Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
A preto e branco.

 
Mais dois bacalhaus e ia ao fundo! Já junto do seu navio, este pescador terá por certo vindo a remar com mil cuidados e a vela a ajudar, mas pelo estado calmo do mar, o vento não seria muito. Arriscar esta situação nos mares gelados da Gronelândia, era arriscar uma das várias faces da morte no Atlântico e vários pescadores houve, que assim lá ficaram. Vida de ensinamentos era esta.


publicado por cachinare às 15:35
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5 comentários:
De José Cunha a 14 de Abril de 2010 às 16:57
BEM-VINDO!
Então essa férias?... Foram bem passadas?
Abraço.


De Anónimo a 14 de Abril de 2010 às 18:00
Para além de outros, quem sabe mesmo disto de andar
a navegar em piores condições do que andar no gume da navalha, é o amigo Jaime Pião.
Por vezes, em dias de peixe, quanto melhor estivesse
o tempo, maiores riscos se corria, já que era grande a
ânsia de se contabilizar o máximo possível de peixe.
Na nossa gente, temos histórias e mais histórias, tão
fantásticas, como dramáticas.

Al bino Gomes


De Tiago Neves a 14 de Abril de 2010 às 22:01
Antes de mais parabéns pelo blog! É uma referência, sem sombra de dúvida, sou um grande fan!

Não sou desse tempo, mas realmente é de louvar a coragem desse pescador. A julgar pelas minhas contas, isso nem mais uma barbatana leva!

Cumprimentos,
Tiago Neves
Roda do Leme


De jaime pião a 16 de Abril de 2010 às 11:34
Em primeiro lugar apresento os meus cumprimentos a todos ,em especial o amigo António Fangueiro que por estar fora do nosso País como tantos outros merece o nosso respeito total .
Em relação a foto é mais uma que fica nos meus favoritos ,linda e elucidativa de como se carregava um bote de bacalhau ,embora olhando bem ainda levava mais bacalhau ,até porque como o mar estava tão rasinho era mesmo de se fazer aquelas cargas que o próprio bacalhau tinha que saltar fora do bote para água , mas também é verdade que muitos dos pescadores que lá ficaram nos mares da Groenlândia ,foi precisamente com calma e mar raso e com a cegueira de se meter mais uns bacalhaus a bordo do bote que muitos se afundaram e como as águas são muito geladas então seja quem for não aguenta mais do que 5 minutos n água , mas era assim a vida dos bacalhoeiros ,ate porque o peixe ao ser apontado pelo oficial de bordo fazia com que os pescadores quisessem pescar sempre mais ,numa só palavra ,ninguém queria ser a ultima linha do navio e para isso tinha-se que trabalhar e pescar sempre o maximo possivel ,até porque cada um queria mostrar em su terra perante os amigos e a familia que era das primeiras linhas do navio ou da terra ,sim eu sei daquilo que falo .
Vou aqui contar uma pequena história que me contou o meu saudoso avô Fangueiro ,que com as 30 viagens de bacalhau que ele deu como muitos Caxineiros e outros com certesa passaram por muitas peripecias algumas delas de arrepiar em especial nesses anos de 1900 até 1970 os nossos pescadores que andaram no bacalhau dentro dum bote tão pequeno somente 4 metros de tabuas tinham sempre muito que contar ,,dizia o meu avô que em dertinada viagem levou um pescador de caxinas aliás levou muitos ao baca lhau chegando a levar dois numa só viagem ,e esse pescador se chamava o zé da bica aqui de caxinas ainda familiar do meu avô , o zé da bica não pescava bacalhau que se visse então o meu avô lhe disse ,tu não tens vergonha de chegares a bordo sempre com o bote vazio , o zé como era muito gago , respondeu ,que um dia vais ver como se carrega um bote de bacalhau ,e um dia como nesse tempo os navios ficavam nso lejos portanto ao sul na terra nova os botes pescavam quase encostados uns aos outros ,e foi mesmo a sorte do zé os botes estarem juntos , porque o zé da bica estava na malhinha certa então meteu bacalhau para dentro do bote que quando deu por ela o bote se afundou e ele aos gritos quem me acode ,então o meu avô que estava perto la o socorreu e meteu dentro do bote claro ,logo ele começou a gaguejar dizendo que dizias que eu nunca carregava o bote de bacalhau ,então agora toma lá ,ele até foi ao fundo de tanto bacalhau ,eis uma história simples das muitas que se passaram nesses tempos da pesca do bacalhau ,eu costumo dizer que dos fracos não reza a história ...meus cumprimentos jaime pião !


De Anónimo a 18 de Abril de 2010 às 11:42
...e quando no dori não cabia mais bacalhau, por vezes, fazia-se uma fieira de metros e metros de comprimento. A fieira, consistia em pegar num fio onde se enfiava o bacalhau pelas guelras, para depois o arrastar penosamente até ao navio.
Como exercício mental, imagine-se o que aconteceria se um qualquer tubarão abocanhasse algum dos
peixes rebocados ? . . .
O certo, é que de longe a longe. por isto ou por aquilo,
lá desaparecia um dori, e com ele mais uma vida.
Obrigado ao Jaime pela sua narrativa, mas poderia
falar-nos também disto e muito mais,
...o que não será nada, para quem pescou tantos quintais.

Um abraço amigo,
Al bino Gomes





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