Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
O caíque de Izmir - Turquia.

A cidade de Izmir (Esmirna em português), situa-se na costa Oeste da Turquia e é considerada uma das cidades mais antigas da bacia do Mediterrâneo, com cerca de 5.000 anos. Hoje é a terceira maior cidade do país e dita a "Pérola do Egeu", considerada a mais ocidentalizada da nação quanto a valores sociais e estilo de vida em geral.

 

 

 

 
Com o turismo a adoptar papel de importância crescente por toda a Turquia, as autoridades locais de Izmir e arredores iniciaram em 2005 um programa de apoio à reconstrução de réplicas dos seus barcos mais comuns, os caíques. Estes barcos eram o meio de transporte tradicional para passageiros e mercadorias nesta região costeira do Mar Egeu, desde o séc. XVII até aos 1950s, altura em que desapareceram. Em Junho de 2008 regressaram finalmente à baía de Izmir após décadas e são hoje uma lufada de ar fresco na imagem da cidade, segundo afirmam as autoridades e população.
Com 9,20m de comprimento (ponta a ponta), 2,62m de boca e 0,64m de pontal, o único mastro central é de 6m e é considerado um barco ligeiro a velejar em mar aberto.
 

 

 

 

 
Este é outro exemplo de sucesso por parte de autoridades locais na recuperação da sua história e tradição náutica, algo ainda por fazer na extensa costa portuguesa. Comunidades como aquelas onde nasci e cresci, Caxinas e Póvoa de Varzim, não podem continuar a esquecer os seus barcos e a continuar a mostrá-los “artificialmente” em papel. Construção de enorme orgulho para a cidade da Póvoa, a grande e magnífica lancha “Fé em Deus”, pelo seu tamanho, não permite o uso frequente e activo da população, a baixo custo. A famíla dos barcos de tipo poveiro a que pertence é muito variada em dimensões e a construção de vários caícos e catraias entre 5 a 6 metros seria o ideal para a formação de associações e seu uso frequente, a baixo custo.
Uma tecla onde continuarei a bater.
 
Galeria de fotos do caíque de Izmir.


publicado por cachinare às 23:36
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1 comentário:
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2012 às 10:53
FELIZ ANO NOVO

Indubitavelmente o amigo Fangueiro iniciou o ano novo em beleza, brindando-nos com duas magníficas
e históricas peças da tradicional arqueologia naval.
No que respeita às embarcações turcas, um lamento já que antes da data de 2005, quando começaram a
recuperação das suas típicas embarcações, já nós
cá, em Vila do Conde, tínhamos isso planeado.
Pensavamos então ter hoje ancorados, no Rio Ave, mesmo em frente da Praça da República, cerca de uma dúzia de embarcações tradicionais portuguesas, restauradas a rigor.
. . . Só que fomos vítimas de um ou outro cérebro, mais ou menos bloqueado.
Em Portugal, seríamos, talvez o primeiro museu vivo .
Assim, tal como nos dizia o título de um famoso filme d'outrora: E Tudo o Vento Levou.
Parabéns,

Albino Gomes


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