Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 40, 41.

2 e 3 de Novembro - Terça e Quarta-feira

 

Calafetar

 

Usei algodão que ainda tinha em reserva. para calafetar usei um ferro de calafate e um martelo. Poderia ter usado um macete. O calafeto veda completamente a embarcação. Para realizar esta operação de calafetar tenho de abrir ligeiramente as juntas das tábuas porque estas ficam muito ajustadas durante a colocação. Antigamente o calafate era o artesão especialista desta tarefa. Principalmente nos grandes estaleiros. No entanto eu sempre calafetei os meus barcos. Assim era também com o meu tio avô Caseiro. Comecei pelo lado esquerdo e no dia 3 fiz o lado direito.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 



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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 39.

29 de Outubro - Sexta-feira

 

Pontaletes e carlinga

 

Fiz e coloquei os pontaletes - servem para dar mais firmeza aos bancos e também para pregar as panas, de proa e de ré. Coloquei a carlinga (em cima das cavernas 5 e 6 de proa e o enchimento de proa) para servir de apoio ao mastro à proa, e fiz o buraco (a enora) no banco da proa para colocar o mastro.

 

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 

 



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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 38.

28 de Outubro - Quinta-feira

 

Paneiro e pana de proa

 

Fiz e coloquei o paneiro de proa e as panas de proa.

 

 

 

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Terça-feira, 28 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 37.

27 de Outubro - Quarta-feira

 

Paneiro e pana de ré

 

Fiz e coloquei um paneiro de ré e uma pana de ré. O paneiro serve para manter a seco peças com que o mestre está a trabalhar ou que não necessita. Caso contrário ficariam no fundo, fora de mão e a embaraçar.

A pana divide, por exemplo, as artes que se colocam em diferentes quartéis, evitando que se enrasquem umas nas outras.

 

 

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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 35, 36.

25 e 26 de Outubro - Segunda e Terça-feira

 

Paneirinha e castanholas

 

Na Segunda-feira risquei e acertei uma paneirinha - peça a colocar por baixo da buçarda de ré, que serve para o mestre colocar peças miúdas, por exmplo uma agulha de consertar redes ou uma navalha.

Risquei também as cinco castanholas que servem para manter o tolete na posição certa. Na Terça-feira coloquei uma paneirinha por baixo da buçarda de ré e coloquei as 5 castanholas feitas no dia anterior. Foram colocadas abaixo das remadouras, entre o costado e a draga de baixo, duas do lado esquerdo, e três do lado direito.

 

 

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Domingo, 26 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 34.

22 de Outubro - Sexta-feira

 

Dragas e verdugos

 

Boleei os verdugos, que neste caso é arredondar a melhor face da tábua.

Os verdugos saem os dois de uma mesma tábua - uma tira curva de 7 cm de largura e 2 cm de espessura. Boleei as dragas nas duas faces. As dragas, por seu lado, vêm de outra tábua mais fina, e ficam com cerca de 1,5 cm de espessura e 5 cm de largura. Comecei a deitar os verdugos da ré para a proa e da esquerda para a direita. As dragas foram também colocadas segundo a mesma lógica.

Os verdugos e as dragas foram serrados com  a serra de volta e acabados com a plaina.

 

 

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 33.

21 de Outubro - Quinta-feira

 

Talabordos

 

Risquei e coloquei os talabordos em cima da embarcação. Risquei duas dragas de cima e dois verdugos redondos.

As dragas e os verdugos firmam a embarcação. O conjunto formado pelo talabordo e o verdugo redondo facilita o trabalho das redes na embarcação evitando que se prendam no costado. Também embeleza a embarcação.

 

 

texto e imagens – projecto CCC – Celebração da Cultura Costeira.

 

 



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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 32.

20 de Outubro - Quarta-feira

 

Gaiva e aperfeiçoamento dos cabeços

 

A gaiva - que é uma peça no bico da proa para alar o cabo de ancorar a embarcação - foi riscada e colocada no lugar. Os cabeços dos braços e enchimentos, que tinham sido deixados em grosso, e com as quinas vivas, foram aperfeiçoados a formão.

 

 

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Domingo, 12 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 31.

19 de Outubro - Terça-feira

 

Remadouras

 

Cortaram-se os cabeços (que são os topos dos braços e dos enchimentos) que ficaram em grosso. Riscaram-se as cinco remadouras no lugar e acertaram-se com a enxó. Escolhi madeira de câmbala. Antigamente fazia-as em carvalho. Como não estava disponível escolhi uma madeira mais resistente que o pinho, porque aguenta melhor o desgaste pelo uso do remo. Ficaram todas colocadas. 

 

 

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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 30.

18 de Outubro - Segunda-feira

 

Repregar, repuxar e plainar

 

Hoje, um vizinho, o "Marreta" (que por acaso está com a marreta, a aguentar em cheio - ajudar o prego a entrar melhor na madeira) ajuda-me.

Repreguei - pôr pregos onde ainda fazem falta - e repuxei todos os pregos colocados na embarcação. A embarcação está deste modo pronta a ser plainada e lixada. Foi usada uma plaina pequena e lixada à mão com lixa de madeira. Usei todo o dia para realizar este conjunto de operações.

 

 

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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 28, 29.

14 e 15 de Outubro - Quinta e Sexta-feira

 

Fechos

 

Com a feitura dos fechos termina-se o costado da embarcação. Faz-se primeiro o fecho da direita e depois o da esquerda. Só depois do primeiro fecho pregado é que se começa com o outro.O fecho é a terceira e última tábua do costado.

Cada tábua é riscada no lugar, do meio para a ré e do meio para a proa. A tábua é depois serrada e são feitas as juntas com a garlopa. Serrei um fecho no dia 14 e outro no dia 15.

Antes de colocar cada fecho é necessário fazer uma fogueira e dar calor directamente ao interior de toda a tábua, fazendo-a vergar aquilo que é necessário. Alternadamente molha-se com água fria a parte de fora da tábua. Dar calor e molhar com água fria vai-se fazendo até que a tábua fique com a tortura desejada.  Imediatamente prega-se a tábua vergada do meio para a ré e do meio para a proa.

 

 

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 27.

13 de Outubro - Quarta-feira

 

Sobrefundo

 

Neste dia tive a ajuda do Sr. Manuel, pescador de Vila Chã. Terminei a colocação do resbordo do lado direito e risquei o sobrefundo que é a tábua que encosta ao resbordo. Encosto depois a tábua virgem ao barco por cima do resbordo. Aperto com grampos contra o barco e risco por dentro. Retira-se para serrar com serra de volta. Com a garlopa fez-se a junta.

Coloca-se do meio para a ré. Também aqui se molha com água quente exactamente como no resbordo. Adriça-se o barco para o lado contrário e repete-se a mesma operação desde o risco até à colocação. Também se trabalha do meio para a proa.

 

 

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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 26.

12 de Outubro - Terça-feira

 

Resbordos

 

Começo a colocar o resbordo do lado esquerdo, do meio para a ré. Molhei várias vezes com água quente à ré e à proa os dois lados do resbordo, e vou molhando sempre. Prego do meio para a ré, volto ao meio e prego do meio para a proa. Uso pregos zincados 4, 5 e 6. O número 6 mais para a ré e para a proa.

Terminada a colocação do resbordo esquerdo volto a embarcação de modo a dar início à colocação do resbordo direito. Também aqui foi necessário ir molhando com água quente à ré e à proa.

 

 

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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 25.

11 de Outubro - Segunda-feira

 

Começar a deitar o fundo da embarcação

 

Adricei a embarcação em cima do banco (pôr ao alto e de lado) e segurei-a para começar a galivar. Encosto a faísca e a olho vejo onde está mais forte ou mais fraca a caverna e vou acertando com a enxó. A tarefa seguinte é abrir bueiras (pequeno furo feito com formão) para escoar a água de caverna para caverna. Volto à embarcação e escolho uma tábua para começar o fundo da embarcação. A primeira tábua do fundo contra a quilha chama-se resbordo. Risquei e serrei o primeiro resbordo do lado esquerdo. Depois risquei a tábua do resbordo direito pelo resbordo da esquerda.

 

 

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Domingo, 22 de Maio de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 23, 24.

8 de Outubro - Sexta-feira

 

Verdugos de baixo (1)

 

Risquei, graminhei e aparelhei os verdugos que foram feitos um pelo outro. Rasguei ainda um alefriz em cada verdugo, na parte de baixo. A partir daqui cada verdugo fica a pertencer a um lado da embarcação.

 

9 de Outubro - Sábado

 

Verdugos (2)

 

O Senhor José da Caxeira ajudou-me durante as tarefas do dia. Comecei pelo verdugo do lado esquerdo, da ré para a proa, e deixei-o apontado à proa e à ré. Fui para o lado direito e fiz as mesmas operações com o outro verdugo. Preguei os dois verdugos que ficaram definitvamente prontos. Há certas tarefas que só podem ser executadas por duas pessoas, como é o caso da pregação dos verdugos.

 

 

 

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
A nova fanequeira de Vila Chã - Dia 22.

7 de Outubro - Quinta-feira

 

Buçardas

 

Risquei, acertei e preparei no lugar as buçardas de proa e de ré . As buçardas ajudam também a prender a embarcação. As cintas, as dragas e os verdugos vão prender na buçarda de proa e de ré.

 

 
 

 

 

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