Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
1.ª saída oficial da "Fé em Deus" em 2012.

 

No passado sábado decorreu a primeira saída oficial da lancha do alto poveira “Fé em Deus”, cujo mote foi o passeio oferecido a crianças de uma escola local. Foi também a minha primeira saída oficial a bordo desta emblemática embarcação como tripulante, e julgo que me senti tão criança como algumas das outras no concretizar do sonho.

Desde as 14 horas, que durante cerca de hora e meia a tripulação levou a cabo os trabalhos de aparelhagem, alguns deles a necessitar de bastante força e cuidado. Fosse o tirar do mastro e verga da água para dentro do barco, a colocação do enorme leme ou o içar da vela, tudo exige força e atenção. Aliás, tudo nesta embarcação é enorme e o pano (vela) é um portento visual admirável!

O mar estava calmo e o vento pouco permitia, mas a viagem durou cerca de uma hora e no regresso já poucos miúdos gritavam o “Ala Arriba” com o entusiasmo da partida, pois sentiram na cabeça e no estômago a realidade de um barco no mar.

Como em quase tudo na vida, é importante começar-se por baixo, ou pelo menos exigente, e foi isso que aconteceu no sábado. Viagens de 10-12 horas de mar, vento fresco e vagas de alguns metros serão o auge no decorrer das futuras viagens e consequente aprendizagem e experiência a bordo. Será aí que os relatos de jornadas heróicas dos antigos, terão reflexo tridimensional no presente, como já tiveram para vários tripulantes actuais.

O município da Póvoa da Varzim tem todo o mérito em manter a “Fé em Deus” no activo há já 20 anos, pois são imponentes as experiências de mar e vela que oferece. A memória dos antigos pescadores poveiros agradece e os seus descendentes têem a oportunidade de os relembrar, velejando.

 

foto de António Fangueiro.



publicado por cachinare às 12:55
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3 comentários:
De JAIME PIÃO a 14 de Maio de 2012 às 14:09
Parabéns a Lancha Poveira e a seus promotores ,pois a mim dá-me prazer ver e ouvir algo sobre o nosso passado afinal somos descendentes de grandes marinheiros por isso somos netos ,então porque somos netos e filhos vale muito o nosso passado e eu honro os meus bisavós avós e pai porque foram homens do mar e deixaram sequências ,costumo dizer que tenho nas veias sangue salgado pelo mar ,e faço minhas as palavras de tempos que o tempo não apaga !


De Anónimo a 14 de Maio de 2012 às 19:25
Parabéns às gentes da Póvoa, por há 20 anos manterem o seu mais representativo ex-libris a navegar.
Há cerca de uma década atrás, com a prestimosa colaboração de alguns meus camaradas da Armada, ainda tentei implementar nesta vilacondense terra de bravos pescadores e marinheiros, daqueles que outrora deram novos mundos ao mundo, tentei, dizia eu, implementar uma outra iniciativa um tanto ou quanto idêntica a esta poveira.
Ainda conseguimos recuperar parcialmente, aquelas espécie de catraias (passe a bonomia da palavra) que então lançamos à agua, e a participar em
alguns eventos, em Portugal e Galiza, com destaque para a inclusão no programa das festas concelhias, em honra de S. João, padroeiro de Vila do Conde.
Entretanto, devido à pouca ou má vontade de alguns e a ignomia de outros, a coisa gorou-se.
Entre tantas outras embarcações, várias vezes a lancha poveira veio cá dar brilhantismo ao evento vilacondense. E como tem ao leme um homem que bem conhece da poda, lá continua singrando de voga em voga.
Em Vila do Conde, com telescópio, ou sem telescópio,
continuaremos debruçados na janela,
p'ra ver a lancha passar . . .

Saudações marinheiras,
Albino Gomes (Cereja)






De Anónimo a 15 de Maio de 2012 às 12:12
Só hoje, ao fazer revisão do texto, verifiquei que onde se diz ignomia , queria dizer ignomínia.
As minhas desculpas,
Albino Gomes


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