Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
“Bochorno” – P.Y.S.B.E., 1954.

 

Este é um excelente modelo de um navio bacalhoeiro Espanhol de 1.358 toneladas brutas da companhia P.Y.S.B.E. construído em 1954 num momento de expansão da empresa, juntamente com outros 3, o “Solano”, o “Regañón” e o “Brisa”, todos nomes de ventos como era tradicional nesta companhia. Com os grande avanços técnicos navais dos anos 50, por alturas de 1959, o “Bochorno” foi melhorado e passou por exemplo a ter a possibilidade de potabilizar água, já que antes a água era sempre racionada conforme os tanques a bordo dos navios. Este arrastão foi abatido em 1974.


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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
A preto e branco.

 

Era também assim que nascia um veleiro de pesca ao bacalhau. Este é o “St. Georges”, em construção nos estaleiros de St. Malo, Bretanha, França.



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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
O afundamento do bacalhoeiro “Tifón”.
O “Tifón” era um navio bacalhoeiro espanhol da empresa P.Y.S.B.E. que se afundou por colisão com o bacalhoeiro português “Invicta” em Maio de 1955.
O “Invicta” navegava a toda a máquina e o “Tifón” encontrava-se parado para virar. O capitão português entrou-lhe no quarto de rota e quando se deu conta meteu-lhe a proa por todo o lado de bombordo, à altura da casa das máquinas. O “Tifón”, que ia bem carregado, afundou-se em 11 minutos. Os sobreviventes foram socorridos por barcos portugueses, principalmente o bacalhoeiro “Àlvaro Martins Homem”. Uma hora depois de resgatada a tripulação, levantou-se mar de temporal e se o acidente se tivesse dado naquela altura, ninguém se salvava.
Foto do arquivo de Untzi Museoa, País Basco.
 
Segundo dados do Museu Marítimo de Ìlhavo, o “Invicta” foi um arrastão de 70 metros construído em aço na Holanda em 1948, que terminaria os seus dias em 1990. Este artigo não menciona claramente as circunstâncias da colisão, onde exactamente ocorreu e se terá sido por causa de nevoeiro ou falha humana.


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Sexta-feira, 19 de Março de 2010
“Ross Revenge” - De bacalhoeiro a posto de rádio-pirata.
O “Ross Revenge” foi construído e 1960-61 em Bremerhaven na Alemanha como arrastão-lateral sob o nome “Freyr”, juntamente com outros dois navios idênticos, destinados a um armador de pesca da Islândia. Comportava 68 metros de comprimento, 10,3 de largura e 978 toneladas brutas.
Até Agosto de 1963, o navio foi propriedade da empresa Islandesa Isbjorninn, altura em que seria vendido à Ross Trawlers Ltd. / Ross Fisheries e mudaria de nome para o actual. Passaria então a ter bandeira do Reino Unido, com porto de abrigo em Grimsby. De 1969 a 1979, o “Ross Revenge” fez parte do B.U.T. (União de Arrastões Britânicos) e esteve envolvido na guerra do bacalhau com a Islândia (sobre a qual já escrevi anteriormente) entre 1972 e 1976. Este navio, bandeira da frota Inglesa na pesca do bacalhau, era o maior arrastão convencional do mundo na altura, mantendo o recorde mundial de pesca numa campanha, quando em 1976 descarregou 3.000 kits de bacalhau da Islândia (cerca de 200 toneladas) em Grimsby vendidos ao preço recorde de 75.597 Libras. Durante a sua carreira como bacalhoeiro, navegou por mares até Archangelsk, Spitzbergen, Murmansk e Gronelândia em viagens com média de 28 dias. Contudo, devido a novos limites de pesca, faina incerta, quotas e importações, tornava-se cada vez menos rentável o negócio usando tão grande arrastão. De 1979 a 1981, o navio serviria de estação de mergulho de apoio no Mar do Norte.
Em 1981, estava o “Ross Revenge” atracado em Rosyth na Escócia para sucata, quando foi comprado por uma empresa do Liechtenstein que o registou no Panamá como navio de recreio para o inserir no chamado “Projecto Caroline”, de rádios off-shore (pirata). Em Abril, foi rebocado para Solares, próximo de Santander no Norte de Espanha onde nesse Outono entraria em trabalhos de conversão para um navio-rádio. A torre de transmissão era a mais alta jamais instalada num navio, 91 metros acima do nível do mar. Três transmissores em segunda mão previamente usados numa estação de rádio no Arkansas, foram mandados vir dos E.U.A. para a Holanda e dois estúdios foram construídos no navio.
Em 1982, novos investidores para o “Projecto Caroline” surgem no Canadá e as condições estavam reunidas para iniciar as transmissões. A 8 de Agosto ancorou em Kentish Knock, ao largo da costa de Kent e Essex, Leste de Inglaterra e após testes mudou âncora para Knock John Deep. Em Janeiro de 1984 soltou-se da âncora e à deriva para Sul encalhou num banco de areia 2 milhas dentro de águas territoriais Inglesas. Dois dias depois, regressa ao ancoradouro prévio e retoma as transmissões. Após várias ocasiões de forte temporal em que voltou a perder âncora, em 1987 o Panamá anulou o registo do navio devido a violações nas comunicações de rádio.
No Verão de 1987, o “Projecto Caroline” foi encerrado para “manutenção”, o que na verdade teve razões do fora das águas territoriais, pois nesta altura a Inglaterra passava a reclamar 12 milhas além da costa, em vez das 3 da altura e assim o navio passou a ancorar e a transmitir mais longe, em South Falls Head. Em Novembro, com muito mau tempo a antena de 91 metros partiu-se pela base e caíu ao mar, sendo reposta em Janeiro de 1988. Desde os inícios em 1983 que pequenos barcos traziam ao navio a partir da costa Inglesa jornais, discos e trabalhadores da rádio. O fuel, 8.000 litros por semana, era trazido de Nieuwpoort na Bélgica. A 4 de Janeiro de 1989, duas novas antenas foram instaladas no navio e em Agosto desse ano, o “Volans”, um rebocador da Polícia Holandesa com cerca de trinta agentes armados Holandeses, Ingleses, Franceses e Belgas, abordaram o “Ross Revenge” apreendendo equipamento de estúdio, discos e cassetes. O aparelho aéreo foi posto abaixo, partes do transmissor removidas e outras destruídas à força. Em finais de Novembro, o navio sofreu uma quebra de energia o que resultou em que ficasse sem iluminação várias noites. As autoridades marítimas Inglesas avisaram o navio que tinha the possuir iluminação durante a noite, mas o fuel era já escasso e os geradores principais não funcionavam. A 10 de Dezembro o navio sofreu nova quebra da pouca energia gerada por um pequeno aparelho a gasolina, o qual foi levado pelo mar incluindo os poucos bidões de fuel restantes. Num temporal de força 9, pediram ajuda à Guarda Costeira, a qual acabaria por enviar um helicóptero para evacuar toda a tripulação. No dia seguinte as autoridades revistaram o navio e declararam-no abandonado. Poucos dias mais tarde, membros da rádio voltariam a reclamar o navio.
Durante os anos seguintes, por entre repetidos problemas com mau tempo e mudanças de ancoradouro, passou por vários portos na região de Essex, incluindo Londres e as docas do rio Tamisa. Em 2004, o navio foi rebocado para o porto de Tilbury também em Essex, onde se encontra até hoje e se tornou em parte navio-museu.
Desde o início de 2008 que o navio tem vindo a ser restaurado, sendo o navio-rádio mais famoso do mundo, o qual continua a transmitir.
 
Texto adaptado e traduzido de offshore-radio.de
 
Links de interesse:
 
Site oficial do navio-rádio.
Fotos do restauro do “Ross Revenge” em Fevereiro 2008.
Fotos do restauro do “Ross Revenge” em Março 2008.


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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
A preto e branco.

Nesta imagem, um veleiro bacalhoeiro francês encontra-se fundeado sobre os Bancos da Terranova. Algo estranho é ver tantos dóris na água vazios. Tê-los-ão perdido em temporal e estes são novos vindos do navio de onde se tira a foto?



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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
O bacalhoeiro “Goëlo”.
O “Goëlo”, ex “Harenguier 13”, de 184 toneladas brutas, foi construído em 1922 em Saint-Malo no Norte da Bretanha, França. Munido de um motor de 10 cv Bolinder, inicia a sua carreira com os armadores Pottier Grandmaison et Dauphin na cabotagem. Em 1927 é vendido a outra sociedade de Dunquerque, armadora da grande pesca ao bacalhau e da cabotagem. Em 1928 faz uma campanha de pesca ao bacalhau na Islândia, partindo de Paimpol, com uma tripulação de 26 homens, entre 16 de Fevereiro e 9 de Setembro. 78.975 bacalhaus e 798 alabotes são a apanha desse ano na Islândia e Gronelândia. Após esta campanha seria desarmado em Dunquerque.


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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
A preto e branco.

 

Uma pequena escuna francesa parte para mais uma campanha na Terranova em inícios do séc. XX, depois dos trabalhos de re-equipagem e “restauros”, nomeadamente nas velas, bem remendadas para os próximos rigores que o Atlântico Norte lhes guardava.


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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
A preto e branco.

 

Neste postal antigo, de novo se vê a importância dos pequenos dóris na economia local das ilhas de St. Pierre e Miquelon, Sul da Terranova. Eram autênticas frotas de dóris, que não precisavam de se afastar muito da costa para pescar bacalhau, o qual se reúne em bancos próximos da costa destas ilhas. É bonito ver tantas velas armadas, a lembrar o mesmo a bordo de bacalhoeiros portugueses durante as campanhas.


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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
O bacalhau da discórdia.
Durante quatro séculos, os marinheiros da Bretanha, no noroeste da França, andaram à pesca do bacalhau no Atlântico Norte. Foi uma actividade remunerada e certa, mas que atravessou periodos difíceis e conheceu bem os seus riscos e dramas.
Por mais bizarro que possa parecer, a práctica religiosa está estreitamente ligada à história Bretã da pesca ao bacalhau, pelo menos nos seus inícios, sendo que naquela altura não se gracejava com a abstinência alimentar imposta em certos dias pelos mandamentos da Igreja. Durante um ano, os dias a cumprir o jejum nunca eram menos de 150. Pode-se dizer que esta regra, proibindo o consumo de carne, causava na práctica, sérios problemas de nutrição na população, principalmente no interior do país, onde a presença de peixe do mar à mesa era rara. Assim, seriam os pescadores do Norte da Bretanha a darem início à satisfação das necessidades do mercado, quando descobriram a existência de Bancos de bacalhau nas regiões da Terra Nova entre a Islândia e o Canadá, aprendendo lá os métodos de conservação do peixe utilizados.
A pesca do bacalhau na Terra Nova trazia deste modo a felicidade às populações da Bretanha, para desgraça da água de salmoura que enchia os pequenos cursos de água e empestava o ar. Como tal, foi inevitável o choque entre os autóctones Canadianos e os nativos do Labrador que practicavam a caça ao lobo marinho nestes mesmos sectores. As querelas com os pescadores de Saint-Malo, Paimpol e Saint Brieuc tornavam-se por vezes em afrontas sangrentas. Chegou ao ponto de em 1610, os bacalhoeiros de Saint-Malo solicitarem a assistência de dois navios de guerra para assegurar a sua protecção e neste contexto o conflito armado que existia entre a França e a Inglaterra precisamente pela Terra Nova, reivindicando cada um deles a posse desta ilha. Nestes termos o armamento de navios bacalhoeiros Bretões continuou a desenvolver-se, quer para a costa do Canadá, quer para a vizinha Islândia. Um recenseamento de 1664 indicava que só em Saint-Malo 61 navios haviam sido equipados para a pesca do bacalhau.
Os outros portos “Islandeses” do Norte da Bretanha não lhe ficariam atrás. Paimpol, pela sua parte, possuia em finais do séc. XIX perto de uma centena de navios e o armamento proseguia sobre a Mancha. Contraditórias haviam sido as previsões do explorador de Saint-Malo Jacques Cartier, que em 1550 declarava que jamais veria na Bretanha navios de pesca de duzentas toneladas. Um século mais tarde Saint-Malo possuía sete navios da Terra Nova que ultrapassavam essa tonelagem e pouco antes da Revolução, a média dos navios bacalhoeiros andava nas 190 toneladas. No entanto, a segurança das tripulações não havia melhorado. Na Terra Nova, o navio largava a âncora nos profundos e os homens repartiam-se em grupos de 4 nos dóris que partiam à procura de bancos de peixe. Sobre mar vivo, o perigo era quase permanente, tanto para os pescadores agarrados às suas linhas como para o próprio veleiro. Durante os 83 anos da aventura dos homens de Paimpol na Islândia, 120 escunas jamais regressariam ao seu porto de abrigo e fariam cerca de 2.000 vítimas.
O recrutamento de marinheiros fazia-se aos seus 12, 13 anos. Pelo início do Inverno, os mestres de bacalhoeiros faziam a ronda aos albergues de campanha em busca de jovens camponeses desejosos de abandonar a terra na esperança de uma vida melhor. Para este fim, havia em Dezembro em Vieux-Bourg, próximo a Saint-Malo, uma feira anual onde, vindos de localidades vizinhas, se reuniam os candidatos ao embarque. Outros, reconhecidos pelo seu boné e camisas de lã, vinham por si sós tentar as suas chances pelas docas de Saint-Malo e Saint-Servan. O acordo era feito geralmente num bar próximo, selado com uma caneca de cidra ou um copo de licor e um pequeno avanço em géneros sobre o montante de peixe que seria apanhado. Muitas vezes, os contratos comportavam desvantagens que passavam despercebidas aos futuros marinheiros que não sabiam ler ou escrever. Em caso de naufrágio por exemplo, eram forçados a embarcar noutro navio sem compensação de salário.
Na gravura acima, pescadores de St. Pierre (no Sul da Terra Nova) aventuram-se com mau tempo a pescar nos ricos Bancos de bacalhau. É uma ilustração da autoria de Le Breton, publicada no livro “Voyage a Terre Neuve” em 1860.


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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
A preto e branco.

 

 
Uma flotilha de dóris franceses começa a afastar-se no navio-mãe em busca de locais de pesca. A enigmática embarcação ao largo parece ser um arrastão, mas deixa-me na dúvida se era possível duas artes de pesca tão diferentes pescarem tão perto entre si.


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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
A preto e branco.

 

Nesta gravura de 1885, publicada na “Harper´s Weekly”, a azáfama em volta do bacalhau é grande. Não será muito longe da costa, pois muitos dos barcos representados são de pequeno calibre, típicos da costa. Em várias regiões como por exemplo as ilhas de St. Pierre e Miquelon, os dóris eram varados nas praias e o bacalhau era pescado não longe da costa. Era comum os portugueses irem também pescar a Sul de St. Pierre.


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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
A preto e branco.

 

Esta gravura antiga reproduz a pesca do bacalhau nos Grandes Bancos da Terra Nova por alturas do séc. XVIII, ao que parece por navios franceses. Julgo que será um brigue em grande plano e na altura, o método principal de pesca utilizado vê-se que seria à zagaia, tanto a partir de botes com vários pescadores ou do próprio navio. A imagem comprova a abundância de bacalhau naquela altura, em que era tanto o peixe, que bastava uma linha com uma chumbada e um par de anzóis para constantemente puxar peixe para dentro.
O método de pesca com dóris viria mais tarde.


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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
A preto e branco.

Nesta imagem podemos ver o futuro arrastão bacalhoeiro português "Santa Princesa"... ainda no seu registo oficial de 1930, "Spitzberg", do porto de Fécamp, França.

A foto mostra-o em Le Barachois, ilhas de St. Pierre e Miquelon, Terra Nova, depois de um incêndio enquanto atracado. Em 1939-1940, é trazido para Portugal e reconstruído nos estaleiros de São Jacinto em Aveiro. Andou na pesca do bacalhau até 1967.

Toda a história deste antigo arrastão pode ser encontrada num excelente artigo do blogue Navios à Vista.



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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
“En los Grandes Bancos de Terranova”.
Mais uma obra sobre a história da pesca ao bacalhau preparada por três autores da vizinha Espanha que aborda vários detalhes desta Era da pesca na perspectiva espanhola mas também com uma grande parte dedicada aos detalhes desta pesca por parte de Portugal.
Aqui fica o link para aquisição online, onde é possível ver a lista de todos os pontos abordados pelo livro.
 
Libreria de Náutica


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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
François Le Blais – Um de muitos.
François Le Blais nasceu a 6 de Outubro de 1892 em Plouézec e faleceu a 12 de Outubro de 1940. Em 1908-1909 inicia-se na pequena pesca em Port Lazo como moço a bordo do “l´Edmée”. Em 1910 embarca como noviço a bordo da escuna “Aurore” e em 1911 já como pescador.
A 24 de Janeiro de 1912, a “Aurore” naufraga num banco de areia próximo das costas Islandesas. Toda a tripulação foi salva graças à vigilância de um pastor em terra que se apercebera do navio desamparado. Auxiliado pelo camareiro, tratou de preparar cavalos e a tripulação pôde dirigir-se a várias quintas na região onde encontraram abrigo e conforto. De seguida toda a tripulação seguiu a cavalo até ao porto de Reykjavik, de onde foram repatriados um mês após o naufrágio por um cargueiro Norueguês.
Em 1914, François Le Blais é mobilizado para a 1ª Grande Guerra onde é ferido e posteriormente mandado para casa. De 1917 a 1921, prossegue a sua carreira como pescador nas escunas “Islandesas”. Com 29 anos, em 1921 recebe a sua cédula de capitão, trabalhando na cabotagem durante os dois anos seguintes e regressando à pesca na Islândia a bordo da escuna “Goelo”.
Até 1927 comandaria outras escunas e em 1928 efectua duas campanhas à Islândia e Gronelândia na escuna “la Manon”. A sua última campanha seria como capitão a bordo da famosa escuna “Glycine”.


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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
A preto e branco.

 

 
Foto que retrata as condições a bordo de uma escuna bacalhoeira francesa de Paimpol, um dos portos principais da pesca ao bacalhau na Terra Nova. Literalmente, a “dormir contra as tábuas” do casco. Era assim com eles e era assim connosco.


publicado por cachinare às 09:26
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