Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

Uma jovem varina lisboeta de 1950-60 e o peixe para a venda do dia. Foto da Fundação Calouste Gulbenkian.


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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014
A preto e branco.

 

Porventura poucos saberão que o conhecido realizador Stanley Kubrick também era amante da fotografia e esta foi tirada em Portugal, em 1948, no habitual maior postal marítimo português do século XX, a Nazaré.


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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014
Charles Napier Hemy – 1841-1917.

Charles Napier Hemy nasceu em Newcastle-Upon-Tyne, Inglaterra no seio de uma família nas artes da música. Estudando pintura e design em várias escolas, regressou a Londres nos anos 1870s e em 1881 mudou-se para as costas da Cornualha onde se tornaria célebre pelas suas pinturas relacionadas com o mar e os pescadores locais. Foi considerado o melhor artista em arte marítima da sua geração e o seu conhecimento íntimo do mar foi fulcral na sua expressão. O movimento do mar, o seu poder, força e perigos estão todos capturados com um brilho raramente igualado e jamais ultrapassado.

Margareth Powell, neta de Hemy usou os anotamentos do artista para narrar com cor a sua vida, desde a infância até aos 30 anos que viveu na Cornualha.
Já tenho apresentado algumas das obras deste artista e na imagem está o livro publicado em 2005 pela sua neta.


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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

Uma imagem bastante antiga da Nazaré, com uma moça encostada a uma grande barca local, perscrutando o horizonte.


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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

 

Um reflexo do rio Tejo por Eduardo Gageiro, certamente ao entardecer com os putos a desfrutar da harmonia e paz da beira-rio, barcos e velas no horizonte.


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Sábado, 4 de Outubro de 2014
“Balclutha”.

Para além de serem navios extraordinários da Era da vela, são duas as razões principais pelas quais escrevo sobre o “Balclutha”: o facto de Alan Villiers estar ligado a ele e o modelismo naval, pois existem os planos disponíveis para quem o queira construír. Ainda assim, como modelista, prefiro que se ponham projectos de navios / barcos Portugueses na frente da lista.

Este grande veleiro de transporte mercante foi construído e lançado à água em 1886 nos estaleiros de Charles Connel & Company, próximo de Glasgow na Escócia. A sua rota principal seria constantemente dobrar o Cabo Horn, na América do Sul. A 15 de Janeiro de 1887, com uma tripulação de 26 homens, o “Balclutha” partia sob bandeira Britânica do porto de Cardiff, no País de Gales, para a sua viagem inaugural, com destino a São Francisco, E.U.A.. O navio entrava nessa cidade em Golden State depois de 140 dias de mar, descarregando a carga de 2.650 tons. de carvão que trazia e carregando trigo da Califórnia. Devido às viagens oceânicas de meses, o “Balclutha” fazia uma só viagem anual de ida e volta enquanto esteve envolvido no comércio de cereal. Veio 3 vezes a São Francisco, trazendo também porcelanas, whisky e metais em bruto. Por meados dos 1890s passou a dirigir-se a outros portos como na Nova Zelândia onde carregava lã destinada a Londres.
Em 1899 o navio foi transferido para bandeira do Hawaii e juntou-se ao concorrido transporte de madeira do Pacífico. Durante 3 anos o “Balclutha” velejou para Norte até à Sonda de Puget, Washington e de lá para a Austrália. A maioria dos “pés de madeira” (medida usada na altura) que transportou acabariam no subsolo, usados nas minas de Broken Hill, na Austrália. Este navio foi o último a arvorar bandeira do Reino do Hawaii. Em 1901 passou para registo dos E.U.A. com destino ao comércio costeiro entre portos Americanos. Pouco depois a Alaska Packers Association, dedicada à pesca e processamento de salmão, adquiriu-o para transportar homens e bens para o Alaska.
Após um encalhe em 1904, mudou de nome para “Star of Alaska” até 1930, quando já era o único navio a transportar cerca de 200 trabalhadores para o Norte e nesta altura já o navio mostrava “cansaço”. Frank Kissinger comprou o “Star of Alaska” em 1933 por 5.000 dólares e mudou-lhe o nome para “Pacific Queen”. Levando o navio para Sul, Kissinger ancorou ao largo da Ilha de Catalina, onde apareceu no filme “A Revolta na Bounty”. Pouco depois passou a ir de porto em porto na costa Oeste, exibido como “navio pirata”, deteriorando-se e escapando por pouco a depósito de sucata na II Guerra Mundial.
Em 1954 o Museu Marítimo de São Francisco, detentor de dois ex-bacalhoeiros, o “Wawona” e o “C.A. Thayer”, adquiriu o “Pacific Queen” e através de donativos, materiais e trabalho das gentes locais, restaurou o navio e atribuiu-lhe o nome original. O navio foi transferido para o National Park Service em 1978 e designado Monumento Nacional em 1985. Hoje em dia é um dos vários navios originais atracados em exposição do Museu. Mensalmente organiza por exemplo um festival de “Shanties”, músicas tradicionais de marinheiros.
Alan Villiers, o capitão Australiano que fez uma campanha ao bacalhau durante 6 meses a bordo do lugre-motor Português “Argus” em 1950, escreveu em 1955 um livro sobre o “Balclutha” intitulado “Duas Histórias na Vida do Navio Balclutha”.
 
Uma vez que o navio existe hoje em dia e são inúmeras as fotos do mesmo (basta procurar), é possível construír um modelo excelente e para isso cá fica o link para os planos do navio. Os planos são excelentes e encontram-se no site da Biblioteca do Congresso Americano. Pode-se fazer o download em duas resoluções, sendo a maior verdadeiramente "gigante".
Todos os detalhes possíveis estão lá publicados e bastará aliá-los às fotos.
 
Biblioteca do Congresso Americano - "Balclutha"


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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Uma perspectiva da imponência de dois navios da Companhia Portuguesa de Pescas, o “Liberal Primeiro” e o “Alcatraz” em doca seca da CUF - Estaleiros Navais de Lisboa, Rocha do Conde de Óbidos. São dois exemplos de um periodo do séc. XX onde a destruição dos leitos marinhos pela era do arrasto a vapor avançava já desde finais do séc. XIX... até aos dias de hoje, no entanto o papel de Portugal nessa destruição foi (e é) ínfimo, comparado com outras nações europeiras.


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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Artur Pastor no seu vasto registo da orla marítima portuguesa, aqui na Nazaré documentando que nem só com os barcos do mar da costa Centro os bois lavravam o mar. Anos 50 e as embarcações híbridas entre a vela e o motor.


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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014
A preto e branco.

 

Duas jovens varinas na ribeira lisboeta dos anos 50. Foto da Fundação Calouste Gulbenkian.


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Domingo, 10 de Agosto de 2014
A preto e branco.

 

Dois navios da Companhia Portuguesa de Pescas, o “Liberal Primeiro” e o “Alcatraz” em doca seca da CUF - Estaleiros Navais de Lisboa, Rocha do Conde de Óbidos. A Companhia Portuguesa de Pescas foi fundada em 1920, e situava-se no concelho de Almada, na zona de Cacilhas. O “Alcatraz” era um arrastão em aço, construído pela firma escocesa J. Duthie Torry S.B. C.º, de Aberdeen, em 1920, com 42,18 metros de comprimento. Foto da Fundação Calouste Gulbenkian.


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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
Áreas de pesca da Terra Nova e Labrador.
Este mapa ilustra bem a riqueza das pescas até meados do séc. XX na Terra Nova e Labrador, nomeadamente das suas extensões, três formas de pesca do bacalhau e outros tipos de safra. Hoje em dia devido aos malefícios da pesca massiva e industrial (o “moderno” problema da ganância aliada à tecnologia), já nada é assim. Foi-se o bacalhau, foi-se o arenque, foi-se o alabote... e a lista não pára. Ressaltam no mapa sem dúvida os Grandes Bancos da Terra Nova, velhos conhecidos dos Portugueses e de enorme extensão, sendo considerados o “reino” do melhor bacalhau. Abaixo pela esquerda o também conhecido Georges Bank, bastante frequentado pelas escunas Canadianas e Americanas.

Por motivos que não são novos ou específicos do Canadá, como interesses politico-económicos, dúvidas científicas e preferir remediar do que prevenir, em cerca de 50 anos esta nação perdeu tão vasto e rico recurso assistindo sem actuar ou acreditar em males maiores, a enormes frotas de navios estrangeiros a varrerem os fundos à vontade. Nos inícios dos anos 90 “descobriram” que o peixe acabara.

Costumo referir que o método de pesca à linha, em que Portugal muito se baseava, não era “destruidor” dos recursos. Na frenética busca de lucro, a pesca à linha teve o seu fim também em Portugal em 1974, quando um par de navios ainda a realizava. Sem querer dar a utópica imagem de que certos tipos de pesca deviam ser o máximo possível à linha (pois o super-produtivo mundo de hoje não vive dessas “artes retrógradas”), a infeliz imagem que tenho do futuro das pescas é a de uns poucos mega armadores com os seus gigantescos navios que mesmo com restrições, tratam de pescar a quota de cada ano num abrir e fechar de olhos. Acabaram os portos cheios de bonitos navios e de gente, o enorme número de pescadores que deixava o país, a ânsia da espera. Não gosto de ver a arte do mar mecanizada em excesso, pescadores que nem vêm o mar, tão grande e industrial é o navio. Goste-se ou não, todo o universo da real união entre o mar e o homem desaparece com a grande pesca industrial. Mesmo em menor escala o comprovo. Hoje em dia os pescadores da minha terra e por Portugal fora, cada vez mais transformam os seus barcos de 10 e 20 metros em “aberrações” visuais em nome da maquinaria e entendo, melhores condições de trabalho para os pescadores. Tem de se aceitar, mas ninguém lhes tira fotos ou escreve livros sobre eles ou ficarão imortalizados na memória. São apenas objectos de trabalho para desmantelar (ou afundar) um dia. Tenho visto novos barcos de pesca, já em alumínio ou fibra que são uma autêntica “banheira” ou em forma de caixote e sem acreditar naquilo pergunto para onde foi o barco de longas e bonitas linhas e curvas. No que se tornou a construção naval em Portugal? Bem sei que os novos são mais baratos e fazem-se mais rápidamente (e com menos pessoal), mas é preciso manter algum gosto.

Terminando com o “devaneio”, impressiona-me o fim da riqueza cultural que se nos advinha, do trabalho e seus instrumentos. Ainda não sei se cada vez mais a vamos recuperar, altiva como era, ou se nos deixamos afundar no marasmo da vida fácil e consumista.

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Segunda-feira, 14 de Julho de 2014
A preto e branco.

 

O ponteagudo barco da arte xávega de pequeno porte da Nazaré e dois pescadores ostentando a vestimenta local, bastante antiga e que resistiu aos tempos. Como se estivéssemos a ver pescadores na Idade Média. Foto de Artur Pastor.

 


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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013
A preto e branco.

 

O Cais das Colunas em Lisboa, pela objectiva de Artur Pastor. A representação do pórtico rumo aos oceanos que desde o início da nossa nacionalidade têem papel fundamental na essência dos Portugueses.


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Sábado, 28 de Setembro de 2013
A preto e branco.

 

Fotografia de Neal Slavin aquando da sua passagem pela Nazaré em meados do séc. XX. A imagem de um povo que não tinha qualquer vergonha das suas tradições e dos seus costumes, ao contrário dos dias de hoje.


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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
A preto e branco.

 

Em 1905, escrevia-se assim na Illustração Portugueza sobre o catraieiro do rio Tejo: «É o descendente do barqueiro que andava em todas as canções poéticas de há cem anos; um bravo que tinha pelo mar uma paixão, tipo romantico que se filiava na legenda dos gondoleiros de Veneza. Usou barrete vermelho à phrygia, veio do norte, de alguma colonia à beira-mar, encher aqui a missão de passar para o outro lado do rio fidalgos e moçoilas nos dias de cirios ricos.

Não levava mercadorias no seu batel engalanado, deixava isso às embarcações de (?). Ele vivia de conduzir gente para as festas e para a margem bela da Outra Banda. Depois vieram os vapores e o barqueiro entrou a topar a tudo. Deixou as vestes romanticas , fez-se prático, o batel entrou a ser catraio e ele a fazer todos os transportes.

Agora raramente leva gente às festas, vive de conduzir fardos para bordo dos navios que não atracam aos paredões das docas. É um misantropo; mal fala, como se tivesse saudades de outros tempos ou como se esperasse o fim da profissão com alguma nova ideia, por exemplo, a dos barcos automóveis. Mas enquanto eles não vêm, fuma tranquilamente o cachimbo e olha o rio, esperando que o chamem para o trabalho.»


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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
Bússola de dóri dos Grandes Bancos.

 

Esta é uma bússola antiga utilizada pelos pescadores do bacalhau em dóris nos Grandes Bancos (e não só). Possúi a inscrição 2 & 37, o que assume-se ser a data de fabrico Fevereiro de 1937 e a origem é “made in USA”. A caixa em madeira onde tipicamente era guardada tem de dimensões 12 x 12 x 8 cm.
Cada dóri, entre outros vários objectos, levava uma bússola para auxílio nos frequentes nevoeiros dos mares de Norte ou temporais repentinos que podiam afastar um dóri várias milhas do lugre ou escuna.
Os pescadores Portugueses chamavam-lhe também “agulhão de dóri”. 
 
Fotos de trinitymarine.


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Na verdade, típico é os nossos vizinhos da Póvoa ...
Belo quadro pintado ,dois botes um a vela e outro ...
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Pescador da Nazaré ,homem do antigamente ,com traj...
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