Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Arte marítima.

Barcos de Pesca Portugueses  -  José Maria Lopez Mezquita, 1933

 
José Maria Lopez Mezquita, pintor nascido em Granada em 1883, foi um dos vários artistas que se encantaram com os pescadores e barcos da Póvoa de Varzim antiga. Esta sua obra denota a forte presença que os barcos poveiros impunham nas enseadas e fieiros da comunidade, as várias cores garridas ou sombrias que ostentavam e os muitos símbolos e marcas sacro-profanas que confundiam e mesmo atemorizavam forasteiros. Todo o misticísmo e profunda religiosidade da comunidade estava representado nos seus barcos e modo de vida e por certo era factor fundamental que atraía os artistas e escritores.
Um dia acredito que hei-de ver de novo réplicas de novos barcos, perfilados assim numa enseada da Póvoa, virados ao mar, e mesmo que os homens já não os levem para a faina, ao menos mostrarão que “Estamos Aqui”.
Esta obra encontra-se num museu de arte do estado da Virgínia, E.U.A..


publicado por cachinare às 08:21
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4 comentários:
De Luis Filipe Morazzo a 3 de Dezembro de 2008 às 16:35
Caro Sr. Fangueiro

Foi com imenso interesse com que naveguei pela primeira vez no seu blogue, notei que os temas apresentados, além de diversificados, estão também muito bem estruturados.
Se me permitir, só vou fazer um reparo, é quando se refere à função de draga-minas que o navio “Élite” teve durante a primeira guerra mundial, isto não está correcto, pois ele ao contrário do “Roberto Ivens” e outros, esses sim, foram adaptados a essa função, o “Élite” foi adaptado como simples patrulha, para isso, colocaram-lhe somente uma peça de 65mm à proa e outra de 47mm à popa.
Quanto à notícia do triste destino do “Argus”, para nós amantes de navios, é sempre penoso saber, que um navio com um historial magnífico como o dele, poder acabar como recife artificial. Ficarei torcendo para que um milagre possa acontecer outra vez, e possamos todos ver de novo, os belíssimos três Cisnes Brancos a navegar juntos com a bandeira das quinas desfraldada na popa.
Parabéns e por favor continue a deliciarmos com o seu magnífico blogue.

Saudações marinheiras

Luis Filipe Morazzo


De cachinare a 4 de Dezembro de 2008 às 08:50
Caro L.F. Morazzo,

Agradeço os seus reparos e elogios, pois já os conheço por outros blogues quando faz comentários e mostra o seu conhecimento.
Quanto ao "ARGUS", querendo acreditar que seria apenas uma questão de dinheiro, não faltam "endinheirados" em Portugal que poderiam pegar no navio facilmente. O problema é que o Mar não lhes diz absolutamente nada. Ainda assim acreditemos num milagre.
Tenho o maior gosto no meu simples blogue e continuarei até que me seja possível.

Saudações marítimas,
A.Fangueiro


De Luis Filipe Morazzo a 4 de Dezembro de 2008 às 16:08
Caro Sr. Fangueiro

Ainda bem que o Sr. entende como eu, bem como alguns outros companheiros de viagem, casos dos amigos Reimar, Rui Amaro, LMC etc., que estas plataformas (os blogues) além de permitirem divulgar o tema que gostamos (navios e marinheiros), fazem acima de tudo, que estejamos permanentemente num processo de aprendizagem uns com os outros.
Quanto ao destino do “Argus”, vai ser complicado, pois além do estado avançado de abandono a que tem sido sujeito nos últimos anos, sofreu imensas mutilações à sua traça original. Eu próprio filmei-o no verão de 2001, durante umas férias passadas, na ilha de St Marteen, e já nessa altura constatei, os graves atentados que o navio sofrera, em particular em relação à sua traça original. Não querendo ser pessimista, todos sabemos que o “Argus” neste momento não tem a mínima condição de atravessar o oceano, nem mesmo no verão, por tudo isto, e vendo também que esforços como aqueles que salvaram o “Creoula” no passado, e agora estão a faze-lo com o SMM, infelizmente não abundarem em Portugal, sou mesmo obrigado a ser muito céptico a este respeito.

Saudações marinheiras e até breve

Luis Filipe Morazzo



De jaime pontes a 31 de Janeiro de 2009 às 14:06
Mais uma recordação dos meus tempos de rapas esta linda foto ,que me fás lembrar a nossa catraia de -18 -palmos de quilha que dava gosto vela a andar de vela ém especial quando o vento soprava fresco, sim porque a vela do mesmo era um tudo nada mais pequena que o normal pró barco ,mas nesse tempo depois da pesca a sardinha ou a faneca ,normalmente quando estava aragem de vento era gosto velos a navegar com as velas desfraldadas ao vento e era ver quem era mais rapido com todas artimanhas por parte do arrais eram mesmo feitas apostas de quem era mais rapido a chegar ao porto do destino. Mas falando desta foto é tal e qual as nossas catraias que não só da Povoa mas igualmente das caxineiras e não só! direi mesmo que haviam espalhadas pela costa Portuguesa em espeçial da figueira para norte barcos identicos . por tudo isso os meus parabens por este blog que me fês bém ao meu ego ... sem mais um abraço comprimentos maritimos ...Jaime pontes...


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