Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Memórias de uma Terra -Vila Chã, Vila do Conde.

 

«Foi inaugurado em Vila Chã no passado sábado, 21 de Abril, o espaço museológico “Memórias de uma Terra”. Este pequeno núcleo é dedicado à pesca e aos pescadores desta freguesia, e conta com a réplica de uma Catraia de Vila Chã recentemente construída. O acervo é também  constituído por uma mostra fotográfica, um conjunto de utensílios de pesca originais, assim como algumas réplicas, e ainda um dóri do bacalhau. Clique aqui para aceder ao panfleto da exposição.»

 

texto e imagem – blog Opera Associação Cultural.

 

Finalmente abre ao público este belo espaço sobre Vila Chã e seu passado. Transcrevo o comentário de Albino Gomes sobre esta inauguração, onde é revelado o horário e dias de funcionamento: “No passado Sábado 21 de Abril, teve lugar na freguesia de Vila Chã, a inauguração de um Núcleo de Exposição, essencialmente vocacionado para a divulgação de tão rico património marítimo, daquela freguesia. Segundo nos informaram a abertura é a seguinte: Terça, Quinta e Sábado, da parte de manhã; Domingos estará aberto todo o dia. Visita recomendada, pois merece ser apreciada.»

 

Núcleo Expositivo “Memórias de uma Terra”

Travessa do Sol

4485-743 -Vila Chã, Vila do Conde.

Telf. 229 285 607



publicado por cachinare às 21:42
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Da minha terra.

 

 

Um pescador provavelmente de Vila Chã, Vila do Conde com a típica nassa da faneca ou “galricho”. Era nesta comunidade que se construíam as conhecidas catraias fanequeiras e Maria Teresa de M. Lino Netto na sua excelente obra dos anos 40 sobre os pescadores locais refere o seguinte:

«Nassa da faneca, é um círculo de ferro, que tem de diâmetro cerca de 1 metro, e ao qual está presa a rede em forma de saco. O círculo é cortado por 4 peças móveis, perpendiculares, às quais se fixa a isca. É fundeado onde se sente a faneca, a qual logo começa a acudir à isca. Puxa-se então de repente por um cabo fixo na junção das peças, que se erguem, ficando o peixe dentro do saco. Não é usado na Bajoca, e em Vila-Chã dão-lhe o nome de galricho.»



publicado por cachinare às 19:39
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Da minha terra.

 

 

A serenidade da foz do rio Ave em Vila do Conde.

 



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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
Da minha terra.

 

 

 Um pescador de Vila do Conde que poderia bem ilustrar os textos de Raúl Brandão, pois a foto é contemporânea dele.

 



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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Da minha terra.

 

A pequena doca dos pescadores de Vila do Conde, com a inconfundível capela de Nossa Senhora do Socorro, mandada construir em 1599 por Gaspar Manuel, um piloto-mor das carreiras da Índia, China e Japão que custeou as obras e terá sido influenciado pela arquitectura do Oriente. Os típicos barcos tradicionais de pesca da altura, até cerca de 6 metros, aqui revelando toda a sua variedade de cores e tipologias de construção, não faltando à direita um belíssimo barco de Vila Chã. Que bonita era esta Vila do Conde de barcos.



publicado por cachinare às 00:05
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
Da minha terra.

 

A “Favita”, que aqui deu nome a esta bonita motora vilacondense, é o pequeno lugar junto ao mar, entre a Póvoa de Varzim, Poça da Barca e Caxinas, onde há muito se varavam os barcos à vela, principalmente dos pescadores que aí viviam ou na Poça da Barca. Será por dizer, a orla marítima da Poça da Barca, o local onde sempre vivi.



publicado por cachinare às 00:04
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Da minha terra.

 

 

Capa de uma Ilustração Portugueza com referência a Vila do Conde, mas mais uma vez fico na dúvida. Também existiram algumas bateiras no rio Ave, no entanto a matrícula desta é P, de Porto.

 



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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 40, 41.

2 e 3 de Novembro - Terça e Quarta-feira

 

Calafetar

 

Usei algodão que ainda tinha em reserva. para calafetar usei um ferro de calafate e um martelo. Poderia ter usado um macete. O calafeto veda completamente a embarcação. Para realizar esta operação de calafetar tenho de abrir ligeiramente as juntas das tábuas porque estas ficam muito ajustadas durante a colocação. Antigamente o calafate era o artesão especialista desta tarefa. Principalmente nos grandes estaleiros. No entanto eu sempre calafetei os meus barcos. Assim era também com o meu tio avô Caseiro. Comecei pelo lado esquerdo e no dia 3 fiz o lado direito.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 



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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 39.

29 de Outubro - Sexta-feira

 

Pontaletes e carlinga

 

Fiz e coloquei os pontaletes - servem para dar mais firmeza aos bancos e também para pregar as panas, de proa e de ré. Coloquei a carlinga (em cima das cavernas 5 e 6 de proa e o enchimento de proa) para servir de apoio ao mastro à proa, e fiz o buraco (a enora) no banco da proa para colocar o mastro.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 



publicado por cachinare às 11:19
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 38.

28 de Outubro - Quinta-feira

 

Paneiro e pana de proa

 

Fiz e coloquei o paneiro de proa e as panas de proa.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 



publicado por cachinare às 08:55
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
As embarcações tradicionais em Vila do Conde, 2011.

 

Algumas imagens dos barcos participantes no último Encontro de Embarcações Tradicionais em Vila do Conde, há cerca de semana e meia.

Basta clicar na imagem para ver o album.

 

Fotos de Fernando Loureiro Ferreira.



publicado por cachinare às 10:03
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 37.

27 de Outubro - Quarta-feira

 

Paneiro e pana de ré

 

Fiz e coloquei um paneiro de ré e uma pana de ré. O paneiro serve para manter a seco peças com que o mestre está a trabalhar ou que não necessita. Caso contrário ficariam no fundo, fora de mão e a embaraçar.

A pana divide, por exemplo, as artes que se colocam em diferentes quartéis, evitando que se enrasquem umas nas outras.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 35, 36.

25 e 26 de Outubro - Segunda e Terça-feira

 

Paneirinha e castanholas

 

Na Segunda-feira risquei e acertei uma paneirinha - peça a colocar por baixo da buçarda de ré, que serve para o mestre colocar peças miúdas, por exmplo uma agulha de consertar redes ou uma navalha.

Risquei também as cinco castanholas que servem para manter o tolete na posição certa. Na Terça-feira coloquei uma paneirinha por baixo da buçarda de ré e coloquei as 5 castanholas feitas no dia anterior. Foram colocadas abaixo das remadouras, entre o costado e a draga de baixo, duas do lado esquerdo, e três do lado direito.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



publicado por cachinare às 11:12
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Domingo, 26 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 34.

22 de Outubro - Sexta-feira

 

Dragas e verdugos

 

Boleei os verdugos, que neste caso é arredondar a melhor face da tábua.

Os verdugos saem os dois de uma mesma tábua - uma tira curva de 7 cm de largura e 2 cm de espessura. Boleei as dragas nas duas faces. As dragas, por seu lado, vêm de outra tábua mais fina, e ficam com cerca de 1,5 cm de espessura e 5 cm de largura. Comecei a deitar os verdugos da ré para a proa e da esquerda para a direita. As dragas foram também colocadas segundo a mesma lógica.

Os verdugos e as dragas foram serrados com  a serra de volta e acabados com a plaina.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



publicado por cachinare às 21:47
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 33.

21 de Outubro - Quinta-feira

 

Talabordos

 

Risquei e coloquei os talabordos em cima da embarcação. Risquei duas dragas de cima e dois verdugos redondos.

As dragas e os verdugos firmam a embarcação. O conjunto formado pelo talabordo e o verdugo redondo facilita o trabalho das redes na embarcação evitando que se prendam no costado. Também embeleza a embarcação.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



publicado por cachinare às 14:01
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 32.

20 de Outubro - Quarta-feira

 

Gaiva e aperfeiçoamento dos cabeços

 

A gaiva - que é uma peça no bico da proa para alar o cabo de ancorar a embarcação - foi riscada e colocada no lugar. Os cabeços dos braços e enchimentos, que tinham sido deixados em grosso, e com as quinas vivas, foram aperfeiçoados a formão.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



publicado por cachinare às 18:51
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