Terça-feira, 1 de Junho de 2010
A preto e branco.

 
Aqui é possível notar parte da disposição a bordo de uma lancha poveira numa altura sem vento e em que os remos eram a força motriz. Ao centro do barco era deitado o mastro, a verga e pode-se ver aqui também um leme, o que faz perguntar como era governado então o barco. Os barcos de maior porte costumavam ter 2 lemes, um (bem) grande para o mar alto e outro mais pequeno quase ao nível da quilha para as zonas de baixios ou possível penedia submersa. Mas também se podia fazer o governo da embarcação... com outro remo, o que será porventura aqui o caso.
 
Imagem do filme: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942


publicado por cachinare às 08:23
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1 comentário:
De barcosdonorte a 1 de Junho de 2010 às 22:52
A foto é mesmo para a fotografia ou para o filme, porque os pescadores vestem as roupas domingueiras ou de cerimónia, as que se guardam para ocasiões especiais, até o capelim se usava com esta roupa, porque usualmente se usava a boina vasca, a gôrna no falar poveiro.
Sobre governar o barco sem leme ele governa-se com os remos, aliás com pouco vento e pouca velocidade devido ao tamanho da vela era costume meter um remo na água e em duas ou três remadas tirar o barco da linha de vento ao virar de bordo, fartei-me de fazer isso...agora já não se faz, por exemplo na Lancha Poveira os remos são de fingir, não tem o tamanho dos remos das lanchas, aliás acho que já não temos nem pescadores nem mãos para uns remos daqueles de antigamente. Por sorte tenho um original dos barcos do portinho do Lumiar em Carreço quase com 5 metros de comprido.
As lanchas e catraias podiam sair ao mar a remos e depois arvorar mastro e vela, penso que aqui porque não conheço o filme estavam a remar só para as filmagens.
Estes barcos geralmente não levavam 2 lemes porque ocupavam e todo o espaço era pouco, algumas embarcações fluviais sim faziam isso, tinham 2 lemes. Estes enfiavam o leme na agulha depois de ter profundidade o que acontecia depois de saírem da praia e remarem uns metros para fora da rebentação. Algumas vezes o mastro era colocado com o barco em terra, no mar é o cabo dos trabalhos, ou se é uma tripulação experiente ou ainda se desprega uma tábua do fundo. É por isso que estas embarcações tem 2 tábuas assentes na pia chamadas telhas que não deixam o pé do mastro sair do sítio e o guiam para assentar na pia quando se enfurna.
Como sempre cada foto destas é um livro aberto de memorias…
Abraço


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