Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
Um dóri do Pacífico.
O dóri da pesca ao bacalhau é uma das pequenas embarcações com maior navegabilidade jamais desenvolvidas. Barco de construção muito simples, o dóri tem o fundo chato, com os lados alargados, uma proa simples e aprumada e uma popa estreita e em forma de “V”. Enquanto que inicialmente se mostra um tanto delicado devido ao fundo relativamente estreito, os dóris ganham estabilidade à medida que vão sendo carregados e com uma carga moderada de peixe e aparelho, não há melhor barco de mar deste calibre.
A escuna “C.A. Thayer” terminou a sua carreira comercial na pesca ao bacalhau, fazendo campanhas anuais ao ricos Bancos de bacalhau do Mar de Bering, a Norte da cadeia das Ilhas Aleutas. Mesmo no Verão, esta é uma dura e perigosa parte do Oceano, frio e enevoado, com mares vivos e ventos sempre à espreita para apanhar os incautos. A faina ainda era levada a cabo da mesma maneira tradicional desenvolvida nos Grandes Bancos da costa do Atlântico, com linhas de mão a partir de dóris, cada dóri com um pescador solitário aventurando-se longe da escuna-mãe todos os dias, com sorte regressando carregado de bacalhau.
Os dóris eram tradicionalmente aparelhados com um único par de remos e uma simples cevadeira como aparelho de vela. Por meados do séc. XIX, os dóris começaram a ser produzidos em oficinas do Massachusetts e Nova Escócia como barcos de forma standard, capazes de serem empilhados uns nos outros. Na costa Leste, os dóris trabalhavam sob remos e vela até serem ultrapassados por traineiras a motor nos anos 30 e 40. O dóri a motor, que surge por finais dos anos 20 era um barco bastante eficiente, capaz de transportar 2 toneladas de peixe a boa velocidade e com razoável segurança.
Na foto vê-se a particularidade da lona montada à proa para protecção contra o spray do mar, com o Capitão John Shields da escuna bacalhoeira “Sophie Christenson” ao leme.


publicado por cachinare às 08:15
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