Sábado, 2 de Fevereiro de 2008
“Mist of Avalon”, recuando no tempo.
A embarcação “Mist of Avalon” nasceu em 1967 como navio-motor de nome “Liverpool Bay”. Foi construído com fortes madeiras bravas pelas mãos dos carpinteiros navais de Mahone Bay, Nova Escócia no Canadá. O seu Capitão decidiu a sua construção para o utilizar na pesca do bacalhau nos Bancos ao largo da Nova Escócia e Terra Nova.
Ao fim de 20 anos de trabalho no áspero ambiente do Atlântico Norte, com as reservas de peixe em declínio e o seu equipamento e maquinaria já ultrapassados, em 1987 esta outrora orgulhosa embarcação foi deixada ao abandono num cais de Halifax. Mais 5 anos de negligência foram somados ao seu declínio, mas debaixo das várias camadas de tinta e algas, por trás da madeira e pranchas que apodreciam, encontrava-se um gracioso casco de escuna à espera de voltar ao mar.
Em Dezembro de 1992 começou uma nova vida para o navio agora sob o nome “Mist of Avalon”, significando a mística ilha Celta do renascer. O navio foi comprado, içado para doca-seca, o casco raspado e protegido. Em Julho de 1993 estava pronto para deixar a Nova Escócia com destino ao seu novo porto de abrigo em Ivy Lea, Ontario. Aqui, o trabalho prosseguiu para o converterem de navio-motor para navio à vela completamente aparelhado tal e qual a tradição de finais do séc. XIX das escunas dos Grandes Bancos.
No Verão de 1997 o “Mist of Avalon” regressa ao mar na sua primeira viagem à vela em Bonavista, Terra Nova. 
Texto traduzido do site oficial. http://www.mistofavalon.ca/
 
O caso desta escuna curiosamente é um voltar atrás na História, pois embora nos anos 60 já não se construíssem navios de pesca à vela, as linhas do casco eram baseadas nas das famosas escunas das décadas anteriores. Foi essa a razão para o aparelharem ao estilo antigo, à vela. O resultado é de grande apreço, embora se note a robustez para a qual nasceu, como navio-motor.
O site oficial inclúi imensa informação sobre o passado e o presente do navio, com fotos, um vídeo e os planos do casco para os interessados em modelismo naval.
É mais um caso de madeiras impregnadas pela faina do bacalhau, que tiveram a sorte de voltar a estalar e a ranger, agora ao sabor do vento.


publicado por cachinare às 13:32
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