Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Aquário de bacalhaus no Museu Marítimo de Ílhavo.

«O Museu de Ílhavo está a crescer. Fez a 8 de Agosto 72 anos e ao longo do tempo as visitas têm vindo a aumentar. A primeira versão do estudo prévio para a sua ampliação foi apresentada.
O bacalhau é um peixe que conhecemos, normalmente seco, inteiro ou cortado às postas, ou já cozinhado. Raramente é observado vivo, a nadar.
Futuramente, será possível ver bacalhaus vivos com a ampliação do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) – que narra a história da ligação dos ilhavenses à Ria e aos mares da Terra Nova e da Gronelândia –, cuja primeira versão do estudo prévio foi apresentada ontem, durante as comemorações do 72º. aniversário daquele espaço museológico.
Uma das valências principais da ampliação do MMI inclui, precisamente, um aquário para bacalhaus. O presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, espera que constitua um ponto “muito atractivo”, confessou, ontem, ao Diário de Aveiro. Mas, o aquário será apenas uma das novidades incluídas na ampliação do Museu. Haverá “novas ofertas, novas áreas”, segundo o autarca.
A zona de ampliação, a Norte dos espaços exteriores da antiga Escola Preparatória de Ílhavo e a Poente do MMI, será ainda dotada de uma área para reservas, perspectivando o armazenamento, manutenção e investigação. Tem ligação prevista para o segundo piso do edifício da antiga Escola Preparatória, onde funcionará o Centro de Documentação e Investigação do Bacalhau.»

 
in Diário de Aveiro – João Peixinho
 
“Centro de Documentação e Investigação do Bacalhau”. Este título é “música” para os ouvidos e aspirações de muitos, não só ilhavenses, mas por certo a maioria dos que fizeram a Grande Faina e muitos dos seus descendentes, actuais e futuros. Sem dúvida, Ílhavo estará sempre na linha da frente a este respeito. Ao que vou lendo, apercebo-me várias vezes da presença e apoio do governo local de Ílhavo, demonstrando que reconhecem a importância em apoiar as vertentes hoje culturais, que fizeram o passado de trabalho das suas gentes.
Em 2004 fui surpreendido, quando no porto de Bergen, na Noruega, visitei um pequeno mercado de peixe fresco e lá vi dois pequenos tanques... com bacalhau vivo, para venda. Realmente, o bacalhau é hoje em dia um dos sinónimos de Portugal, mas poucos de nós o conhecem na realidade ou viram vivo.
Há mesmo uma conhecida história de um pescador de bacalhau que no seu primeiro ano de pesca, regressou no primeiro dia com o dóri vazio ao navio, e à pergunta do Capitão onde estava o peixe, respondeu ele que só tinha apanhado muitos “peixes estranhos”, mas nenhum bacalhau, igual ao que se comprava (de forma espalmada) lá na venda da aldeia.
Concerteza este futuro aquário em Ílhavo será mais um sucesso, de preferência sempre enriquecido com outas espécies que coabitam com o bacalhau.


publicado por cachinare às 08:15
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2 comentários:
De jaime pião a 14 de Dezembro de 2009 às 21:16
Que bela história sobre o bacalhau ,sim o bacalhau com vida é diferente daquele que se come no dia a dia ou que se apresenta nas mesas dos restaurantes com uma quantidade de nomes pratos feitos, por isso fiquei maravilhado com este comentário sobre a verdade do bacalhau enquanto vivo !
Mas será que alguém um dia em Vila do Conde se vai interessar por dar a conhecer ao povo aqui das redondezas e não só que foi de Vila do Conde que saíram para a pesca do bacalhau a maioria de pescadores , que Portugal teve em sua frota bacalhoeira sempre ao longo de duas centenas de anos os mais representativos homens de Vila do Conde ,ou Caxinas e Poça da Barca não são Vila condenses ???
Aqui fica um desafio a quem ousar responder a este ponto critico que de bacalhau e pesca sabe do que fala e mais venho duma descendência de pescadores bacalhoeiros desde os meus bisavós !
Meus cumprimentos Jaime Pião ...


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2009 às 15:43
boa tarde, caros amigos e conterrâneos,
mais uma lição dos responsáveis de Ílhavo aos de outras localidades marítimas como Vila do Conde, que é a minha terra. não sei, sinceramente, o que pensar relativamente à falta de investimento por parte da autarquia vilacondense na nossa comunidade. gasta-se tanto dinheiro em projectos, aos quais a maioria das pessoas não tem acesso ou não compreende, e não se investe nas pessoas. horrível! até compreendo que se façam grandes investimentos numa cidade que quer ser um exemplo de harmonia, de qualidade de vida e crescimento sustentado - também fico orgulhoso de poder mostrar a nossa cidade aos visitantes e ouvir os seus elogios. mas, caramba, não se podia pegar numa pequeníssima parte desses investimentos e construir um museu como deve ser?
não é irónico que seja um investimento feito por paroquianos, o símbolo máximo da nossa proximidade e relação com o mar?
há terrenos mesmo em frente à praia (nas Caxinas e Poça da Barca) onde se podia projectar tal empreendimento. e nem sequer era preciso ir buscar o "Cinza Vieira".
era num lugar assim que gostaria de levar os meus alunos, falar-lhes da história recente de Portugal, daquela que não vem representada nos manuais escolares, mostrar-lhes, in loco, antigas e novas técnicas de trabalho, antigas e novas actividades económicas...
não se pode inventar história onde não há história, dirão alguns (des) interessados, desatentos ou mal informados, preocupando-se mais em licenciar a casinha do quintal ou arranjar o passeio à porta, ignorando o poder que dão a outros. àqueles que, mais tarde ou mais cedo serão confrontados com estas questões.
disso tenho a certeza!

melhores cumprimentos
Rui Maciel


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