Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
A preto e branco.

Quando um dóri na pesca do bacalhau era apanhado nestas condições... nevoeiro cerrado, era uma das situações na qual por vezes o pescador realmente media o seu sangue frio e “tino” para regressar ao navio que deixara de ver. Eram horas em que se sentia o tamanho da vida de cada um e se pedia a Deus e a todos os Santos... a guia.



publicado por cachinare às 09:26
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1 comentário:
De jaime pontes a 8 de Maio de 2009 às 00:22
A pésca do bacalhau e o nevoeiro .
Não éra das coisas piores a névoa ,pior éra quando se arriava com calma e logo de seguida já com os anzois na agua as centenas e de repente brisa e o navio a chamar com fuguetão e bandeira ao topo e a suspender ancora para fazer o jeito a maioria dos botes ,com a sirene constantemente a tocar aí é que éra de arrepiar porque quando o navio procedia assim éra sinal de temporal ,então a rapaziada alguns mais temerosos cortavam o trol e vinham logo para bordo ,mas havia os mais arrujados que alavam o trol todo como eu que nunca cortei trol e ainda por sima as vezes vinha-se prá bordo com o bote a maneira quase carregado e sempre com o balde na mão para escuar agua ,é claro que éram os mais arrujados más também os menos responssaveis ,porque alguns dos mais corajosos foram engolidos nos mares gelados ou sepultados lá na Térra Nova ou Groenlandia ,por isso é que haviam as primeiras linhas e as ultimas ,claro que os mais afoitos estavam mais sujeitos a todas éssas consequensias, mas éra assim a pesca do bacalhau .
Com névoa e calma normalmente os que tinham menos pratica ficavam encostados ao navio mas éram poucos, de resto mais e menos todos saviam navegar ,e então quando a rapaziada tinha muitos dias de arreio seguidos uma névoa até fazia jeito para descansar uma hora ou duas e não foi poucas vezes que eu assim fiz .
Aconteçeu na minha segunda viagém de bacalhau no Aviz ,arriamos trinta dias seguidos e o pessoal estava derreado ,alguns ficavam a bordo um dia para descansar e carregar baterias aos dois e três por dia coisa que o Capitão não gostava mas de uma maneira ou outra ficavam sempre, coisa que eu não me lembro de me aconteçer ,más também sei que desfrutava sempre de o tempo estar bóm e tirar duas horas de descanso no bote porque prá mim éra impossivel aguentar tanto tempo sem descansar ,portanto nessas alturas éramos como ROBOTS ,com as mãos cheias de feridas e o corpo moido ,por isso logo que apareçia um dia de brisa o primeiro dia nem comer comia éra só descansar ,só quando estava bém dormido é que se levantava para comer qualquer coisa ,éra assim a vida do bacalhau nos mares dos gelos dos temporais e dos nevoeiros ...Um abraço Fangueiro ...Jaime Pião


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