Terça-feira, 22 de Março de 2011
Arte marítima.

 

 “On the Grand Banks” - William E. deGarthe

 

Não fosse pela típica escuna norte-americana próxima do pescador, este dóri e tripulante poderiam perfeitamente ser portugueses. Excelente combinação de elementos de trabalho nos Grandes Bancos, com um misto de Sol e névoa, mar alteroso... os riscos habituais.



publicado por cachinare às 08:03
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3 comentários:
De jaime pontes a 23 de Março de 2011 às 00:42
Pois aqui está uma outra foto que me diz muito ,embora esta escuna do tipo iate é bem elucidativa que não é Portuguesa ,porque os navios são bem diferentes os Portugueses eram inconfundíveis ,tirando isso o dory e o pescador tem todas semelhanças de Português ,aqui neste quadro se vê que está vento fresco e mar alteroso , e a pesca será feita na Terra Nova ,diria mesmo que os lejos ou rocks seriam os pesqueiros desejados para estes tipos de Navios na altura anos 20 -30 -40 -até 50 , foto linda e bem desenhada parabéns António !


De RUI AMARO a 6 de Abril de 2011 às 21:15
Caros António Fangueiro e Jaime Pontes
Pintura interessante que nos mostra um Gloucester (Americano) ou um Newfoundlander (Inglês da Terra Nova), tipo de palhabote que se dedicava à pesca ali pertinho de casa, contudo também haviam os palhabotes mercantes similares, que atravessavam o Atlântico vindo aos portos Portugueses, nomeadamente ao Porto, Figueira da Foz, Aveiro, Lisboa, Setúbal, etc. com carregamentos de bacalhau seco, o tal "bacalhau Inglês", e no retorno levavam sal ou segundo consta iam de Portugal em lastro a Alicante para carregar frutas. Eram mais identificados por "iates Ingleses". Muitos perderam-se durante a travessia com as suas tripulações, e daquelas equipagens que se salvaram, muitas andaram dias à deriva na imensidão Atlantica.
O meu pai, piloto da barra, conduziu aqui na barra do Porto, muitos desses iates, que segundo ele me dizia eram muito velozes mas também calavam muito, se bem que já perto da vinda da 2ª guerra mundial, já eram providos de motor auxiliar, e já não possuíam gurupés/pau da bujarrona, e de facto eram velozes porque numa certa ocasião vindo a fazer-se à barra à vela e a reboque, colocou-se a par do rebocador, ao ponto deste se por de capa ao vento, e apitando para o meu pai mandar ferrar o pano.
Baseado nas linhas destes palhabotes é que se projectaram os três gémeos ARGUS, CREOULA e SANTA MARIA MANUELA.


De RUI AMARO a 7 de Abril de 2011 às 01:43
Adicional à minha mensagem anterior que falhou postar.
Haviam dois tipos de palhabotes, uns de proa mais lançada, género CREOULA, outros de proa mais fechada, tipo lugre ANTÓNIO RIBAU ou ainda como a do lugre NOVOS MARES.
Saudações marítimo-entusiásticas
Rui Amaro


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