare às 23:41
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

mais sobre mim
subscrever feeds
pesquisar neste blog
 
Modelos construídos por António Fangueiro
últimos comentários
ENTENDO QUE ESTÁ MUITO BEM O LUGAR ONDE FOI INAUGU...
Por acaso sempre admirei este lugre-motor o Cruz d...
Vinte anos depois desta Benção e trinta depois de ...
Estas tradicionais agulhas de pescadores têm estas...
Como definir em palavras o prazer que tenho em ler...
Todas estas embarcações tradicionais, a par dos tr...
Quando no já longínquo ano de 1957, vi pela primei...
Esta impressão correspondente a uma reportagem nu...
é interessante que esta traineira foi adquirida em...
A bandeira azul é um negócio e uma vaidade. Para o...
Tags

a nova fanequeira de vila chã(37)

ala-arriba(44)

alan villiers(26)

apresentação(3)

aquele portugal(70)

argus(25)

arte marítima(349)

bacalhoeiros canadianos-americanos(54)

bacalhoeiros estrangeiros(42)

bacalhoeiros portugueses(194)

barcos tradicionais(167)

caxinas(52)

cultura costeira(32)

diversos(108)

fotos soltas(139)

galiza(6)

jornal mare - matosinhos(4)

memórias(25)

modelismo naval(26)

multimédia(110)

museus do mar(30)

pesca portuguesa(43)

póvoa de varzim(88)

relatos da lancha poveira "fé em deus"(12)

santa maria manuela(2)

veleiros(12)

vila do conde(63)

todas as tags

links
arquivos
Sondagem 1
Apoia o fim das Caxinas como .Lugar. ?
Não.
Sim, para Freguesia.
Sim, para Vila.
Sem opinião.
View Result
Free Poll
texas holdem
Caxinas ainda é .Lugar. porquê?
Não tem estatuto para mais.
Vila do Conde não o quer.
A população não está informada.
View Result
Free Poll
texas holdem