Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
O lugre-escuna “Leopoldina”.
Esta foto publicada na antiga revista de inícios do séc. XX “Ilustração Portugueza”, indica em legenda que se trata do lugre-escuna “Leopoldina” de partida para a Terra Nova em 1919. Segundo a base de dados do Museu Maritimo de Ílhavo, o “Leopoldina” apenas é mencionado como “lugre” e as fotos existentes não o mostram com a armação na foto da revista, onde se apresenta parecido com o lugre-patacho “Gazela Primeiro”. No entanto, só existiu uma embarcação chamada “Leopoldina” e essa foi construída em 1899 nos estaleiros de A. D. dos Santos Borda em Caminha, com 36 metros de comprimento e 256 toneladas brutas. Depois da campanha de 1935, passa a ter instalado um posto de TSF emissor e receptor. Terminaria os seus dias em 1947, quando naufragou por água aberta nas Virgin Rocks, nos Bancos da Terra Nova.


publicado por cachinare às 11:08
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7 comentários:
De Cereja a 6 de Fevereiro de 2008 às 18:51
Parabéns a estes amigos Caxineiros , autentico
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Parabéns a estes amigos Caxineiros , autentico <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Patrimonio</A> Marítimo vivo, desta Vila do Conde. <BR>Sinceramente, ignorava termos cá nesta terra gente <BR>tão conhecedora na Arte de Marinharia. <BR>Agora, vou estar sempre cada vez mais atento. <BR>Continuem, sff.


De JOSE FELGUEIRAS a 7 de Maio de 2008 às 16:50
Caro «Cachinare»
Permita-me que esclareça uma pequena confusão quanto ao construtor do "Leopoldina", primeiramente um lugre, como muito bem diz. O "Leopoldina" foi, de facto, construído em Caminha, mas por António Dias dos Santos, que tinha por alcunha "O Sinaré". Este António Dias dos Santos, que também é de Fão(Esposende) , não tem nada a ver com o Antonio Dias dos Santos Borda, que nem sequer foi construtor. mas sim seu irmão José Dias dos Santos Borda Júnior que terá sido um dos maiores construtores dos estaleiros de Fão, nas últimas décadas do Sec. XIX, até 1923/24.coevo do construtor do "Leopoldina".
Desculpe o atrevimento. Estarei á disposição do meu amigo para qualquer troca de impressões sobre bacalhoeiros e navios de madeira,pois, estou a ultimar um trabalho sobre estaleiros navais de Esposende e Fão , que remonta ao século XIV .
(D. Fermando I)
José Felgueiras.


De Antonio Maria Borda Cardoso a 18 de Agosto de 2011 às 22:08
É como diz o senhor Felgueiras . O Antonio Dias dos Santos Borda era meu tio-avô e não era constructor naval mas sim seu irmão o meu avô Jose Dias dos Santos Borda Junior filho de Manuel Dias dos Santos Borda também ele constructor naval assim como o Antonio Dias dos Santos ( Sinaré ) e chegaram os 3 a construir ao mesmo tempo já que meu avô e bisavô até chegaram a ser sócios . Meu avô José terá sido o que mais construiu entre finais do sec IXX e princípios do sec XX . Houve outros Dias dos Santos e Dias dos Santos Borda construcores navais - todos de Fão-Esposende daí a confusão. Meu bisavô Manuel D.dos S. Borda, meu avô José D. dos S. Borda Júnior e o António Dias dos Santos na qualidade de constructores navais junto com ouras figuras e autoridades locais dirigiram-se a El-Rei D.Carlos , em 9 de Novembro de 1898 , solicitando o melhoramento da Barra de Esposende .
S.E.O. , António Maria de Borda Cardoso , 18/8/2011


De jaime pontes a 3 de Fevereiro de 2009 às 23:27
Boa noite meus senhores, aqui está o que procurava ,o Lugre Leopoldina , afinal o meu amigo António sabia do lugre ,eu procurei somente hoge , porque tinha ideia que o meu Avô Fangueiro tinha feito muitas viagéns nele ,sim neste lugre que um dia de ciclone de ventos fortes de sodoeste em plena groenlandia pelos fins dos anos -30 a 40- o meu AvÔ agarrado ao leme dia e noite com o lugre a correr ém arvore seca ou séja a popa . Com deus dizia ele consegui salvar o navio ou lugre e todos nós , sim porque o capitão éra um cheio de medo um cagarolas que quando o ciclone se abateu sobre o lugre o Capitão aos gritos disse ai Fangueiro que morremos todos e a resposta foi seca um bofetão na cara do tipo soco e o meu avô gritou para ele o senhor vá lá para baixo feiche a escotilha por causa do mar ,sim os lugres de convés varrido quando éra com temporal não podiam haver escotilhas abértas e normalmente os mais afoitos é que manobravam o navio ! como ele dizia , foram parar a ilha do disco, foram parar cém milhas desviado do pesqueiro , passadas -24 horas dia claro estáva calma , o Capitão que já não sentia o rolo do navio veio prá cima e gritou ó Fangueiro tú salvaste-nos homem ,entre tanto a campanha também já estava em cima e levaram o ti Fangueiro por órdem do Capitão lá prá baixo pra´salinha dos óficiais pára o tratar , o Fangueiro estáva mais morto que vivo ,pudera todo molhado ,magoado das cordas amarradas a ele ,e com aqueles frios dos mares da groenlandia ainda muito esses homens aguentávam ! Entretanto o Capitão mandou arrumar o navio que estava quase sem botes o mar arrebentou tudo levou tudo que havia no convés , é aquilo que se diz navio desarvorado, vamos içar velas e vamos pra´portugal que deus nos deia boa viagém, o vento éra de nordeste portanto favoravél ,o navio estáva quase carregado e agora só precisava de boa viagém que foi quilo que aconteceu com Deus . Contou o meu avÔ essa história aos netos quando andava-mos ao mar com ele ,sim ele depois do bacalhau passou andar ao mar cá nas caxinas térra dele como tinha tres barcos ,uma catraia do pilado , o barco da sardinha e o pequeno do trol ou da fanéca , andou no mar até aos -72-anos ,eu deixei de andar ao mar aos -55-anos ,portanto homéns como esses já não hà ! Foi hoge que eu soube por uma filha do meu avÔ minha tia que o Pai deu muitas viagens no Leopoldina ,e que éra o organizador da campanha cá das caxinas o Patrão agradecia com uns centavos por fora ,sim na primeira viagém dele neste lugre ficou a primeira linha e ele ganhou cem escudos nesse tempo comprou uma casa em segunda mão com o dinheiro que ganhou nessa viagém ! Sim o meu avô antes tinha dado umas viagéns no lugre Rio Ave e eu tinha duvidas más o Lugre Rio Ave não foi a Groenlandia . Pesso desculpa más tinha que contar esta verdadeira história que prá mim que dei sete viagéns ao bacalhau passados quase -40 - anos foi um verdadeiro pesadelo ! por isso minha singela homenagém aos verdadeiros Homéns dos mares da Terra Nova e Groenlandia ... Saudações Maritimas ....Jaime Pontes..


De Seán T. Rickard a 7 de Novembro de 2012 às 01:26
Caros colegas, gostaria de saber se algum de vocês tem alguma informação com relação a António Dias dos Santos Borda, que seria o suposto construtor chalupa Valladares II que deslocava 76.47 toneladas e que foi naufragada por um submarino alemão.Também estou a procura de qualquer informação relacionada a Augusto Gonçalves S. João e António da Silva, tripulantes da Valladares, e António dos Santos Machado(?), capitão da Valladares. Agradeço desde já.


De cachinare a 7 de Novembro de 2012 às 02:10
Caro Seán,

encontrei duas referências ao que perguntou sobre a Valadares II. Os links abaixo:

http://gib.cm-viana-castelo.pt/documentos/20080521135045.pdf

http://naviosenavegadores.blogspot.pt/2009/03/o-afundamento-da-chalupa-valladares-2.html

Cumprimentos,
A.Fangueiro


De Seán T. Rickard a 10 de Novembro de 2012 às 18:41
Caro amigo Fangueiro,

Muito obrigado por sua ajuda. Infelizmente eu já tinha encontrado estes mesmos links, mas ainda assim fico agradecido.

Se encontrar algo mais relacionado a este assunto, por favor, entre em contato comigo.

Grato,
Seán


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