Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
A preto e branco.

 

«D. Nuno Álvares Pereira foi um nobre e guerreiro português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. Foi beatificado a 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto "Clementíssimus Deus" e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato. Iniciado em 1921, em 1940 o processo de canonização foi interrompido por razões essencialmente políticas. O país festejava então os Centenários da Fundação de Portugal e da Restauração da Independência e Salazar desejava que a canonização do Beato Nuno se revestisse de uma pompa nunca vista e num ambiente de grande exaltação nacionalista, incluindo uma possível visita papal a Portugal, para que o próprio Sumo Pontífice presidisse ás cerimónias da Canonização. O Papa de então (Pio XII) recusou, profundamente incomodado com o significado altamente político em que o facto estava a descambar. O Processo foi então suspenso e por assim dizer, caiu num "semi-esquecimento".»

Como denota este barco de pesca poveiro, também entre os pescadores esse esquecimento não ocorreu, pois vários barcos retinham o seu nome e memória.

 

Imagem do filme: “Ala-Arriba” – José Leitão de Barros, 1942



publicado por cachinare às 00:28
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2 comentários:
De Jaime Pião a 13 de Fevereiro de 2012 às 21:04
Dom Nuno Álvares Pereira , um grande Senhor ,um grande conselheiro no Reinado de O Mestre De Avis ,sempre admirei este Grande Fidalgo e Guerreiro que na famosa Batalha de Aljubarrota desbaratou os Espanhóis de então ,segundo sei eram 7 mil soldados Portugueses ,para 34 mil soldados Espanhóis ,outros tempos e outras guerras .
Nome de Nuno Alvares Pereira conheci numa traineira de Matosinhos ,por sinal era campeã em navegar e pescar ,traineira essa que era muito falada em Matosinhos ,também existia um barco nas Caxinas com esse nome ,foram tempos que o tempo não apaga !


De Anónimo a 15 de Fevereiro de 2012 às 17:36
Relembrando... O que me parece foi que os meus amigos das Caxinas e da Poça da Barca se esqueceram de referir, foi que o Condestavel D. Nuno Alvares Pereira andou por Vila do Conde, indo orar à Capelinha de Nª Srª da Guia, quando do falecimento de sua filha D. Brites Pereira, nora de D. João I, o Mestre de Aviz, e aqui sepultada num dos monumentais túmulos da Igreja do Convento de Santa Clara, onde ainda se encontra e poderá ser visitada, paer omnia sécula séculorum.
Por certo, daí a principal razão da evocação dos nossos pescadores ao Santo Condestavel.
Saudações marinheiras,

Albino Gomes



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