Terça-feira, 15 de Março de 2011
Arte marítima.

 

”Kanagawa oki nami ura”  Katsushika Hokusai

 

«“A Grande Onda de Kanagawa”, mais conhecida como “A Onda”  é uma famosa xilogravura do mestre japonês Hokusai. Foi publicada em 1830-31, no período Edo, na série de ukiyo-e “36 vistas do monte Fuji”, sendo a obra mais conhecida deste artista.

Nesta gravura observa-se uma enorme onda que ameaça um barco de pescadores, na província de Kanagawa, estando o monte Fuji visível ao fundo. Apesar da sua dimensão, esta onda pode não retratar um tsunami, mas uma onda normal criada pelo efeito do vento e das marés.

O monte Fuji, cujo cume nevado é evidente, é a figura central das 36 xilogravuras, visto sempre de diferentes ângulos. A cena mostra três oshiokuri-bune, barcaças rápidas usadas para transportar o peixe vivodas penínsulas de Izu e Bōsō até os mercados da baía de Edo. Como indica o nome da obra, os barcos encontram-se na prefeitura de Kanagawa, com Tóquio a norte, o relevo do Fuji a noroeste, a baía de Sagami a sul e a baía de Tóquio a leste. Os barcos, com orientação a sudoeste, regressam da capital.

Há oito remadores por embarcação, que se aferram aos seus remos. Há dois passageiros mais na frente de cada barco, pelo qual na imagem há um total de trinta homens. Usando como referência os barcos dá uma aproximação do tamanho da onda: os oshiokuri-bune tinham geralmente entre 12 e 15 metros de longo, e se se leva em conta que Hokusai reduziu a escala vertical em cerca de 30%, chega-se à conclusão de que a onda tem entre 10 e 12 metros de altura.»

 

adaptado via Wikipédia.

 

Esta “onda” poderá representar ou não um tsunami, mas independentemente disso, representa por certo a presença forte que tem na cultura japonesa. Perdem-se por certo nos tempos as vezes que trouxe tragédia ao Japão (e não só), tanto que passou a “factor cultural”. O que aconteceu na passada sexta-feira, dia 11, foi “apenas” mais uma repetição desse factor. E infelizmente voltará a repetir-se, mediante a região problemática em que se insere. Do outro lado do mundo, a 1 de Novembro de 1755, Portugal passava pelo mesmo, sobretudo entre Lisboa e o Algarve... esperemos que num ciclo bastante longo.



publicado por cachinare às 08:41
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