Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
“Quem Vai pró Mar... – Como se Aparelhavam e Armavam os Veleiros da Pesca do Bacalhau”.
3ª obra da autoria do Comandante Marques da Silva e editada em 2005 pela Comissão Cultural da Marinha. Foi como é habitual, apresentado a bordo do NTM “Creoula” na presença de uma grande assistência que incluía vários outros capitães da altura em que veleiros como estes ainda sulcavam o Atlântico para a pesca do bacalhau. Com cerca de 20 campanhas à Terra Nova e Gronelândia e tendo estado embarcado não só no “Creoula” mas também no “Argus” e “Gazela Primeiro”, o Comandante Marques da Silva recebeu palavras de elogio do presidente da Comissão Cultural da Marinha, dizendo que: “Considero imprescindível para o conhecimento dos mais jovens e das gerações vindouras que aqueles que viveram e participaram em epopeias, como foram as campanhas do bacalhau, passem a escrito as suas experiências pois caso isso não suceda, a História fica mais pobre ou pode mesmo ser deturpada. Felicito pois o Comandante Marques da Silva pela sua obra”.
Segundo a descrição do autor, “Neste trabalho, continuo a descrição das tarefas dos marinheiros pescadores, mas desta vez durante as estadias de Inverno em Portugal, quando tinham a seu cargo a preparação e conservação dos seus veleiros. Intitulei estas recordações de: - “Quem vai pró Mar…”, pois entendi que aos assuntos versados, se aplica bem o adágio que recomenda o bom aparelhamento em terra àqueles que vão navegar. A descrição destas tarefas, algumas tão especificas, foi assunto que me prendeu e até comoveu, quando agora a esta distância as recordei e procurei contar, através das palavras e dos desenhos que fui fazendo, o melhor que sou capaz”.
Baseado no artigo da Revista de Marinha.
 
Tal como se pode ver na capa do livro, este foca a preparação dos veleiros durante o Inverno até à partida em Abril para a pesca. Traz-me à memória as muitas fotos que existem desses veleiros mas sobre as quais sempre me questionei quanto aos pormenores, pois practicamente é impossível ver detalhes nas fotos. São fotos antigas, a preto e branco e que mostram sempre o navio de corpo inteiro. Julgo que esta obra permite “olhar para dentro” destas embarcações, o que não terá preço para os adeptos do mar e dos tempos da vela.
Este volume penso que só será possivel adquirir “in loco” no Museu de Marinha, pois não o encontro noutro sítio.
Um grande obrigado ao Comandante Marques da Silva pelo seu trabalho e gosto em transmitir o que sabe.


publicado por cachinare às 09:07
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1 comentário:
De jaimepontes a 23 de Abril de 2009 às 23:28
Pois quém vai pró mar ,é um adagio do pescador que tém muita razão de ser ,e nesses tempos dos veleiros éra isso mesmo ,o Navio tinha meses para se preparar com pessoal adecuado e quando chegava a altura da saida para o bacalhau o Navio ou Lugre já estava aparelhado como devia ser e então éra um ver a rapasiada dividida em quartos sendo normalmente tres quartos Capitão Imediato e Contramestre e normalmente 15 homéns por quarto mais e menos conforme o Navio .Os navios normalmente quando da saida para oeste pescavam de 15 a 30 dias nos espalques na térra nova e depois fazia-se viagém para Santo Jones para Aviar o Navio com isco e alimentos e gazoleo em fim quém vai pró mar prepara-se ém térra e éra isso que se fazia normalmente e depois fazia-se a viagém para Groenlandia que para um veleiro nunca se savia os dias éra conssuante os ventos ,mas para um lugre motor éra normalmente 6 dias de viagém e que tormenta éram esses dias de viagém içar velas arriar velas ,quarto ém sima quarto ém baixo frio de arrepiar os mais novos amarrados nas ençarcias como os filmes de piratas os mais velhos no convés e quase sempre se molhavam todos e éra ver o pessoal com as maõs encarangueijadas pecas e as vezes debaixo de tudo quanto éra mau ,até chegar a groenlandia éra uma travessia medonha mas éra o tempo que éra e ainda bém que estamos cá para recordar . Hoje pergunta-se aos mais velhos que andaram muitas viagéns a pesca do bacalhau que recordações teém desses tempos ,eles a maioria encolhem os ombros porque deram tudo pelo sustento das familias porque se sentiam mais homens mais pescadores e mais Portugueses ,mas a maioria morreram com um prato aos pés e os que ainda estão entre nós não teém reforma condigna quase não dá para o prato da sopa ,dizem que miséria ,muitos ficaram por lá no fundo dos mares gelados outros estão sepoltados nos cemitérios da Groenlandia ,que tristesa dizem os nossos velhos herois dos mares gelados isto tudo porque nunca tivemos ninguém ém Portugal que desse o devido valor ao homém do mar e sempre se esqueceram dos nossos bacalhoeiros ém espeçial cá ém Vila do Conde ...Jaime Pião


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