Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
A preto e branco.

 

Harmoniosa imagem de duas catraias poveiras que autênticamente deslizam sobre o mar, graças ao seu casco bojudo e grande vela, qual potente motor. Estes barcos proporcionavam excelentes ocasiões de vela e navegação, algo que hoje só os poveiros e caxineiros na casa dos 60 anos experimentaram. É uma vergonha que isto tenha desaparecido destas comunidades, e de outras, como Vila Praia de Âncora, Esposende, Apúlia, Leixões, Leça, Buarcos, etc. Vergonha acima de tudo para os próprios habitantes, que permitiram o seu desaparecimento até hoje e salvo umas excepções, que pouco são usadas, ninguém mostra interesse na reconstrução destes barcos para recreio, os barcos que foram o ganha-pão dos seus pais, avós, bisavós... . Mas pode ser que “amanhã” as coisas começem a mudar.
 
imagem de: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942.


publicado por cachinare às 08:25
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2 comentários:
De jaime pião a 6 de Novembro de 2009 às 10:38
Uma beleza de foto é o ultimo grito dos barcos de bela ,ou os corre costas como o pescador de então dizia, com os ventos de leste que vem daí o nome de corre costas era uma maravilha ver os barcos de velas enfunadas ,mas também era com os ventos de leste que aconteciam ,as desgraças algumas vezes ,porque os ventos de terra eram traiçoeiros ,de sardadas ou rajadas como os nossos pescadores diziam e então quando de noite a navegar não se via as tais sardadas de vento e os arrais eram apanhados desprevenidos e não dava tempo a largar escota nem a por de capa ao vento ,sim porque bastava alçar o leme que o barco ia logo ao vento ,mas como digo era uma arte saber andar de vela nestes barcos ,porque um bom arrais dava confiança a uma boa tripulação !
Quando as lanchas Poveiras ,na pesca da pescada ou do goraz ou do congro já fora da costa pelas 50 70 ou 100 braças manuais eles ao saírem para o mar de madrugada lá iam com ventos normalmente de terra de leste ou nordeste ,enfim tempo fino ,e quando na altura de regressar esperavam o norte que era o consolo do pescador para não ter que remar ,mas mesmo assim as vezes esperavam e o norte não aparecia e então calmarias e lá vinham com a vela ao topo e com os remos armados e se não havia vento era até chegar ao destino cansados da pesca a linha de mão e do remo e ainda com mas alimentações que era o pão e laranjas frutas do tempo e um naco de pão de milho ,vida muito difícil do pescador de antigamente ,hoje já menos mas ainda com carências !
Cumprimentos Jaime Pião


De Anónimo a 6 de Novembro de 2009 às 22:45
Felizmente que hoje, a Associação dos Marinheiros da Armada, de Vila do Conde, da qual tive a honra de ser um dos principais fundadores, para além da catraia BRIOSA, tem neste momento em construção no
Estaleiro do Samuel, uma nova Catraia com cerca de
5,80 m de comprimento.
Registe-se que a partir da minha presidência naquela Associação Marinheira, em 2003, a BRIOSA, juntamente com a lancha poveira Fé em Deus, a catraia esposendense Nª Srª dos Anjos e a catraia vianesa Nª Srª da Agonia, tem participado em dezenas de Encontros de Embarcações Tradicionais em Portugal e Espanha.
Anote-se ainda, que a Nª Srª da Agonia, propriedade da Associação de Barcos do Norte, é uma embarcação típica da nossa Vila Chã e recentemente descobrimos que foi construída por Benjamin Moreira,
hoje Presidente da Junta da Fréguesia.
Portanto, embora isto esteja muito mal, de quando em vez lá vai havendo algumas excepções, por banda de
uns tantos que teimam em remar contra a maré...

Al bino Gomes


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