Terça-feira, 12 de Abril de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 8.

21 de Setembro de 2010, Terça-feira

 

Montar a quilha ao picadeiro e pregar as cavernas à quilha

 

As operações da manhã foram marcadas pela montagem da quilha no picadeiro. Depois do prumo colocado pregaram-se duas estroncas para firmar a roda de proa e outras duas para firmar o cadaste. A roda de proa e o cadaste foram aprumados. Terminadas estas tarefas o mestre furou o meio das cavernas após o que foi realizando um conjunto de medições práticas medindo as cavernas mestras do meio e as 6ªas da proa e da ré. Só depois de realizadas estas operações na nova embarcação se foi ao original verificar as medidas. Mais uma vez se referiu que isto apenas interessa porque se está a ter como referência um objecto original. O desvio encontrado foi pequeno.

Iniciou-se então os procedimentos para pregar as cavernas à quilha. Começou-se pela 6 de proa até às mestras do meio e depois da 1ª para a 6ªa de ré. O mestre sentou-se sobre uma tábua, que ia afastando, durante esta operação. Brindou-se com Porto. A partir deste momento falou-se da embarcação como "um esqueleto em que a quilha é a espinha e as cavernas as costelas do ser humano".

Os trabalhos da manhã terminaram com a colocação de escoras no meio e nas 6ªas de proa e ré. Da parte de tarde, depois de niveladas as cavernas do meio e as 6ºas de proa e ré prepararam-se as cintas, efectuando-se um conjunto de medições básicas que foram dando origem a vários pontos de referência até ao risco final. Executada a cinta direita transferiu-se para a outra tábua que foi riscada. Muito deste trabalho foi feito a olho nu, com movimentos sucessivos de aproximação e afastamento de certos pontos de referência.

 

Expressões ouvidas durante o dia:

 

Estroncar a roda de proa/ré - imobilizar a roda de proa/cadaste pregando duas estroncas de uma trave no tecto à parte superior da roda de proa/cadaste (bicos). Assim se prepararam temporariamente as condições ideais para que o trabalho se possa realizar com toda a correcção.

Trabalho ao milímetro – Expressão usada por Benjamim Moreira para qualificar a qualidade do trabalho realizado enquanto aprumava a roda de proa.

Apanhar a norma do S. Mateus – Através de divisões feitas a compasso perceber não só o espaçamento entre cavernas mas também certas referências na embarcação original. As cavernas 6 de proa e ré são fundamentais nestes exercícios de compreensão da embarcação original, compreensão essa que se está a transferir a Gunnar Eldjarn através da construção de uma embarcação.

Dividir as cavernas de meio a meio – expressão usada por Benjamim Moreira para indicar que a norma se procura com a mesma divisão de caverna, a partir do meio.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 

 



publicado por cachinare às 16:26
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
subscrever feeds
últ. comentários
Pois ,nesse estado bem bebido até a sua sombra ele...
Ver está foto, salta-me muitas saudades de ouvir m...
Pescador da Nazaré ,homem do antigamente ,com traj...
Uma das formidáveis pinturas de Almada Negreiros, ...
sou de Nazare gostava de saber o meu estorial de 1...
....................COMEMORAÇÕES DO DIA DA MARINHA...
Esta réplica do Vila do Conde, participou em vário...
Pois é exactamente tal como acima se diz.Depois de...
Boa tarde , com respeito a foto aqui presente eu j...
Salvo melhor opinião, julgo que esta imagem do gra...

culturmar

tags

a nova fanequeira de vila chã

ala-arriba

alan villiers

apresentação

aquele portugal

argus

arte marítima

bacalhoeiros canadianos-americanos

bacalhoeiros estrangeiros

bacalhoeiros portugueses

barcos tradicionais

caxinas

cultura costeira

diversos

fotos soltas

galiza

jornal mare - matosinhos

memórias

modelismo naval

multimédia

museus do mar

pesca portuguesa

póvoa de varzim

relatos da lancha poveira "fé em deus"

santa maria manuela

veleiros

vila do conde

todas as tags

Vídeos
links
arquivos