Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
Arte marítima.

 
“Time to Go Home” -  David Wagner
 
Obra representativa das pescarias actuais, e respectivos navios “de metal”, fortemente mecanizados. Este parece ser da apanha de marisco (caranguejo) no Atlântico Norte, com as características gaiolas empilhadas à popa. Longe vão os tempos em que um barco dava trabalho a dezenas de homens, mesmo na pesca costeira e se dava de comer a muitas famílias. Hoje o sistema capitalista e que se procura globalizar (não só na pesca), é substituir a parte humana ao máximo. Curiosa esta sociedade em que cada vez mais se é pago para estar em casa.


publicado por cachinare às 08:27
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3 comentários:
De jaime pião a 16 de Abril de 2010 às 11:50
Eu pescador reformado ,sempre que vejo uma foto deste calibre me pronuncio como admirador ,desta linda obra de arte o mar ,o barco, e as artes de pesca ,pois como muita gente sabe que através dos programas de televisão nos vai mostrando os barcos na pesca ao caranguejo das neves ,eu presto a minha homenagem a estes homens porque não tenho dúvidas que deve ser a pesca mais arriscada deste planeta eu considero de mesmo muito arriscada ,primeiro porque é mesmo no meio do mar gelado, segundo debaicho de todos temporais e forte ondulação ,e depois quase sempre ou sempre sem descanso mínimo ,então eu considero a pesca mais arriscada do planeta ! cumprimentos jaimepião..


De Anónimo a 16 de Abril de 2010 às 18:07
Boa tarde caros amigos e conterrâneos.
Muito estimo ver o António regressar à sua rotina e nos presentear com belas imagens e comentários.
Penso compreender as suas palavras e até subscrever o que diz (são os sinais do tempo). Porém não posso estar de acordo com o senhor Jaime Pião quando diz que esta deve ser a pesca mais arriscada deste planeta, porque é mesmo no meio do mar gelado, por causa dos temporais e da forte ondulação, quase sempre ou sempre sem descanso mínimo.
Na minha modesta opinião, qualquer bom pescador da nossa zona, e outras da nossa costa, teria mais do que competência suficiente para ombrear, com aqueles "pescadores actores", muito bem remunerados , que não têm que safar redes nem trol (é só encher para o porão), mas que ironicamente são uns heróis à vista do telespectador. Desgraçados daqueles que ainda hoje têm que ir para Espanha e países afins, sem direitos e aos que são explorados na nossa pesca artesanal, por mestres e patrões sem escrúpulos.
para além de ninguém reconhecer o real valor do seu trabalho presente, (sobre)vivem na incerteza do que virá no futuro!
Melhores cumprimentos
Rui Maciel


De Anónimo a 17 de Abril de 2010 às 17:07
Cada qual com o seu instrumento, digamos
«um à guitarra e outro à viola», acho que ambos têm razão.
Refiro-me ao que dizem o Jaime Pião e o Rui Maciel,
quando se referem às agruras da vida de pescador.
Obviamente que nenhuma delas è comparável à vida
dos nossos pescadores bacalhoeiros, que outrora mourejavam solitários entre as onze tábuas de um pequeno Dori, entre Céu e Mar, quantas vezes sob mau tempo, ou um denso nevoeiro, que nada os deixava vislumbrar.
Também não deixo de estar de acordo, com o texto
inicial quando aponta o dedo ao «sistema capitalista», quando utiliza máquinas para substituir o homem e não para o auxiliar na sua àrdua labuta
diária.
É a ganância, amigos.
É a ganância . . .

Al bino Gomes







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