Quarta-feira, 24 de Março de 2010
O Waterschip - Holanda.

Esta embarcação surgiu na Holanda por volta de 1610 e foi originalmente desenhada para o transporte de água potável, comida e aparelho de pesca reparado aos barcos de pesca que permaneciam no mar. À vinda, o waterschip trazia peixe fresco e aparelho de pesca danificado. Regressando à praia o mais depressa possível com o peixe para os mercadores, estes barcos eram relativamente leves mas de construção robusta.

Era um barco tripulado por dois homens e por vezes só um. Sendo um dos predecessores dos botters e outros barcos Holandeses, é de salientar o pormenor da quilha, bastante pronunciada à frente e o enorme leme que levava. Não possúi os 2 lemes laterais tão característicos nas embarcações de pesca e transporte que surgiriam mais tarde.
Já naqueles dias se sentia uma sobrecarga na pesca de algumas espécies e uma das medidas tomadas foi a proibição do “visbun” a bordo. O “visbun” era um espaço perfurado no porão do barco por onde àgua fresca circulava e mantinha o peixe vivo, o que permitia que se mantivessem os pescadores no mar e os waterschips trabalhassem como apoio. Este método do “visbun” seria usado mais tarde pelas escunas de pesca na América até finais do século XIX.
 
Página sobre a reconstrução de um waterschip (em Holandês).


publicado por cachinare às 18:42
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1 comentário:
De Anónimo a 26 de Março de 2010 às 12:41
Era para apreciar trabalhos destes, que os turístas,
nomeadamente os estrangeiros, se quedavam em
redor dos nossos Estaleiros Navais, ali pelos Largo da Alfândega e Cais das Lavandeiras. Ora fotografando, ora filmando, a passar e passo a arte e saber dos nossos artífices carpinteiros e calafates.
Indústria centenária, que no dizer do nosso conterrâneo José Régio era uma espécie de Cascata
Viva, a qual, jamais deveria saír dali.
Jardinzinhos, com mais ou menos flores, existiam em
toda a parte do mundo...
Estaleiros, como os de Vila do Conde, é que já não haveria nenhum.
Agora, tal como no filme: Tudo o vento levou...
...e apenas aquela espécie de «gaiola vidrada» nos restou.
Tal como diz o poeta:
Tudo isto existe,
Tudo isto é triste,
Tudo isto é fado!...

Albino Gomes


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