Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Wallace R. MacAskill – 1890-1956.
Wallace R. MacAskill nasceu no Cabo Bretão, Nova Escócia no Canadá em 1890, numa famíla com ligações antigas às Terras Altas da Escócia. Cedo interessando-se pela camera, foi para Nova Iorque onde estudou fotografia de retrato e regressou a casa onde abriu um pequeno estúdio em Sydney, Nova Escócia. No entanto já tinha no pensamento há muito os barcos e o mar. Pouco antes da I Guerra Mundial, mudou-se para Halifax onde podia observar todos os tipos de embarcações, grandes ou pequenas, à vela, a vapor e de igual modo podia andar junto das comunidades de pescadores.
Eventualmente construíu a sua morada na beira do alto penhasco onde o York Redoubt, a mais importante das fortificações de Halifax, guardava a entrada do porto. Daí, a sua visão para o porto era excelente e podia calmamente observar todo o tipo de barcos e navios em tráfego diário.
MacAskill foi um dos primeiros fotógrafos Canadianos a ser distinguido em salões internacionais, onde o seu trabalho era não só admirado pela sua excelência técnica mas também pela verdade que testemunhava sobre homens e mar.
Nunca ninguém captou as belíssimas escunas de pesca com dóris dentro e fora das famosas corridas tão bem ou em quantidade como MacAskill e hoje em dia é possível reproduzi-las em modelos detalhados graças às suas fotos.
Nos anos 20 e 30, era já não só o melhor fotógrafo marítimo do mundo mas também um excêntrico, grande velejador, grande adepto de álcool e amante do mar, por vezes desafiando a morte. Segundo as suas palavras, “Um tipo pode aprender a fazer retratos numa escola ou estúdio e tal torna-se rotineiro e automático. Mas para obter fotos marítimas, tem de se esperar até que a luz seja a correcta, aguardar que o barco pare de balancear. Em rochedos escorregadios, tem de se conhecer o mar, ou pode-se ser apanhado pela ressaca de uma onda”.
A 25 de Janeiro de 1956, MacAkill faleceu com 66 anos de idade.
A herança que legou à sua nativa Nova Escócia é uma magnífica colecção de fotografias, inigualadas em qualidade e quantidade. Algumas transmitem a inesquecível quietude de uma baía ou enseada ao longo da costa rochosa da Nova Escócia; outras marcam a majestade do mar ou da terra na qual viveu. E depois existem as gloriosas edições efectuadas durante o reinado da escuna imortal do Canadá “Bluenose” e dos seus valentes (e sem sucesso) competidores.
Uma das suas fotografias do “Bluenose” foi usada num selo comemorativo editado em 1929 e em 1937 outra foto foi usada na moeda corrente de 10 cêntimos, onde ainda hoje aparece.

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publicado por cachinare às 08:48
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