Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
1963-65 - Mar do Bacalhau, Mar da Terranova.

 

Documentário de origem desconhecida, aborda a pesca do bacalhau pelos Portugueses com base numa perspectiva religiosa e sua importância para o homem do mar e neste caso, toda a difícil Epopeia do Bacalhau.

Pela narração se depreende que seja um trabalho solicitado pelo aparelho do Estado Novo, e é possível ver a imponência do mar da Groenlândia, os perigosos "growlers" (pequenos pedaços de gelo à deriva) e gigantes icebergues, ou a inevitável descrição das idas a St. John´s.

Outra preciosidade de filme sobre a Faina Maior.



publicado por cachinare às 15:40
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013
1967 - A Frota Branca em St. John´s, Terranova.

 

Este é um curto filme narrado em francês, possivelmente realizado por naturais do Quebec, Canadá, onde ficou registada a frota bacalhoeira Portuguesa em 1967, atracada no porto de St. John´s da Terranova. Mais uma vez o encanto dos nossos bacalhoeiros e a pesca com dóris chamava à atenção.

Acompanhado por uma excelente peça musical, este registo a cores num dia cinzento de chuva, mostra os pescadores Portugueses em grande número pelo cais e nas suas tarefas rotineiras a bordo dos navios atracados lado a lado, navios como o “Luiza Ribau”, o “Pádua” o “São Jorge” ou mesmo o “Gil Eannes”.

Parece ser apenas um excerto de uma peça maior, no entanto foi tudo o que descobri.

 

via NFB – National Film Board of Canada.



publicado por cachinare às 01:35
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013
1988 - O Fantasma da Frota Branca... com legendas.

 

Ao contrário do que muita gente imaginava, a entrada de Portugal na Comunidade Europeia em 1986 trouxe vários custos consigo e os tempos actuais comprovam-no mais do que nunca.

Um desses custos foi o enorme impacto na estrutura das pescas no nosso país, provocando um verdadeiro “holocausto” na pesca tradicional e de pequenas embarcações. Mas também a pesca longínqua, a pesca do bacalhau, sofreu com isso e é precisamente esse aspecto que este trabalho de uma tv Canadiana explora em 1988.

O fantasma de um passado cordial de muitas décadas entre dois países, que deixou marcas em várias gerações.

Um obrigado ao amigo Saraiva pelo envio deste filme, ao qual juntei as legendas em Português.



publicado por cachinare às 13:25
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Sábado, 21 de Setembro de 2013
1922 - Dóris Portugueses.

 

Em 1922, um cinegrafista Francês, Lucien Le Saint, segue para a Terra Nova a bordo de um lugre bacalhoeiro do seu país para registar a pesca do bacalhau. Lá, filmando entre os seus conterrâneos, dois homens por dóri, surgem grupos de Portugueses, tipicamente um homem por dóri. Estão certamente a “zagaiar”, bem próximo uns dos outros.

Na temporada de 1922, Portugal enviava já para os Bancos da Terra Nova 51 veleiros, os quais óbviamente pescavam entre veleiros (e arrastões) de outras nacionalidades. Não é por isso de estranhar que surjam pescadores Portugueses nas filmagens de Le Saint.

São imagens curtas, mas da maior importância, pois serão o registo em filme mais antigo que existe da Faina Maior Portuguesa.

Com legendas em Português.



publicado por cachinare às 11:56
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013
"Navios da Pesca do Bacalhau".

 

«A obra que aqui comentamos é uma interessante exposição de 127 fotografias de navios bacalhoeiros, agora organizada na forma de um livro.

O seu autor - o Capitão da Marinha Mercante, José Ferreira dos Santos - tem um acervo fotográfico constituido por alguns milhares de fotografias de navios, na sua maioria portugueses, devidamente organizado e catalogado. Com base neste acervo tem vindo a organizar interessantes exposições temáticas, designadamente, na Academia de Marinha, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal e no Clube dos Oficiais da Marinha Mercante.

O livro abre com uma “dedicatória”, um preito de homenagem aos tripulantes dos navios bacalhoeiros, cuja vida duríssima, recheada de sacrifícios e provações é aqui recordada. Seguem-se os “agradecimentos” e um prefácio, um texto muito equilibrado assinado pelo Cap. M.M. António Marques da Silva, nosso estimado assinante, em seguida, uma “introdução” e um texto relativo aos navios da pesca do bacalhau, também de carácter introdutório, onde nos é recordado um alvará do Rei D. Manuel I, de 1506, instituindo um imposto sobre aquela pesca. O livro propriamente dito está organizado em capítulos onde nos são apresentadas fotografias dos diversos navios, acompanhadas por uma pequena nota assinalando os seus construtores, proprietários, acidentes e incidentes ocorridos e datas de maior significado. São os seguintes, os seis capítulos: “48 lugres, 2 lugres-patacho e 1 lugre-escuna”, “16 lugres de 4 mastros”, “18 navios-motores de pesca à linha”, “9 navios de redes de emalhar com lanchas”, “13 navios de arrasto lateral” e “20 navios de arrasto pela popa”.

O autor, nosso estimado colaborador, esteve embarcado durante mais de 30 anos em navios de comércio, cargueiros e paquetes. É membro efectivo da Academia de Marinha, investigador histórico-naval, autor de mais de três dezenas de artigos publicados na Revista de Marinha e na Revista da Armada e orador convidado em palestras relativas a assuntos marítimos. Em Julho de 2007 foi agraciado com a Medalha da Cruz Naval, de 1ª classe.

A edição em apreço foi publicada em Outubro de 2012 pela Comissão Cultural de Marinha tendo tido uma tiragem de 300 exemplares e segue a ortografia Pré –Acordo Ortográfico.

A Revista de Marinha felicita vivamente o autor e o editor por uma obra muito interessante e oportuna, que ajudará certamente a preservar a memória da gesta que foi a pesca do bacalhau em “dori” individual, que importa valorizar e recordar.

Embora este livro não tenha intuitos comerciais, juntam-se os contactos do editor, a Comissão Cultural de Marinha, tel 21 097 7300, endereço postal Praça do Império, s/n, 1400-206 Lisboa. O livro encontra-se à venda na loja do Museu de Marinha, com um preço de capa de 10€.»

 

via Revista de Marinha online.



publicado por cachinare às 12:13
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Sexta-feira, 9 de Agosto de 2013
"Embarcações Tradicionais do Estuário do Tejo".
 

«O texto Embarcações Tradicionais do Estuário do Tejo, com o subtítulo contributos para a compreensão da sua evolução funcional, foi recentemente publicado, no âmbito das comemorações do XXV aniversário da ANS–Associação Naval Sarilhense, de Sarilhos Pequenos, concelho da Moita. Este texto sintetiza parte do trabalho de investigação realizado ao abrigo do protocolo de parceria existente entre a ANS e o Instituto de Dinâmica do Espaço da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Esta obra foi apresentada no dia 14 de Julho, no auditório da Biblioteca Municipal da Moita, pela museóloga Graça Filipe, na presença de Rui Garcia, Vice- Presidente da Camara Municipal, de João Figueira de Sousa, Presidente do Instituto de Dinâmica do Espaço, e dos dois co-autores, André Fernandes e Mário Pinto.

O livro em apreço, cerca de cem páginas, muito ilustrado, abre com um prefácio assinado pelo Prof. Dr. Figueira de Sousa, a que se segue a dedicatória ....aos arrais, camaradas e moços do Tejo, também eles homens que nunca tiveram oportunidade de serem meninos ...., uma introdução, seis capítulos, um agradecimento e a bibliografia. Os capítulos abordam, sucessivamente, “A Região do Estuário do Tejo: o contexto territorial das embarcações tradicionais”, “As embarcações tradicionais de carga do estuário do Tejo: tipos e especificidades”, “O transporte fluvial e a organização económico-funcional da região do estuário do Tejo”, “A evolução do sistema de transportes e o declínio das embarcações tradicionais”, “Obsolescência funcional e valorização cultural das embarcações tradicionais” e “As Associações Náuticas e a Preservação das Embarcações Tradicionais; a Associação Naval Sarilhense”.

Neste livro analisa-se a importância económica destas embarcações - fragatas, varinos, botes, botes-de-fragata, botes do pinho, faluas, cangueiros, canoas e catraios - cuja diversidade deriva do material transportado, da área de operação e dos estilos próprios dos estaleiros das diversas povoações. Esboça-se ainda uma intrepretação do processo de formulação destas embarcações como “construtos culturais”, na sequência da sua obsolescência funcional, nos anos 60 do século passado, consequência da construção de pontes no baixo Tejo e do adensar da rede rodoviária na região de Lisboa.

A Revista de Marinha felicita vivamente os autores, André Fernandes e Mário Pinto, e a Editora Sinapis, por um trabalho muito interessante, que nos recorda um passado próximo, ainda com muitos reflexos no presente. Uma palavra de encómio às entidades que viabilizaram esta publicação, designadamente, à Mutúa dos Pescadores e aos Estaleiros Navais Jaime Ferreira da Costa.

Este livro não se encontra à venda no circuito comercial das livrarias; poderá contudo ser obtido por contato direto com a ANS, tel 21 289 5699, e-mail

ansarilhense@gmail.com .»

via Revista de Marinha online.



publicado por cachinare às 10:01
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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
A Revista de Marinha.

 

«A  Revista de Marinha é uma publicação periódica, bimestral, independente, com mais de 76 anos de publicação ininterrupta, que aborda as várias facetas dos assuntos do mar.

O titulo Revista de Marinha é propriedade da firma ENN – Editora Náutica Nacional, Lda, sociedade por quotas, pertencente em partes iguais ao editor e director da revista, V/Alm Alexandre da Fonseca e a sua mulher. Para além da edição da revista,  e de um site de apoio, a ENN edita livros na temática do mar, normalmente apenas um ou dois por ano. Editámos já "Um século de guerra no mar", "Os submarinos na Marinha Portuguesa" e "È o seu navio !" e temos em curso alguns projetos editoriais.

Nem a revista nem a ENN recebem subsidios, quer do Estado, quer de privados, sendo a independencia algo de muito importante, que na nossa optica muito importa preservar.

A presente politica editorial da revista está defenida e é reproduzida regularmente, na página 3, por baixo do prefácio. Curiosamente,  tem muitos  traços da orientação editorial definida  pelo fundador, Mauricio de Oliveira, no seu primeiro numero, em Janeiro de 1937.  O director da revista é apoiado por um Conselho Editorial, presidido pelo Alm. Nuno Vieira Matias, e que integra dezoito personalidades ligadas de um ou outro modo ao mar e às actividades marítimas.

A ENN tem vindo a estabelecer protocolos de cooperação com diversas entidades, designadamente com o IDP – Instituto da Democracia Portuguesa, GAMMA – Grupo de Amigos do Museu de Marinha, AFz- Associação de Fuzileiros, AORN – Associação dos Oficiais da Reserva Naval, ICEA – Instituto de Cultura Europeia e Atlântica, CPAS – Centro Português de Actividades Subaquáticas, ANL – Associação Naval de Lisboa e ANC – Associação Nacional de Cruzeiros. A notoriedade da revista é muito grande no meio marítimo nacional e está em crescendo.

Os seis numeros anuais fazem foco, sucessivamente, em seis temas, a saber: "Marinha de Guerra", "Pesca e Actividades Conexas", "Náutica de Recreio", "Marinha de Comércio", "Mergulho, Ambiente, Ciência & Tecnologia" e "Portos e Actividades Portuárias". Em cada numero a capa, o prefácio e cerca de metade dos artigos são dedicados ao tema em foco.

A revista tem sessenta e oito páginas num formato de  20 x 27 cm, e é  ilustrada, a cores. A estrutura da revista compreende o prólogo, as actualidades nacionais, as noticias dos portos, os artigos, as crónicas, o "escaparate" (recensão de livros ou revistas) , e a "ficha da contracapa",  O prólogo compreende a capa, a "ficha técnica", o prefácio, a politica editorial e o sumário. As actualidades nacionais incluem factos noticiosos relacionados com as actividades marítimas, por vezes acompanhados de um comentário da redacção. As "noticias dos portos" constituem uma secção autónoma, há muitos anos assinada pelo Cte Ferreira da Silva, personalidade de grande prestigio no seio da Marinha Mercante. Seguem-se os "artigos", textos assinados por um autor, em média dez a doze textos, de dimensões variáveis, cerca de metade focados no tema da revista como já referido. Alguns dos autores são lusófonos, do Brasil, Angola, Moçambique e demais países de expressão oficial em português.  As crónicas são secções da responsabilidade de um colaborador, escritas por ele ou por alguém a seu convite, com textos curtos e sintéticos,  cobrindo as áreas "Marinha Mercante - despacho 100", "modelismo", "mergulho", "segurança da navegação", "transportes & logistica", "arqueologia subaquatica", "energia das ondas" e "desportos nauticos". No "escaparate" são feitas recenções a quatro a seis livros ou revistas ligados ao mar. Na contracapa apresenta-se uma "ficha" relativa a um navio de cruzeiro,  acompanhada por uma fotografia.

A Revista de Marinha  pode ser subscrita por assinatura, clássica ou online (através do Quiosque Digital),  ou adquirida nas  bancas de jornais; junta-se em anexo um impresso de um "boletim de assinatura". Existem cerca de mil e duzentos assinantes em Portugal, na sua maioria residentes nas cidades e vilas do litoral e nas Regiões Autónomas. Os assinantes são oficiais das Marinhas Mercante e de Guerra, empresários do sector marítimo, desportistas náuticos ou simples interessados no tema "mar". Os assinantes estrangeiros são cerca de quarenta, na sua maioria dos países lusófonos. A revista é enviada através do Instituto Camões (75 exemplares) para os Centros de Cultura e Bibliotecas Portuguesas por este geridas, e através da Marinha (30 exemplares), para as Marinhas dos países lusófonos. Os "centros de decisão" governamentais e empresariais na  área do "mar", quer por assinatura, quer por oferta, recebem regularmente a revista. Como referido, poderá também ser adquirida em cerca de quinhentos postos de venda, sendo distribuida pela firma distribuidora VASP. O numero de exemplares vendidos em banca, contudo,  é muito variavel, concentrando-se nas cidades do litoral e das ilhas dos Açores e da Madeira.  A revista está também à venda em Bruxelas, na livraria Orfeu, e é distribuida em Angola através da firma SONADI.

A revista tem uma tiragem de 3.000 exemplares, sendo a maquetagem e a impressão da responsabilidade da firma Estria, s.a. O site www.revistademarinha.com, propriedade da ENN, Lda, como atrás referido, trabalha em coordenação com a revista.»

Revista de Marinha

 

 



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Domingo, 7 de Abril de 2013
As embarcações tradicionais do Tejo.


publicado por cachinare às 23:40
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
ADERAV - Boletim n.º 13 (Especial) - Maio 1985.

A ADERAV (Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro), publicou durante os anos 80 vários boletins relacionados com os seus propósitos e um deles foi este, dedicado à pesca do bacalhau tão presente na região de Aveiro desde há séculos. Em específico, este boletim retrata o dóri, figura de destaque na pesca à linha e pelo índice abaixo apresentado depreende-se que é um excelente documento sobre esta pequena embarcação.

Hoje em dia vive-se na chamada sociedade de informação, mas no interesse em desenvolver o gosto nas pessoas pelas “cousas navais”, falta disponibilizar muito ao público. Há imensos materiais guardados entre paredes que mais disponíveis e publicitados, seriam também ferramentas de desenvolvimento dessas “cousas navais” por parte do comum público.
Por exemplo na vizinha Galiza, associações oferecem planos de barcos tradicionais na internet. Juntamente com imenso trabalho de promoção há mais de 20 anos, o resultado está à vista. A construção naval tradicional renasceu, grupos e associações náuticas não param de nascer, várias com o seu único barco, onde participam nas muitas regatas anuais, dentro e fora da Galiza. Internacionalmente, a Galiza é já provavelmente a região da Europa mais afamada com os seus barcos tradicionais. Como disse, as instituições deram as ferramentas e incentivos à população e esta não hesitou em querer construir a sua réplica de barco tradicional, mantendo a memória de pais e avós viva. A festa da vida marítima na Galiza é hoje em dia muito presente e dá gosto apreciar.
Fica o registo da existência deste boletim.

      1.2 - Os navios de pesca à linha - pp. 5-6
      1.3 - O bacalhau - p. 7
      1.4 - A pesca. À laia de reconstituição - pp. 7-11
2. - O dóri (pp. 11-27)
       2.1 - Origem do termo - p. 11
       2.2 - Descrição do dóri - pp. 11-27
                2.2.1 - O modelo - p. 11
                2.2.2 - O casco - pp. 11-16
                2.2.3 - Velame - pp. 16-18
                2.2.4 - Palamenta - pp. 18-21
                2.2.5 - Sistemas de pesca - pp. 21-22
       2.3 - Construção dos dóris - pp. 22-27
                2.3.1 - Modo de construção - p. 22-23
                2.3.2 - O material - p. 24
                2.3.3 - Montagem - pp. 24-26
                2.3.4 - Acabamentos - pp. 26-27
 
Agradecimentos e resumo em português e inglês - pp. 2-4
1. - Introdução (pp. 5-11)
      1.1 - Esboço progresso - p. 5
3. - Últimas palavras - p. 27
       Glossário - pp. 28-32
       Bibliografia - p. 33
Noticiário-Intervenção - pp. 34-36


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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
O "Santa Maria Manuela" bateu.

 

Em 2011, aquando do périplo do lugre-motor "Santa Maria Manuela" pelo Canadá, na sua passagem pelo Quebec teve um pequeno acidente nas manobras dentro do porto. Levou pela frente uma pequena embarcação, mas sem danos de maior. Fica o vídeo.

 

via Bacalhoeiros de Portugal.



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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012
"Argus", bandeira do pescador português.
 

«Este navio teve duas vidas e está a caminho da terceira. Foi bacalhoeiro português nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Foi cruzeiro turístico nas Caraíbas, quem sabe se não foi como um barco do amor. E agora, que regressou ao país de origem depois de ter sido resgatado do abate nas Antilhas Holandesas, a ideia é torná-lo num navio-memória da sua primeira vida. O Argus ficou célebre mundialmente, tudo por causa de um livro que apareceu em 1951 nas principais livrarias de Londres e Nova Iorque e, pouco depois, em Portugal: A Campanha do Argus — Uma Viagem na Pesca do Bacalhau.»

 

por Teresa Firmino, PÚBLICO, 07/10/2012.

 

Gostei bastante deste pequeno trabalho sobre um navio icónico na história marítima portuguesa, um navio cuja situação precária acompanhei “de perto” via internet ainda antes de ter sido salvo pela Pascoal e que ficou registada em vários artigos neste mesmo blogue.

Dá gosto ver o vigor das palavras de Aníbal Paião e a forma como entende a importância deste passado marítimo português ligado à pesca no Atlântico Norte, um passado pela qual passou a sua família, passou a minha e a de muitos outros milhares por Portugal fora.

Aguardamos pacientemente o renascer do enorme “Argus”.



publicado por cachinare às 00:34
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012
“Milena-1948, Memórias de uma Campanha”.

 

«Aquela que seria mais uma viagem para a pesca do bacalhau revelou-se bastante atribulada. Essas memórias foram, agora, imortalizadas por Armindo Bagão da Silva.

Os azares começaram a ameaçar o navio “Milena” assim que saiu da barra de Aveiro para se fazer ao mar em mais uma campanha da pesca do bacalhau. Corria o ano de 1948 e a bordo daquele lugre de quatro mastros, entre todos os tripulantes, seguia o ilhavense Armindo Bagão da Silva, na altura um jovem de 15 anos, que cumpria a sua segunda viagem à pesca do bacalhau. Foi uma campanha atribulada, marcada por várias desventuras, que Armindo Bagão da Silva, actualmente com 80 anos, e a residir no Canadá, decidiu passar para o papel.

 


“Este é um relato de alguém que esteve a viver tudo por dentro e a participar activamente nas tarefas de bordo”, destaca João Bagão Silva, sobrinho do autor deste livro onde não faltam aventuras para contar. “Aconteceu de tudo um pouco, desde um temporal em que uma vaga levou cinco para fora de borda e foi o próprio mar que voltou a levá-los para dentro do navio. Infelizmente, só voltaram quatro. Perdeu-se um tripulante”, relata João Bagão Silva, a propósito dos episódios que surgem retratados neste livro que é editado pelo jornal “O Ilhavense”.
Para o sobrinho do autor, é “lícito estabelecer-se um vínculo de complementaridade entre este testemunho de Armindo Bagão da Silva e “A Campanha do Argus”, de Alan Villiers – obra canónica sobre a pesca à linha do bacalhau, no contexto da apelidada white fleet”. “Passo a explicar: é que se naquela magnificente obra somos brindados com uma descrição apaixonada, embora toldada por parâmetros de rigor e de erudição, do que era a vida a bordo de um lugre – registada por alguém que tem uma visão ‘externa’ de um momento muito particular da nossa história marítima –, Armindo Bagão da Silva, por seu turno, oferece-nos uma viagem ao interior da viagem – passe o pleonasmo – num relato em que é simultaneamente narrador e protagonista”, escreve João Bagão Silva no prefácio de “Milena-1948, Memórias de uma Campanha”.»

 

artigo de Maria José Santana – 22-11-2012 - Diário de Aveiro



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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
Caxinas - Código de Bairro.

 

Mais um trabalho em filme sobre a comunidade de Caxinas, recentemente passado na RTP.
Homens, mulheres, rostos, sorrisos, amarguras e alegrias deste povo ligado ao mar, com uma ótima banda sonora a acompanhar. Embora possam parecer já algo repetitivas as sucessivas reportagens nas Caxinas nos últimos anos, a verdade é que daqui a 25 anos muita da gente gostará de rever o passado, os casarios e as pessoas que já se foram, seja nas Caxinas ou noutro sítio qualquer.



publicado por cachinare às 01:11
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012
2011 – O Regresso da Frota Branca... com legendas.

 

Emitido este ano pela estação canadiana CBC Terranova e Labrador, este fantástico trabalho de Peter Walsh / Nine Island Productions e sua equipa narra a história do antigo lugre-motor bacalhoeiro "Santa Maria Manuela", a sua recuperação total entre 2007-2010 pela firma Pascoal, e a sua carismática viagem a St. John´s em 2011, recordando os laços intemporais entre Portugal e a Terranova.

Extremamente detalhado e bem informado, este documentário ajuda a elevar todo o esforço levado a cabo pela Pascoal S.A. nomeadamente pelo Dr. Aníbal Paião para recuperar este pedaço da história do Portugal piscatório e marítimo do século XX e como se não bastasse aliando a ele a compra do antigo e mítico “Argus”, que aguarda igual futuro. Hajam mais visionários que respeitam e amam o Mar Português desta forma, pois o mundo há séculos que nos admira... precisamente pela via do Mar.

Um documentário agora legendado em português.

 

original em http://www.cbc.ca/nl/features/presents/return-of-the-white-fleet/



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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
"Moliceiros - A Memória da Ria", em Lisboa.


publicado por cachinare às 18:33
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Revista T.E.A.M. nr.2.

 

Já está disponível para leitura grátis o número 2 da revista de modelismo naval da associação T.E.A.M., da Gafanha da Nazaré. Um excelente trabalho levado a cabo por esta associação, que leva a paixão pelo modelismo naval ao seu expoente máximo, não só pelos modelos que elaboram, mas também pelo complemento de uma revista. Basta clicar na imagem para aceder à revista.

Ainda há dias trabalhava eu nos meus modelos usando molas e esta dica vem mesmo a calhar, para as transformar em grampos



publicado por cachinare às 22:42
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