Terça-feira, 13 de Julho de 2010
A preto e branco.

 
Situações como esta foram porventura a principal razão para o barco de tipologia poveira ter adquirido proas mais alongadas, que facilitassem contra a ondulação, mais forte na costa atlântica oeste portuguesa, que nas regiões da Galiza ou do Cantábrico. Nota-se pois que tal não aconteceu com os barcos “irmãos” da Galiza, região bem mais protegida do mar aberto pelas suas inúmeras “Rias”. O auge dessa característica deu-se na comunidade de Vila Chã, em Vila do Conde, onde os seus pequenos barcos de proa bem lançada, as catraias fanequeiras, eram famosos pela velocidade que atingiam.
 
Imagem do filme: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942


publicado por cachinare às 09:18
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4 comentários:
De jaime piao a 13 de Julho de 2010 às 11:32
Muitas vezes acontecia aqui na praia dos barcos caxinas ,quando dos barcos sairem para a pesca ou na altura do regresso , quando o mar era bulcheiro como se dizia em giria aqui nas caxinas ,então o filme era este apanhar muito mar na praia ,e muitas das vezes os homens la iam para o mar todos molhados .
Um dia em plena madrugada eu com 15 anos no mete abaixo do barco com meu pai e mais três homens ,para o mais rápido possivel meter o barco no mar sem apanhar com o mar da praia então o meu pai me mandou entrar no barco e armar os remos enquanto eles emporravam o barco no mar ,nesse momento de eles saltarem veio uma onda maior, eu foi sacudido borda fora ,então com rapidêz logo entrei no barco e assim fui para o mar dar o alvor a sardinha todo molhado e com frio o meu pai la me deu uma camisola ,alguém me deu umas seroulas ,e um par de meias e assim passei a madrugada até as 10 ou 11 da manhã eram assim os pescadores das Caxinas desses tempos ,hoje com certeza não acontece isto porque não há mais barcos de remo e vela nem se tem como lembrar que existiam esses barcos nas praias e aqui nas Caxinas nos tempos aureos chegamos a ter mais de 200 barquinhos desde os mais pequenos troleiros e sardinheiros fanaqueiros até os maiores piladeiros isto em anos 30-40 -e 50- do céculo passado ,por isso mais uma vês uma foto para recordar pelos que ainda estão entre nós ,obrigado !!!


De José Cunha a 13 de Julho de 2010 às 16:13
Lindíssima fotografia.
Dias atrás, vendo televisão, escutei o que um mineiro disse, por ocasião de um encontro entre eles.
Dizia ele, que considerava as profissões de mineiro e pescador, como sendo as mais perigosas.
De certeza que tem razão, tais os perigos a que estão expostos.


De celestino a 14 de Julho de 2010 às 08:09
Esta era a situação dos pequenos portos abertos ao mar com este tipo de embarcações à vela e a remos. Também em Vila Praia de Âncora, quantas vezes saíamos para o mar com a roupa toda molhada e assim aguentávamos até ao regresso da maré. E, quantas desgraças se registaram nesta luta de cada dia!...


De Zé Manel faria a 26 de Agosto de 2010 às 21:34
Como apaixonado de sempre pelas coisas do mar em geral e pelos barcos tradicionais em particular posso confessar que adorei este site e seus links e deliciei-me com os seus pormenores. Não posso contudo deixar de chamar a atenção para a foto que se indica representar uma chata de Cascais. Tal não é verdade. A embarcação representada é apenas uma curiosidade construída por alguém sem familiaridade esse tipo de barcos e está longe de integrar as medidas e o estilo das belas chatas desse porto de pesca, hoje já praticamente extintas.


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