Terça-feira, 11 de Março de 2014
Aquele Portugal.

 

«És forte como o mar, feliz como a sereia.

És como peixe a nadar, fino, tal como areia.

Perspicaz como a gaivota, rápido como o peixe-espada,

Leve como a branca vela levada pela nortada.

O teu corpo musculado, o jeito do teu andar,

Os teus braços calejados dos remos tanto puxar.

Tuas redes estão desertas mas olhas o mar de frente.

Para a faina, logo despertas: voltas ao mar novamente.

Pescador, homem rude! Na tua face crispada,

Que esse encanto não mude – tens muito e não tens nada.

Uma vida de tormento para não pedir esmola.

Tanto peixe e tanto vento p´ra morrer junto da aiola.»

 

Manuel Chochinha, pescador de Sesimbra - 2008.



publicado por cachinare às 11:12
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