Terça-feira, 30 de Setembro de 2014
Arte marítima.

 

A chalupa “Shamrock V” foi a primeira da Classe J a ser construída e a única em madeira que chegou aos dias de hoje, sempre em comissão ininterrupta. Foi lançada em 1930 para Sir Thomas Lipton e tendo passado por vários donos, desde 1998 que é detida pela Newport Shamrock V Corp..

 

“´Shamrock V´” - John Mecray



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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Uma perspectiva da imponência de dois navios da Companhia Portuguesa de Pescas, o “Liberal Primeiro” e o “Alcatraz” em doca seca da CUF - Estaleiros Navais de Lisboa, Rocha do Conde de Óbidos. São dois exemplos de um periodo do séc. XX onde a destruição dos leitos marinhos pela era do arrasto a vapor avançava já desde finais do séc. XIX... até aos dias de hoje, no entanto o papel de Portugal nessa destruição foi (e é) ínfimo, comparado com outras nações europeiras.


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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014
“A Kid´s Book on Boatbuilding”.

Esta pequena obra de 32 páginas editada em 2001 com o título “Um Livro para Crianças sobre Construção Naval”, explica de uma forma fácil como se constrói um barco em madeira e o que uma criança experimentaria ao construír um, desde as ferramentas básicas, as diferentes partes do barco e seus desenhos, sons e mesmo cheiros inerentes a esta arte em madeira.

A ilustração da capa só por si representa muito bem o conceito básico da construção naval, com os devidos “suportes” e equilíbrio. É um bom exemplo para mostrar a uma criança o que o mar significa, como os homens se movimentam nele e como a partir de árvores se produz tão “diferente objecto”. Além disso, independentemente da idade, a construção naval em madeira (a “carpintaria de ribeira”) é uma arte de grande mestria e ensinamentos para muita gente.
Deveria ser recuperada, mantida e fomentada, pois perdeu-se muito dela por “evolução” dos tempos, das vilas e das cidades. Tudo em redor da construção dum barco cria um universo de etapas que mantinham as populações locais sempre atentas aos movimentos dos trabalhadores, ao levantamento das cavernas, ao serrar, furar, içar, calafetar e ao auge da obra que era o dia do bota-abaixo, uma autêntica romaria.
Tendo nascido e crescido entre Vila do Conde e a Póvoa de Varzim, a construção naval nas duas comunidades sempre esteve muito presente, grande número e variedade de barcos Poveiros num lado, caravelas, naus, lugres e traineiras do outro. Por isso este pequeno livro e sua arte é-me muito familiar.


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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Uma miragem portuguesa. Uma memória cada vez mais tremida de um tempo que poucos querem que volte... para seu lazer.

 



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Domingo, 21 de Setembro de 2014
Arte marítima.

 

A barca norte-americana “Jabez Howes” corta as frias águas do Pacífico entrando na baía de São Francisco. Este navio de finas linhas e seis panos por mastro foi construído em 1877 nos afamados estaleiros de John Currier, Jr. em Newburyport, Massachusetts, pesando umas massivas 1581 toneladas brutas. Propriedade de George Howes & Co. de Nova Iorque, ganhou a reputação de um dos mais rápidos veleiros do último quarto do séc. XIX. Faria a viagem desde o Atlântico à Golden Gate de São Francisco 17 vezes antes do virar do século. Em 1900 passou para o comércio da madeira do Pacífico e após 7 anos, foi vendido ao Alaskan Packers Association, envolvidos na indústria de enlatados de peixe, e fez inúmeras viagens desde a Sonda de Puget até portos da costa Oeste tanto na América do Norte como do Sul. A 7 de Abril de 1911 durante um violento temporal, o “Jabez Howes” começou a meter água e encalhou carregado em Anchorage Bay, no Alasca. Toda a tripulação e trabalhadores das fábricas de conservas a bordo foram salvos.

 

“Downeaster ´Jabez Howes´ Sailing the Golden Gate” - Charles Robert Patterson



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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Artur Pastor no seu vasto registo da orla marítima portuguesa, aqui na Nazaré documentando que nem só com os barcos do mar da costa Centro os bois lavravam o mar. Anos 50 e as embarcações híbridas entre a vela e o motor.


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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014
Jornal MARÉ – Junho de 2009.

Jornal MARÉ – Junho de 2009.pdf

 
NAPESMAT - Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos.


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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014
Aquele Portugal.

 

Capa da revista “Ilustração Portugueza” de 2 de Agosto de 1920. Mais uma vez os pescadores da Costa da Caparica são o tema de abertura, eles e os seus “meia-lua”, barcos-de-mar trazidos gerações antes por gentes da costa Centro que ali instalaram colónia.

 



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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014
Arte marítima.

 

Dois pescadores do bacalhau norte-americanos, avistam uma barca francesa ao longe.

 

“Sighting the French Barque” - Jeff Weaver



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Sábado, 13 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

A Benção dos Bacalhoeiros de 1938, no rio Tejo.



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014
Fáskrúðsfjörður e os “pescadores da Islândia”.

Fáskrúðsfjörður não é mais que um profundo e bonito fjord na costa Leste da Islândia. É também a principal estação de pesca ao bacalhau utilizada pelos pescadores Franceses durante as campanhas de pesca do passado neste país. Entre 1850 e 1914, nalgumas campanhas chegaram a ser cerca de 120 escunas e 5.000 marinheiros provenientes de Dunquerque, Paimpol ou Lorient a vir em trabalho de pesca nestas águas da Islândia. Vinham a terra com mercadorias para troca, como por exemplo vinho ou conhaque que trocavam por roupas e mantimentos frescos. Simples relações de trabalho ou amizade, formaram-se ligações entre os habitantes do fjord e os pescadores e hoje em dia a povoação guarda memórias dessa época.

Na faina os homens estavam munidos de linhas-de-mão e recebiam um pagamento proporcional à quantidade pescada, pelo menos 6.000 bacalhaus cada um por campanha. As condições de vida difíceis a bordo dos navios, a alimentação pouco variada e o clima adverso eram favoráveis a doenças, escorbuto, pneumonia e tuberculose, originando chagas e frieiras. Uma casa construída para os doentes deixou de ser suficiente por alturas de 1897 e vários navios-hospital começaram a suceder-se sobre as zonas de pesca.
O primeiro destes navios, o “Saint-Paul” encalharia trágicamente no estuário arenoso do rio Kúðafljót a 4 de Abril de 1899. Os seus 20 ocupantes foram todos socorridos e os destroços seriam vendidos em leilão, como era tradição nalguns naufrágios; madeiras, velas e cordames, medicamentos, louças, cobertores, rações de comida e barris de rum, conhaque ou vinho, 900 garrafas de vinho tinto. Este navio tornou-se uma mina para os camponeses das povoações vizinhas que estavam habituadas a naufrágios frequentes na zona até aos anos 1950s. Como a venda estava programada para durar 3 dias, foi decidido guardar para o fim os lotes de álcool, de modo a não apressar o seu consumo. Ao visitar o museu de Skógar, descobre-se por exemplo que a madeira do soalho de uma das salas de exposição provém precisamente do “Saint-Paul”.
Ao todo cerca de 400 escunas foram vítimas de naufrágios, tendo-se perdido 15 numa só ocasião de temporal, destroçadas pela costa Sul do país. Para chegar às águas calmas de Fáskrúðsfjörður, era necessário evitar os escolhos dos cabos bem como as ilhas Andey e Skrúður que lhe guardavam a entrada. Com a falta de botes de salvamento a bordo (para ganhar em tonelagem de carga), mais a incompetência de certos capitães adicionada ao alcoolismo eram igualmente as causas de desastres.
À entrada da povoação encontra-se um cemitério fechado onde repousam 49 marinheiros Franceses e Belgas, mas muitos outros ficaram sem sepultura.
O pequeno museu da vila engloba fotografias antigas, cartas e textos da vida dos pescadores, nas quais a rudeza do trabalho e do clima, assim como as saudades de casa são repetidamente evocadas. Numerosos objectos e vestimentas e mesmo um documentário televisivo permitem ao visitante mergulhar na atmosfera da época. A leitura de um diário de bordo datado de 1910 permite a percepção da actividade nos portos e nas estações baleeiras do início do séc. XX.


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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014
Pescadores da minha terra.

 

Tio Luíz Nicolau

 



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Sábado, 6 de Setembro de 2014
Aquele Portugal.

 

A vida lagunar por terras do baixo Vouga.

 



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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014
Arte marítima.

 

Um pescador do estuário do Tejo.

 

“Pescador” - Alfredo de Morais



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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Duas jovens varinas na ribeira lisboeta dos anos 50. Foto da Fundação Calouste Gulbenkian.


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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
A Gamela de Coruxo - Galiza.

 A Gamela da comunidade de Coruxo, região de Vigo, é considerada uma evolução da gamela de La Guardia. Sendo um barco barato e de fácil construção, a maioria das gamelas da Galiza são do tipo de Coruxo, de estrutura também simples mas mais reforçada com os corredores a toda a volta. Tal permitiu que se pudesse utilizar madeiras de menor espessura e com isso dar mais ligeireza à embarcação. As suas dimensões variam, mas nunca chegam aos cerca de 5 metros das de La Guardia.

São também construídas na sua totalidade em madeira de pinho e o seu pouco calado facilita bastante a navegação nas zonas rochosas junto à costa, sendo utilizada maioritáriamente dentro das Rias Baixas.
Para ancorar, muitas continuam a utilizar a tradicional poita (poutada em Galego) visível na foto, uma grande pedra presa numa armação de madeira, um dos elementos marítimos mais emblemáticos na faina antiga também por exemplo na Póvoa de Varzim, entre outras comunidades e seus barcos. Os antigos toletes em madeira para a chamada dos remos são hoje em aço inoxidável.
O uso nos últimos anos destes barcos (entre outros) para a vertente de vela lúdica, ajudou também a que se mantivessem no activo, pois a pesca moderna serve-se de diferentes e mais produtivos meios no dia-a-dia. Com isso mantém-se a sua construção tradicional ainda levada a cabo por experientes mestres de carpintaria de ribeira.
Hoje em dia já se começam a ver algumas revestidas a poliester, mas nunca na sua totalidade, como já ocorre com outras embarcações do Cantábrico e Mediterrâneo e os motores fora-de-borda farão com que continuem a ser usadas em pleno século XXI.
Existe também uma gamela com proa e popa quadradas de pequenas dimensões que se usa como auxiliar dos barcos maiores.
 
Texto baseado em: modelismo naval – plano de Staffan Morling.
Fotos de Perez Lorenzo – blog com inúmeras gamelas nas praias.
Construção do modelo de uma gamela de Coruxo.


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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014
Da minha terra.

 

Postal com a imagem de um sargaceiro na praia do Mindelo em Vila do Conde, e as suas antigas casas de aprestos. Uma raridade a cores, bem usada como propaganda turística. Que pena nenhuma destas casas de aprestos ter resistido aos tempos ou ao desinteresse dos locais.

 



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Domingo, 24 de Agosto de 2014
Aquele Portugal.

 

Uma imagem da antiga Nazaré, tão sugestiva que é difícil descrevê-la.

 



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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014
Arte marítima.

 

Barcos de pesca e pescadores na ilha italiana de Capri, no Mediterrâneo, em 1857.

 

“Fishing Boats at Capri" - Albert Bierstadt



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Domingo, 17 de Agosto de 2014
A preto e branco.

 

Este miúdo recorda-me a minha infância nos anos 80, quando ia pescar com o meu pai exactamente desta forma, nas pedras do cais Sul, ali na Favita. Com umas linhas ou uns arames, um par de anzóis na ponta e isco conforme houvesse, pulga da areia, sarrada, ou lapas, tudo servia para passar uma bela tarde. Eram tardes de Verão que eu desejava sempre que não acabassem, mas as horas não davam tréguas e por volta das 7 da tarde iamos embora comigo a pensar o caminho todo quando seria a próxima vez. Traziamos um saco cheio de marachombas e por vezes um par de lulões em dias de sorte. Mas não era o peixe o mais importante. Magnífica era toda aquela interacção com a beira-mar. A foto é de Artur Pastor.


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publicado por cachinare às 11:42
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