Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Arte marítima.

 
“Home Again”  - Frederick Morgan
 
Eis que o pai regressa do mar e é uma alegria. O meu pai passou a trabalhar nas redes em terra desde os meus 12/13 anos, e são por isso muitas e marcantes as memórias do regresso a casa do mar à sexta à noite, ou sábados de manhã. Toda a pesada roupa de mar passava a adornar o quintal, com o cheiro característico de roupa ensalitrada por uma semana de mar. Lembro-me bem também do grande baú em lata verde e azul para a comida, copo, garfo, etc e os grandes peixes, ouriços, buzinas... . Domingo pelas 7 ou 8 da noite era hora de nova partida para o cais.


publicado por cachinare às 08:17
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2 comentários:
De jaime piao a 26 de Julho de 2010 às 14:40
Linda e elucidativa foto ou quadro pintado ,mas pintado com muito carinho com sensibilidade ,diria mesmo que beleza .
Um barco pequeno de pesca local chegando do mar ,e diria que é o avô trazendo a bordo duas netinhas lindas sendo que a mais velhinha está esperando pela vês dela para desembarcar nos braços do avô , são tão parecidas que parecem gémeas que beleza de quadro, e o velho pescador transportando o cesto com uma rede dentro e com peixinhos malhados ,pelo menos se vê dois peixes ,era assim a pesca artesanal local onde nossos futuros pescadores se iniciavam no mar até se chegar a outras andanças de outras pescas longínquas , passava-mos um ano ou dois pela local ,normalmente com nossos avôs ,coisa que hoje já não é tanto assim ,agora já se formam pescadores nas for pescas ,mas que se é melhor por um lado é pior por outro ,porque a prática consegue-se no dia a dia e não nas teorias ,mas nem tudo é mau ,ainda bem que há as escolas de pesca e for pescas ,enfim tempos que o tempo passa !
Com os cumprimentos de Jaime Pião ...


De Anónimo a 26 de Julho de 2010 às 15:57
Felicidade nos rostos destas inocentes crianças,
apenas suplantada pela do velho pescador, ao
chegar de mais uma maré de mar.
Menos felizes eram aqueles que partiam e chegavam
de longas viagens até aos bancos da Terra Nova e
Groenlândia e não tinham ninguém no cais, quedando-se tristes, quantas vezes de olhos embaciados, a olhar para os demais.
Vivências tristes.
Tristes vivências de outros tempos, que bem se poderia dizer que eram de miséria atroz.
Há meio século, ainda era bem pior do que agora.
Então tínhamos um dito Estado Novo, que na prática era bem Velho e caquético.

Albino Gomes


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