Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Manuel Luís Pata.
Para os de olhos mais corrediços, decerto já repararam que esta é uma trilogia, mas não é a dos Anéis, é a da Figueira e a sua vida ligada ao bacalhau. Afinal é uma trilogia e disso não sabia eu quando há uns tempos atrás descobri que existia um livro sobre a Figueira da Foz e a sua relação com a Faina Maior, escrito por Manuel Luís Pata, filho, neto e bisneto de pescadores, que passou a 2ª Guerra a bordo da “Frota Branca” e dedicou a sua vida ao mar salgado. Neste link encontram uma página de Pedro Pata dedicada ao autor.
Pois os motores de busca têm muitos caprichos e é preciso ser persistente, pôr a cabeça a pensar sobre a palavra correcta a pesquisar, o que muitas vezes dá frutos e desta deu mais dois livros. Para mim, obra como esta, pelas razões já descritas neste blog, não tem preço e embora seja admirador do Senhor dos Anéis pela sua rica complexidade e significado, “A Figueira da Foz e a Pesca do Bacalhau” I, II e III valem muito mais, mas com uma abismal diferença: uma trilogia vendeu aos milhões por esse mundo fora, traduziu-se e toda a gente a conhece (não, não foi a da Figueira) e a outra, segundo reza a ficha técnica no 1º volume editado em 1997 dizia assim: “Este livro não se destina a ser vendido, e será distribuído em ofertas gratuitas, como forma de divulgação cultural”. in “Revista da Marinha”. Que me desculpem se percebi mal, mas no Brasil diriam que há muito “tapado” à frente de muita coisa neste país e gostava eu de saber porquê que uma obra destas não se pretendia vender. O que há mais é lixo à venda por essas livrarias fora e este provavelmente seria um livro muito grosso, um calhamaço que ninguém iria comprar. Segundo li na revista da marinha, o livro foi oferecido à Biblioteca da Marinha... 5 anos após edição. Alguém me explica aqui o buraco de 5 anitos? A Cultura em Portugal anda por meandros bem malandros. Após o 2º volume, esperava-se o 3º em breve e escrevia-se assim na Revista da Armada: “Para o 3º volume falta ainda apoio que leve à respectiva edição que isto de papel, letra, encadernação, etc., não nasce das boas vontades das gráficas.” Como se diz nas Caxinas... “Ai mãe!”
Apesar de muita coisa em Portugal só ver a luz do dia após mil-e-um trabalhos e fadigas, este finalmente respira à tona, em 3 volumes, o último editado em 2003.
Fico muito contente pela existência desta obra enorme para a Figueira e Portugal e recentemente já descobri onde poderei adquiri-la.
 

Uma ode à História Marítima Figueirense. Venham mais.



publicado por cachinare às 18:42
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