Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
Igreja Portuguesa em Gloucester - E.U.A.
Já muito tenho escrito sobre as bonitas escunas de Gloucester, Massachusetts, admiradas em todo o mundo e um dos símbolos maiores da relação entre o pescador e o mar, com histórias de pescadores, naufrágios e muito bacalhau para dar e vender.
Esta primeira foto mostra a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem em Gloucester, construída em 1893 pela comunidade Portuguesa de Gloucester. Largos números de emigrantes Portugueses saíram principalmente dos Açores e começaram a fixar-se em redor do porto de Gloucester cerca de 1829, trabalhando na activa indústria de pesca da cidade. Por 1888, aproximadamente 200 famílias de ascendência Portuguesa viviam em Gloucester, fazendo desta a maior colónia Portuguesa na costa Leste dos E.U.A..
A igreja original seria destruída pelo fogo em 1914. O proeminente arquitecto Halfdan M. Hanson desenharia e iniciaria a imediata construção da nova igreja, num estilo típico das Missões, sendo a única em Gloucester. Desenhada a partir de uma igreja nos Açores, assenta sobre fundações de granito, sendo revestida maioritariamente a estuque e em 1922 receberia os sinos em ambas as torres, feitos em Inglaterra por John Taylor & Company, o mesmo que faria o famoso Liberty Bell de Filadélfia.
Entre as torres no exterior, encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem com uma escuna nos braços, a padroeira maior dos pescadores. Esta imagem é uma cópia em fibra de vidro da original em madeira (foto 2), a qual se encontra hoje em dia exposta no Museu da Associação Histórica de Cape Ann. À noite e iluminada, consegue-se ver a partir do mar e continua a guiar a entrada no porto aos pescadores de Gloucester. A igreja situa-se em Prospect Street, rua onde muitas das famílias de pescadores Portugueses viviam.
Por muito que os tempos sejam diferentes hoje em dia, para os pescadores continua a ser inprescindível o aspecto religioso (e as Caxinas não fogem à regra). Por este exemplo em Gloucester se pode ver que o homem do mar, neste caso Português, tem na sua essência este aspecto pessoal e de comunidade, pois vida de mar é ter a morte à espreita e o sentido da vida é demasiado complicado sem ajudas ao espírito.
Foto da igreja de Betsy Friedberg

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publicado por cachinare às 08:18
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