Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
“A Campanha do Argus”.
Obra que imortalizou internacionalmente a pesca do bacalhau pelos pescadores de Portugal nos inícios dos anos 50, sobre ela já escrevi várias vezes, mas cá fica agora um pequeno artigo “oficial” sobre o livro. O autor, Alan Villiers, embarcou no “Argus” em Lisboa no princípio de 1950 para uma viagem de 5 meses a documentar todo o processo da campanha. Esta é a sua sinopse:
A Campanha do Argus, de Alan Villiers, é um clássico da literatura marítima mundial. Numa escrita límpida e envolvente, este oficial da Armada australiana, presença assídua nas páginas do National Geographic Magazine do segundo pós-guerra como repórter das “coisas do mar”, escreveu uma narrativa de viagem de um dos mais belos veleiros da frota bacalhoeira portuguesa, o “Argus”. A convite de Pedro Teotónio Pereira, embaixador português em Washington, na Primavera de 1950 Villiers embarcou com os pescadores portugueses. Durante cinco longos meses, viu e registou a dureza da “faina maior” com o sentido de a documentar. Naquele tempo, a pesca do bacalhau por “homens de ferro em navios de madeira”, a mítica “frota branca”, era a última grande actividade económica que fazia uso da navegação à vela para viagens transoceânicas. Da viagem única que fez, de Lisboa aos bancos de pesca da Terra Nova, Villiers compôs um tríptico que correu mundo: um livro (com edição original em inglês, em 1951, e tradução portuguesa meses depois), um filme e um magnífico álbum de fotografias. A projecção internacional do livro foi tal que teve tradução em mais de uma dezena de línguas. Reeditá-lo a mais de cinquenta anos da primeira edição, com um preâmbulo contextualizador ilustrado com belas imagens e partindo de uma nova tradução do original, é um acontecimento cultural da maior importância. Além de um belo e minucioso memorial da pesca do bacalhau com dóris de um só homem, A Campanha do Argus permite entender os múltiplos significados deste património marítimo singular e desvendar a relação interessada do Estado Novo e do seu aparelho de propaganda com o drama épico da pesca do bacalhau”.
 
Curiosamente, a obra foi reeditada há um par de anos atrás por duas vezes. Por isso mostro ambas as capas, a 1ª a vermelho de 2005 e em 2006 foi lançada a 2ª a preto e branco (letras a ouro, como merece) com prefácio de Àlvaro Garrido, actual director do Museu Marítimo de Ílhavo. Adquiri a 2ª edição e em breve pegarei nele com o tempo suficiente para o ler “de enfiada”, pois uma obra e tema deste tipo não gosto de o ler “aos soluços”.
Deixo um possível link onde poderá ser adquirido, no entanto é o livro sobre a pesca do bacalhau mais fácil de comprar, pois é vendido por inúmeras livrarias.
 
“A Campanha do Argus” – Alan Villiers


publicado por cachinare às 08:04
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1 comentário:
De jaime pião a 28 de Janeiro de 2010 às 17:35
Aqui está mais uma lembrança sobre o Argus , que muito me diz e que alegria dentro de mim em comentar este artigo sobre um emblemático Navio bacalhoeiro e sobre um Sre que era um grande marinheiro e Oficial dos mares e que muito bem escreveu sobre a viagem que deu no Argus e os bons proveitos que ele tirou ,que até chegou a arriar num bote como um simples pescador e que boas conclusões ele tirou desse dia de pesca nos mares da Terra Nova ,por sinal em dia de nevoeiro cerrado ,o Sre ALAN VILLIERS ,nunca é demais ler um bocadinho desta linda história ,porque sei de certeza que os nossos pescadores bacalhoeiros que ainda estão entre nós e tivessem condições de ter em casa um portátil e mais um pouco de saber ficariam muito satisfeitos com este blogs e outros que nos falam coisas só nossas diria mesmo as nossas vivencias Bem -Haja António ,um abraço jaime pião ...


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