Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Acidente em Valença mata cinco pescadores das Caxinas.

 

«Cinco pessoas morreram hoje (ontem), terça-feira, num acidente de viação na Nacional 13, em Valença, sendo as vítimas pescadores das Caxinas, Vila do Conde, ao serviço da embarcação "Fascínios do Mar". Segundo Eduardo Afonso, responsável da Protecção Civil de Valença, as vítimas seguiam numa carrinha de nove lugares, que embateu contra a traseira de um camião que estava estacionado na berma da Nacional 13, à porta de um restaurante.

Há ainda a registar quatro feridos, três homens e uma mulher. A mulher, de 40 anos, que ficou ferida está "politraumatizada", "inspira cuidados" e foi transferida para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, informou fonte do Hospital de Viana do Castelo.

O caso mais grave é o de um homem de 50 anos, que sofreu um traumatismo craniano grave e "inspira bastantes cuidados", estando internado no Hospital de S. Marcos, em Braga. O ferido está "em estado reservado", encontrando-se sob acompanhamento do serviço de neurocirurgia.

Os outros dois feridos estão no Hospital de Viana do Castelo e vão ser transferidos para a Póvoa de Varzim, mas nenhum deles inspira cuidados: um homem de 45 anos está "estável" e outro fraturou uma perna e vai ser operado, "mas não é grave".

 

Pescadores de espadarte

 

A carrinha partiu de Vila do Conde em direcção a Vigo para recolher os pescadores. Segundo o presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, José Festas, as vítimas eram pescadores da embarcação "Fascínios do Mar".

"Como é habitual na safra do espadarte, descarregaram o pescado no porto de Vigo e regressavam a casa de carrinha", explicou .

Salientou que a pesca do espadarte decorre ao largo dos Açores e prolonga-se por "pelo menos 15 dias".

De acordo com o responsável da Protecção Civil, havia no pavimento apenas um sinal de travagem "muito curta".

 

Iam almoçar a casa

 

Segundo Mário de Almeida, presidente da Câmara de Vila do Conde, os oito pescadores envolvidos no acidente tinham regressado sábado da pesca do espadarte, na embarcação "Fascínios do mar", uma safra que durou 15 dias, tendo nesse dia descarregado metade do pescado no porto de Vigo.

Na noite de segunda-feira, deslocaram-se novamente a Vigo para descarregar a outra metade do pescado, e hoje, terça-feira, de manhã a mulher do mestre da embarcação foi àquela cidade da Galiza buscá-los, estando previsto que ainda almoçariam em casa.

Na viagem de regresso, foi o mestre da embarcação, José Domingos Moreira, quem assumiu o volante da carrinha de nove lugares, uma Renault com matrícula deste ano.

Pouco antes do meio dia, em S. Pedro da Torre, Valença, numa zona de recta da EN13, a carrinha embateu "com extrema violência" na parte lateral de um camião que estava estacionado na berma, perto de um restaurante.

As autoridades admitem que o excesso de velocidade possa ter estado na origem do acidente, já que a carrinha "quase levou o camião à sua frente", ficando "completamente desfeita".

Três das pessoas que sobreviveram seguiam nos lugares da frente da carrinha.

 

Apoio psicológico

 

O presidente da Câmara de Vila do Conde já garantiu que o Município vai disponibilizar os seus serviços de psicologia, assistência social e sociologia para apoiar as famílias das vítimas.»

 

via JORNAL DE NOTÍCIAS - Luís Almeida*

*com agência Lusa

 

Condolências às Famílias.

 

A embarcação “Fascínios do Mar”.

 

No Telejornal da RTP de ontem à noite, em reportagem nas Caxinas, foi referido e repetido várias vezes "nesta freguesia de Caxinas". Note-se que Caxinas (com Poça da Barca), apesar de ter cerca de 15.000 habitantes, não é freguesia. O concelho de Vila do Conde considera, vergonhosamente, Caxinas como sendo apenas "um lugar" da cidade. Infelizmente, este não é o artigo indicado para reavivar este assunto.


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publicado por cachinare às 08:07
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3 comentários:
De jaime piao a 6 de Outubro de 2010 às 10:20
Eis mais um quadro negro , mas então isto afinal não acontece só aos outros ,mas sim também nos toca a nós , infelizmente são familias que ficam arrasadas , mas o povo de Caxinas já está habituado infelizmente sempre nos toca algo no genero ,agora foi na estrada ,mas quase sempre é no mar, isto porque o Caxineiro trabalha no duro e não regateia esforços para vencer na vida , sempre foi assim desde outros tempos e assim será está no sangue dos Caxineiros .
Aos finados que deus acolha a alma deles no infinito dos ceus e os meus pésames aos familiares e amigos sejamos todos num só sentimento ...


De Anónimo a 6 de Outubro de 2010 às 22:28
Este cantinho que se chama caxinas , mais uma vez chora o luto de cinco pescadores. Para nós caxineiros sendo família ou não
vivemos e sentimos isto da mesma maneira. Os meus sentimentos para as familias.


De Anónimo a 16 de Outubro de 2010 às 15:53
afinal, são os sentimentos de quem?


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