Terça-feira, 27 de Julho de 2010
O dóri de Swampscott.
Em meados do séc. XIX, nas aldeias de pescadores ao longo da costa de Massachusetts, era comum a construção de dóris desenhados para serem lançados a partir da praia. Em greal, foram três as áreas que acabariam por dar o nome a cada tipo de dóri; o dóry de Cape Ann, o dóri de Gloucester e o dóri de Swampscott. Estas embarcações eram geralmente construídas pelos pescadores na época baixa e mais tarde passaram a ser feitos por pequenos estaleiros navais.
O dóri de Swampscott é um derivado do dóri dos Bancos e é construído com as laterias mais arredondadas e menos curvatura na proa e popa. Era usado na pesca costeira e da lagosta. A razão era que um dóri “das praias” não tinha de ser empilhado como o eram os que eram levados nas escunas para a pesca do alto, o que implicava maior liberdade no seu desenho. O dóri de Swampscott tem geralmente entre 4 e 5 metros, sendo os mais compridos remados por dois homens. O fundo é estreito e quase arredondado e uma das particularidades é o uso por vezes de leme. Devido às suas linhas mais curvadas, este dóri era bastante navegável e veloz o que acabaria por torná-lo num pequeno barco bastante apreciado para o recreio, pois era também barato. Nos princípios do séc. XX já se organizavam regatas à vela nestes dóris e hoje em dia dão-lhes a designação de “aristocratas” da classe dos dóris.
 
Fotos do restauro de um dóri de Swampscott com 80 anos.

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publicado por cachinare às 08:25
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3 comentários:
De ze.cunha@netcabo.pt a 27 de Julho de 2010 às 13:17
Que lindo !!!


De Anónimo a 29 de Julho de 2010 às 17:57
Um Dóri da pesca do bacalhau, desde há anos que já deveria andar a sulcar as águas do nosso Ave e
tantas outras águas salgadas em Encontros de Embarcações Tradicionais e outros que tais.
Isso mesmo fazia parte do programa de actividades da Direcção da associação marinheira vilacondense,
há uma boa meia dúzia de anos atrás, para além de
outros.

Também seria caso único e original,
hoje termos um Dóri a velejar em Portugal.

Mas como a Direcção de então não agalinhou,
...Tudo o vento levou !

Albino Gomes


De Anónimo a 3 de Agosto de 2010 às 13:55
Caro Albino Gomes. Meus cumprimento. Um comentário se me permite: Um dory do bacalhau a velejar no Ave seria estranho nos dias de hole.Mas repare nos anos 50/60 velejei muito no Rio Lima ,num que meu pai tinha como chata de uma motora de Viana e que era muito utilizado na pesca do robalo. Era normal as motoras terem um dory.cedido pela Empª de pesca do bacalhau de Viana a antigos pescadores. A.Chavarria
Vila do Conde , 03/08/2010


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