Domingo, 30 de Novembro de 2014
Revista ARGOS, nr.2 - Museu Marítimo de Ílhavo.

argos revista museu ilhavo 2014

   

«Este segundo número da Argos, revista do Museu Marítimo Ílhavo, é dedicado à museologia marítima e à herança cultural que os museus que assim se definem procuram preservar e transmitir. Foi nossa intenção construir um volume capaz de questionar os sentidos da museologia marítima que se pratica em diversos países e em museus que, pelo facto de serem marítimos, têm afinidades próprias de uma comunidade de gentes do mar. A inclusão de vários artigos dedicados ao projecto de admiráveis museus marítimos da Europa, África e Ásia, bem como as reflexões aqui partilhadas por investigadores e responsáveis por museus portugueses, permitirão que a Argos agite as águas mornas da museologia portuguesa, até hoje pouco sensível à realidade dos museus do mar.»

 

Índice

 

Editorial | Álvaro Garrido


O lugar dos museus marítimos no panorama museológico português | ICOM Portugal – José Picas do Vale

 

a museologia marítima em debate

 

Maritime museums in an Asian context and a globalized world | Stephen Davies

 

Museos, patrimonio marítimo e investigación científica | Juan-Luis Alegret

 

A centralidade do projeto cultural para museus de temática marítima | José Picas do Vale

 

perfis de museus marítimos

 

Entrevista a Frits Loomeijer

 

Le Musée de la Marine dans le paysage culturel maritime français | Denis-Michel Boëll

 

Museus com temática marítima: a relação com as comunidades e a inovação em práticas museais | Graça Filipe

 

Maritime craft heritage - Reflections from the Viking Ship Museum in Roskilde | Tinna Damgård-Sørensen e Morten Ravn

 

projetos e instituições

 

A missão do Museu de Marinha | António Costa Canas

 

O Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores (IPBIA) | Márcia Dutra

 

Bind’ó Peixe, memória das Caxinas ao jeito de pregão | Abel Coentrão

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Investigação

 

A Cultura Material das Comunidades Marítimas | Nuno Miguel Costa

 

Serviços Educativos em Museus Marítimos: a ponte entre margens | Ana Catarina Nunes

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Documentação

 

O Porto de Aveiro e o seu arquivo histórico | Nuno Silva Costa

 

Museu Marítimo de Ílhavo – Exposição

 

La Ílhava portuguesa, belleza ancestral sobre el agua | Mercedes Peláez

 

Um Kayak Groenlandês: Artefacto «esquisito» no Museu Marítimo de Ílhavo | Rui Mello Freitag

 

O barco moliceiro, ex-libris lagunar | Ana Maria Lopes

 

O Aquário de Bacalhau do Atlântico do MMI | Rui Rocha e João Bastião

 

Experiência Museológica Internacional

 

O Museu das Pescas de Moçambique: um projeto em construção | Larsen Vales

 

Dossier Visual

 

O Museu Marítimo de Ílhavo, Concurso para Reabilitação e Ampliação | Nuno Mateusz

 

A revista encontra-se disponível na livraria do Museu Marítimo de Ílhavo | € 15,00

 

in Museu Marítimo de Ílhavo



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014
Fáskrúðsfjörður e os “pescadores da Islândia”.

Fáskrúðsfjörður não é mais que um profundo e bonito fjord na costa Leste da Islândia. É também a principal estação de pesca ao bacalhau utilizada pelos pescadores Franceses durante as campanhas de pesca do passado neste país. Entre 1850 e 1914, nalgumas campanhas chegaram a ser cerca de 120 escunas e 5.000 marinheiros provenientes de Dunquerque, Paimpol ou Lorient a vir em trabalho de pesca nestas águas da Islândia. Vinham a terra com mercadorias para troca, como por exemplo vinho ou conhaque que trocavam por roupas e mantimentos frescos. Simples relações de trabalho ou amizade, formaram-se ligações entre os habitantes do fjord e os pescadores e hoje em dia a povoação guarda memórias dessa época.

Na faina os homens estavam munidos de linhas-de-mão e recebiam um pagamento proporcional à quantidade pescada, pelo menos 6.000 bacalhaus cada um por campanha. As condições de vida difíceis a bordo dos navios, a alimentação pouco variada e o clima adverso eram favoráveis a doenças, escorbuto, pneumonia e tuberculose, originando chagas e frieiras. Uma casa construída para os doentes deixou de ser suficiente por alturas de 1897 e vários navios-hospital começaram a suceder-se sobre as zonas de pesca.
O primeiro destes navios, o “Saint-Paul” encalharia trágicamente no estuário arenoso do rio Kúðafljót a 4 de Abril de 1899. Os seus 20 ocupantes foram todos socorridos e os destroços seriam vendidos em leilão, como era tradição nalguns naufrágios; madeiras, velas e cordames, medicamentos, louças, cobertores, rações de comida e barris de rum, conhaque ou vinho, 900 garrafas de vinho tinto. Este navio tornou-se uma mina para os camponeses das povoações vizinhas que estavam habituadas a naufrágios frequentes na zona até aos anos 1950s. Como a venda estava programada para durar 3 dias, foi decidido guardar para o fim os lotes de álcool, de modo a não apressar o seu consumo. Ao visitar o museu de Skógar, descobre-se por exemplo que a madeira do soalho de uma das salas de exposição provém precisamente do “Saint-Paul”.
Ao todo cerca de 400 escunas foram vítimas de naufrágios, tendo-se perdido 15 numa só ocasião de temporal, destroçadas pela costa Sul do país. Para chegar às águas calmas de Fáskrúðsfjörður, era necessário evitar os escolhos dos cabos bem como as ilhas Andey e Skrúður que lhe guardavam a entrada. Com a falta de botes de salvamento a bordo (para ganhar em tonelagem de carga), mais a incompetência de certos capitães adicionada ao alcoolismo eram igualmente as causas de desastres.
À entrada da povoação encontra-se um cemitério fechado onde repousam 49 marinheiros Franceses e Belgas, mas muitos outros ficaram sem sepultura.
O pequeno museu da vila engloba fotografias antigas, cartas e textos da vida dos pescadores, nas quais a rudeza do trabalho e do clima, assim como as saudades de casa são repetidamente evocadas. Numerosos objectos e vestimentas e mesmo um documentário televisivo permitem ao visitante mergulhar na atmosfera da época. A leitura de um diário de bordo datado de 1910 permite a percepção da actividade nos portos e nas estações baleeiras do início do séc. XX.


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Sábado, 6 de Abril de 2013
As tradições piscatórias da Afurada.

 

«Centro Interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro foi inaugurado nesta sexta-feira, 22-3-2013.

A Câmara de Gaia inaugurou esta sexta-feira o Centro interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro, após requalificação de antigos armazéns daquela localidade.

Lá dentro, volta a haver espaço para aprestos de pesca, agora enquadrados com outros elementos de uma exposição permamente que enaltece as tradições piscatórias desta freguesia. 

Numa área aproximada de 400 metros quadrados há espaço para uma mostra permanente e exposições temporárias, uma zona para exibição de barcos tradicionais e outra para expor uma colecção de conchas e corais. O centro foi perspectivado como um complemento da Reserva Natural do Estuário do Douro, uma parceria entre o Parque Biológico de Gaia e a Administração dos Portos do Douro e Leixões. O administrador do Parque Biológico, Nuno Oliveira espera que este lugar “identitário e relacional” dinamize a Afurada e promova a visitação por parte dos turistas.»

 

via PÚBLICO e com Lusa 22/03/2013



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Sábado, 8 de Dezembro de 2012
Bacalhaus para o aquário do Museu de Ílhavo chegaram... congelados.

 

«As três dezenas de peixes juvenis, com cerca de um ano de vida, e que se destinavam à nova estrutura do Museu Marítimo de Ílhavo, terão sido vítimas de negligência no transporte

Os trinta bacalhaus que partiram esta segunda-feira da Noruega - para uma longa viagem, de avião e de transporte rodoviário -, saíram de Alesund, passaram por Oslo, aterraram em Lisboa e seguiram daqui por estrada até à cidade de Ílhavo, onde, por esta hora, já deviam estar a nadar, nos tanques de quarentena. Destinavam-se ao primeiro aquário de bacalhaus do país. Mas chegaram mortos.

A expectativa era grande, mas rapidamente passou a desilusão. Assim que se abriu a primeira caixa de transporte, já depois das 23h, a consternação tomou conta da equipa do Museu Marítimo de Ílhavo e da empresa ADN – que está a proceder à montagem do aquário com inauguração anunciada para breve na unidade museológica. Dentro das caixas, opacas, os peixes, com cerca de 30 centímetros e 1,5 quilos, em média, estavam completamente envoltos por blocos de gelo. “Só pode ter sido falta de cuidado da parte da carga no avião”, atirava um dos técnicos que acompanhou a operação, que devia ter culminado com a entrada dos bacalhaus nos tanques de água onde iriam ficar em quarentena até entrarem no aquário.

“Nunca aconteceu uma coisa destas. Transportamos peixes vindos da Indonésia, em viagens muito mais longas, e corre sempre tudo bem”, comentava Luís Câncio, biólogo da ADN. Resta, agora, apurar responsabilidades pela morte dos peixes, embora esta noite, no museu, toda a gente apostasse que a falha ocorreu a grande altitude, entre Oslo e Lisboa. “Os animais vivos têm de ser transportados em porões climatizados. Estes bacalhaus de certeza que vieram no porão de baixo e foram sujeitos a uns 50.º negativos”, atirava João Correia, da empresa Flying Sharks.

Uma coisa é certa: estes peixes que eram aguardados com grande expectativa já não vão povoar o futuro aquário de bacalhaus – com inauguração marcada para dia 16. Fica a promessa da Câmara de Ílhavo de fazer tudo para evitar que este revés adie os planos de abrir aquele novo equipamento ao público ainda no decorrer deste mês. “É uma desilusão, mas faremos de tudo para  trazer novos bacalhaus o quanto antes”, assegurou Fernando Caçoilo, vereador da autarquia, que acompanhava a operação.

O aquário de bacalhaus foi construído no âmbito da ampliação do Museu Marítimo de Ílhavo – um investimento de 2,8 milhões de euros, financiado pelo Programa Operacional da Região Centro em 85%. O aquário, especificamente, resulta de uma parceria com o Museu Marítimo de Alesund, na Noruega. A inauguração do tanque de bacalhaus, animais que os portugueses estão habituados a ver no prato mas raramente conseguem ver com vida, deverá encerrar o programa da comemoração dos 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo.

 

por Maria José Santana - in PUBLICO, 4-12-2012.

 

foto ADRIANO MIRANDA.



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Domingo, 29 de Julho de 2012
Museu Marítimo de Ílhavo - 75 anos.


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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012
Inauguração do Museu Marítimo de Esposende.


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Sábado, 14 de Julho de 2012
50 anos com os navios dos Vikings.

 

O Museu do Navio Viking é ao mesmo tempo um museu, uma instituição de pesquisa e um estaleiro activo. Na base da descoberta dos cinco navios viking no fjord de Roskilde (Dinamarca) no início dos anos 60 do séc. XX, o museu apresenta a cultura marítima dos Vikings, as suas embarcações, como se construíam, viagens, comércio e o significado dos navios para a sociedade viking. Tanto no interior do Salão do Navio Viking, que contém as cinco embarcações Skuldelev, como no exterior nas oficinas e no estaleiro, a história é contada acerca do trabalho do museu com os navios ao nível arqueológico, histórico e prático.

Como a muitas outras pessoas, desde criança que os navios dos vikings me fascinam, não só pela sua beleza estética, mas também por terem sido a força motriz que levou os escandinavos desde a América do Norte à Rússia, desde o Mediterrâneo a Constantinopla. Por isso, este museu há muito que está em agenda para visitar e o conjunto de ofertas em volta das embarcações é um excelente exemplo do que um museu marítimo deve proporcionar a quem o visita. É muito importante que as embarcações sejam vivas neste tipo de museus e não apenas “peças de museu” e Roskilde sabe-o desde há muito. O estaleiro do museu não pára e saem de lá constantemente novas embarcações, cujo mote principal é manter as tradições de construção naval escandinava e sempre aberto à visita dos frequentadores do museu. O estaleiro é especialista na reconstrução de barcos antigos, construção de novas réplicas e restauro.

Que bonito seria ver os museus marítimos de Portugal apostarem também nesta vertente, preservando todo o saber local ao nível dos barcos e suas técnicas de construção, barcos esses que foram a principal razão para a existência de um museu... marítimo.

 



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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
Núcleo Museológico de Vila Chã - 3.ª actividade cultural.

 

 

Irá decorrer no dia 7 de Julho de 2012, pelas 21:30h, a 3ª Actividade do núcleo museológico "Memórias de uma Terra", em Vila Chã, Vila do Conde.

Estará subordinada ao tema "Riscos Geológicos" e o convidado especial será o geólogo Serpa Magalhães. Serão discutidos pontos como "Que importância têm a geologia nas populações costeiras" ou "Probabilidades do avanço do mar". - Entrada livre.


video - Neptuno - Brindes e decoração.

 

Núcleo Museológico de Vila Chã

Travessa do Sol

4485-743 -Vila Chã, Vila do Conde.

Telf. 229 285 607



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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Memórias de…Pesca do Bacalhau - Vila Chã, Vila do Conde.

 

«Realiza-se no sábado, dia 28 de Abril pelas 21 horas, no novo “Memórias de uma Terra”, em Vila Chã, Vila do Conde, a primeira do que se pretende que seja um ciclo de palestras em torno do tema da Pesca. Esta, com a designação “Memórias de…Pesca do Bacalhau” contará com Felisberto Costa, o “Feliz”, antigo e conhecido pescador de Vila Chã.»

 

texto – blog Opera Associação Cultural.

 

Núcleo Expositivo “Memórias de uma Terra”

Travessa do Sol

4485-743 -Vila Chã, Vila do Conde.

Telf. 229 285 607



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Memórias de uma Terra -Vila Chã, Vila do Conde.

 

«Foi inaugurado em Vila Chã no passado sábado, 21 de Abril, o espaço museológico “Memórias de uma Terra”. Este pequeno núcleo é dedicado à pesca e aos pescadores desta freguesia, e conta com a réplica de uma Catraia de Vila Chã recentemente construída. O acervo é também  constituído por uma mostra fotográfica, um conjunto de utensílios de pesca originais, assim como algumas réplicas, e ainda um dóri do bacalhau. Clique aqui para aceder ao panfleto da exposição.»

 

texto e imagem – blog Opera Associação Cultural.

 

Finalmente abre ao público este belo espaço sobre Vila Chã e seu passado. Transcrevo o comentário de Albino Gomes sobre esta inauguração, onde é revelado o horário e dias de funcionamento: “No passado Sábado 21 de Abril, teve lugar na freguesia de Vila Chã, a inauguração de um Núcleo de Exposição, essencialmente vocacionado para a divulgação de tão rico património marítimo, daquela freguesia. Segundo nos informaram a abertura é a seguinte: Terça, Quinta e Sábado, da parte de manhã; Domingos estará aberto todo o dia. Visita recomendada, pois merece ser apreciada.»

 

Núcleo Expositivo “Memórias de uma Terra”

Travessa do Sol

4485-743 -Vila Chã, Vila do Conde.

Telf. 229 285 607



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Domingo, 22 de Abril de 2012
Barcos tradicionais portugueses - Desde Inglaterra à Escócia.

 

«Outrora situado no canal e doca de Exeter, condado de Devon, em Inglaterra, o Museu Marítimo foi omitido por muitos como uma das principais atracções locais. Em 1969, uma colecção de 23 barcos e embarcações de vela pertencentes ao major David Goddard, foram exibidos, em conjunto com peças de diversas fontes, no novo Museu Marítimo de Exeter. O museu foi aberto por sir Alec Rose a 27 de Junho de 1969 e um grupo de escoteiros do mar transportaram sir Alec canal acima na réplica de uma barca real que fora usada no filme “Um Homem para todas as Estações”.

Na exibição, encontrava-se um dhow das pérolas, presenteado pelo regente do Bahrain, Shaikh isa Bin Sulman Al Khalifa, o governo do Koweit deu um dow de comércio de dois mastros e 120 toneladas, enquanto que um barco de junco do lago Titicaca e alguns coracles se encontravam também nas exibições iniciais. Havia vários barcos atracados no canal, como o rebocador a vapor “S. Canute”, construído em 1931 na Dinamarca.

Durante os anos 90, os armazéns que acolhiam o museu junto ao canal estavam a precisar de reparações, originando problemas financeiros e o museu viria a fechar em 1997.»

 

adaptado de: Museu Marítimo de Exeter, guias oficiais de 1969, jornais Express e Echo.

 

«O navio de 60 metros “The Shetland Trader” atracou na doca de Eyemouth, Escócia no passado domingo e na segunda-feira desembarcou a sua carga de 59 barcos de diferentes tamanhos e nacionalidades. Fazem parte da maior colecção de barcos tradicionais e clássicos da Grã-Bretanha (mais de 300) e foram trazidos para a sua nova residência em Eyemouth, desde a sua base temporária de Lowestoft, na costa de Suffolk, Inglaterra. A sua chegada é o primeiro passo para aquilo que poderá ser a maior atracção do Berwickshire de leste – um Museu Marítimo.»

 

adaptado de: Berwickshire News, 1-5-2002.

 

«Durante a última década, a Associação Internacional de Barcos à Vela de Eyemouth (EISCA) esteve a reunir o que será provavelmente a maior colecção do mundo de barcos, dentro de armazéns, a qual irá a 29 de Outubro próximo abrir portas ao público pela primeira vez. Alguns destes barcos têm séculos e cerca de 170 vieram da colecção do antigo Museu Marítimo de Exeter.»

 

adaptado de: Berwickshire News, 24-10-2011.

 

Este três pequenos textos resumidos servem para dar uma ideia geral das origens e quase colapso desta imensa colecção de barcos. No entanto, a principal razão deste artigo é o facto de entre esta colecção se encontrarem pelo menos 13 embarcações tradicionais portuguesas, algumas delas já nem existentes em qualquer museu em Portugal, o que os torna em peças extraordinárias. A página online da EISCA “O Mundo dos Barcos” (The World of Boats), indica terem ainda somente 187 barcos listados, dos cerca de 400 e outros tantos 300 modelos à escala. Abaixo deixo pois uma tabela com todos os elementos que encontrei nesta dita página, sobre os 13 portugueses que referi, não se sabendo se existem mais. De referir que os textos explicativos de cada embarcação são de boa qualidade, não obstante uma ou outra incorrecção natural, e parecem ter sido elaborados já em 1969. 

 

 

Tipo

Origem

Data

Nome

Dimensões (m)

 

 

Descrição

Bote Baleeiro

Ilha do Faial

1940

Eliza

C11,31-B1,95

Barco baleeiro de design americano, que durante a sua vida activa caçou 6 cachalotes. A caça ao arpão de cachalotes nos mares em redor dos Açores era a mais eficiente do mundo, embora pouco tenha mudado em 100 anos. Era também longínqua e a mais perigosa. Tal como nos dias do Capt. Ahab e a sua eterna besta Moby Dick, os Açoreanos ainda arpoavam a baleia à mão, ainda se debatiam contra ela pelo braço e ainda mudavam o arpoeiro pelo homem do leme para que este a matasse.

Barco da Xávega (de 4 remos)

Aveiro

-

São Paio

C15,88-B4,39

O barco da xávega é um tipo de barco de pesca lançado a partir da praia, com uma tripulação de 46 homens, 11 para cada remo. Outros 15 homens e 20 bois estavam encarregues no areal de puxar a rede. Já não existem barcos da xávega de 4 remos a operar em Portugal, embora os mais pequenos de 2 remos ainda se usem, com 8 homens por remo. Os arqueólogos consideram este barco ser descendente de embarcações fenícias que alcançaram Portugal desde o Mediterrâneo de leste cerca de 3000 anos atrás.

Dóri

-

-

-

-

Alguns dos homens mais rijos que o mundo conheceu, foram os pescadores-de-dóri, dos Grandes Bancos da Terranova e do Canal da Gronelândia. Embora pescassem durante o Verão, o clima nestas águas é sempre frígido e nunca ameno – e eles pescavam solitários nestes pequeninos botes, trazidos para estas inóspitas águas do ocidente europeu e América do Norte nos conveses dos seus navios-mãe.

Vinham em busca do bacalhau e todos os dias, quando o tempo o permitia, o navio-mãe largava os 30 a 50 dóris, cada um com um só homem, e já pela noite os içava para bordo de novo. Num só dia, um homem podia encher o seu bote duas ou três vezes, pescando com longas linhas com cerca de 500 anzóis, regressando ao navio à vela ou a remos, mas ao fim do dia o seu trabalho não estava terminado, pois era preciso limpar o peixe antes de o salgar no porão. Este método de pesca continuou até finais do séc. XX, desaparecendo em prol do arrasto.

Este dóri veio do lugre português de 4 mastros “Argus”, sobre o qual Alan Villiers escreveu o seu fascinante livro “A Campanha do Argus”. Agradecemos ao Sr. Albano Nogueira, que, como Embaixador de Portugal, abriu a Colecção Ellerman e nos presenteou com esta embarcação, trazida para Inglaterra pela Ellerman Container Line.

Valboeiro

Rio Douro

1977

-

C6,58-B1,83

O valboeiro era usado para a pesca ao sável e como barco de passagem entre comunidades das margens do rio Douro. Era mais fácil às gentes usar o barco do que trepar as margens do rio para alcançar as poucas pontes existentes na altura. Esta embarcação movia-se a remos por um remador de pé, de frente para a proa, de modo a poder ver os obstáculos na água rápida e ao longo das margens escarpadas e pequenas praias arenosas.

Enviada da Chávega

Lisboa

1927

-

C5,39-B2,16-P0,79

Sem descrição.

Meia-Lua

Costa da Caparica

1940

-

C8,23-B2,35

Os barcos denominados meia-lua eram usados para a pesca da sardinha e tinham uma tripulação de 8 homens. Tal como a maior parte dos barcos portugueses no museu, está extinto, e o seu actual substituto possúi proa e popa muito menos pronunciadas.

Bateira

Vila Nova de Gaia

1960

-

C8,20-B1,89

A bateira é provavelmente a forma de embarcação mais comum em Portugal, sendo encontrada ao longo de toda a costa desde Lisboa até ao norte do Porto. A espadela é segura ao mastro e mantida em posição do lado de sotavento, meramente com a pressão do barco.

Chata

Cascais

1973

-

C4,21-B1,71-P0,55

Estas coloridas embarcações eram usadas para pescar a partir da praia de Cascais, hoje uma cidade dormitório de Lisboa. Não havia dois barcos pintados da mesma maneira, e sendo leves, eram transportados acima e abaixo do areal por 6 homens, embora o fundo chato e a areia firme lhes permitisse deslizar sobre rolos de madeira. Neles se largavam potes e armadilhas ao marisco e peixe das áreas rochosas.

Varino

Rio Tejo

1970

Sotero

C19,57-B4,30

O varino e a fragata foram dos últimos tipos de barcos de transporte à vela a operar no rio Tejo e ambos deixaram de se usar por finais dos anos 70 do séc. XX. O “Sotero” foi trazido para Devonport de navio, na Ellerman Container Line.

Masseira

Viana do Castelo

-

-

C4,27-B1,71

Ao contrário da maior parte das embarcações portuguesas, a masseira não deve nada à beleza ou graciosidade, mas é sem dúvida muito prática. Curiosamente, é possível que seja, como um barco puramente português, mais antiga nas origens que qualquer um dos outros barcos. É tida como indígena do norte de Portugal e costa oeste de Espanha. A este respeito, são o equivalente aos Curraghs da Irlanda.

Netinha

Nazaré

1970

-

C4,82-B2,44

Este é um tipo de barco já extinto da Nazaré, a norte de Lisboa. Ao contrário de qualquer outro barco português, possivelmente é de origem francesa. A sua forma deve-se à necessidade de estabilidade, quando lançado contra o mar da praia. Tal como o meia-lua, a popa dos barcos mais recentes era menos lançada. Este barco passava a maior parte da sua vida na praia e era apenas lançado para transportar a rede para o mar, regressando de imediato para a praia.

Moliceiro

Aveiro

1974

-

C15,18-B2,80

A principal função deste barco era a recolha e transporte de algas, usadas como fertilizante, dentro da ria de Aveiro. No entanto era também usado para transportar palha e feno; por outras palavras, era um barco de lavrador. As algas (moliço) eram reunidas com ancinhos e acamadas dentro do barco, tarefa esta levada a cabo com a vela içada ou, à falta de vento, com uma vara até ao leito da ria.

Rabão

Rio Douro

-

-

C9,75-B2,07

Esta embarcação é uma versão mais pequena do barco rabelo e o seu leme é uma sofisticação local, necessária nas zonas rápidas do rio, pois ao contrário de um leme normal, este podia virar a direcção do barco apreciavelmente, quando este pouco avançava. É uma embarcação construída em trincado, mas apresenta diferenças significativas à forma de construção hoje encontrada no norte da Europa. Não possúi quilha ou sobrequilha; uma prancha central percorre todo o fundo e nas amuras, cada uma das pranchas se sobrepõe uma à outra e a última ao fundo.

Este barco foi adquirido pela EISCA em 1974, não se sabendo a data da sua construção.

 

De seguida ficam as imagens dos exemplares portugueses que consegui encontrar, sendo de referir que mesmo um dos crachás do museu original em Exeter ostentava o Barco de Mar português. As restantes fotografias abaixo são do Barco de Mar, Chata, Moliceiro, Rabão e Varino.

 

  
 

 

 



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Sexta-feira, 9 de Março de 2012
“Marie Clarisse” – Charlevoix, Canadá.

 

A escuna “Marie Clarisse” foi lançada à água em Shelburne, Nova Escócia em 1923. De 1923 até 1942 foi usada para a pesca de bacalhau e outras espécies nos mares da Terra Nova e Nova Escócia e depois na cabotagem até 1974. Em 1976 afundou nas águas costeiras do Golfo de São Lourenço, sendo adquirida então pelo oficial de Marinha Alain Canuel que pretendia transformá-la em navio de treino. Pondo a embarcação de novo a flutuar na Baía de Louise, levou-a para o estaleiro de Mailloux em Isle-aux-Coudres.

Em 1977 a escuna receberia o nome “Marie Clarisse”, em memória de uma anterior com o mesmo nome construída em Isle-aux-Coudres em 1908, ajudando a reviver a memória marítima da comunidade de Charlevoix. Em 1978, com medidas para preservar o património marítimo da Província, a escuna foi classificada como propriedade cultural e assim começaria um novo capítulo na vida da embarcação. Em 1983 foi adquirida pela família Dufour que a passou a usar em cruzeiros turísticos em promoção de mansões e hotéis de prestígio da região.
 
 
Durante 18 anos a escuna velejou nas águas do Fjord de Saguenay e em 2001, com a Sociedade Loto-Quebéc como novo proprietário, recebeu um restauro completo no valor de 1 milhão de dólares. Os trabalhos realizaram-se no Inverno de 2002 no estaleiro do Museu Marítimo de Charlevoix e ainda nesse Verão realizara cerca de 80 cruzeiros de promoção turística. Por fim, na Primavera de 2005, o “Marie Clarisse” passou a ser propriedade do Museu Marítimo de Charlevoix, que agora promove cruzeiros para grupos de empresas e associados, sempre centrado na história e paixão marítima.
 
adaptado do site oficial do Museu Marítimo de Charlevoix.
Foto 2 de Marc Piché – in Shipspotting.


publicado por cachinare às 00:28
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Modelismo e Arqueologia Naval - 3.ª sessão, Seixal.

 

«O Ecomuseu Municipal do Seixal vai promover, ao longo do ano lectivo de 2010/2011, um atelier trimestral sobre representação arqueológica, à escala, de embarcações históricas e tradicionais.
A iniciativa denomina-se Atelier “Modelismo e Arqueologia Naval”, decorre no Núcleo Naval do Ecomuseu Municipal do Seixal, na Arrentela, um Sábado por trimestre e inclui uma exposição de modelos em construção, um workshop e uma conferência sobre modelismo e arqueologia naval.
A parte expositiva do atelier está aberta ao público em geral e é constituída por modelos realizados no âmbito das actividades de formação do Ecomuseu e por peças trazidas por participantes externos (sujeitas a selecção). Estas últimas deverão respeitar paradigmas de escala e de rigor construtivo e representar, por ordem de preferência, barcos do Tejo, embarcações nacionais, outros modelos construídos de raiz a partir de planos e/ou documentos originais e, por fim, modelos construídos a partir de caixas de construção comerciais em madeira.
Para cada sessão estão previstos workshops sobre técnicas de preparação e tratamento da madeira, confecção de poleame, colocação de aparelho, fundição de metais, pintura … e um conjunto de conferências sobre a história da construção naval da Antiguidade ao Renascimento, viagens e navegações, barcos tradicionais do Tejo …. (os temas concretos de cada sessão serão oportunamente anunciados).

As sessões do Atelier “Modelismo Naval e Arqueologia” decorrem entre as 10h00 e as 17h00, com intervalo para almoço, e realizam-se nas seguintes datas:


-1ª Sessão: Dia 4 de Dezembro de 2010;
-2ª Sessão: Dia 12 de Março de 2011;
-3ª Sessão: Dia 25 de Junho de 2011;
-4ª Sessão: Dia 17 de Setembro de 2011;


Este atelier pretende ser um ponto de encontro trimestral para quem faz do modelismo um instrumento privilegiado para o estudo, a preservação e a promoção do património marítimo e da história da náutica.

O atelier é de livre acesso. No entanto, para apresentar peças à exposição e participar nos trabalho de formação é necessário realizar uma inscrição prévia, sem custos, por e-mail para carlos.montalvao@cm-seixal.pt , indicando nome, contactos e identificação do modelo a apresentar.
Os participantes são convidados a inscrever-se num almoço de confraternização, sendo que a refeição terá ementa e preço fixo previamente comunicado aos eventuais interessados.
A iniciativa possibilita o encontro e a troca de experiências e da saberes entre amadores e profissionais ligados à prática do modelismo e ao estudo arqueológico das embarcações históricas e tradicionais e é uma excelente oportunidade para vincar as potencialidades do modelismo naval enquanto instrumento privilegiado no fomento do estudo, da conservação e da promoção do património marítimo e da história da náutica.»

 

via Lancha Poveira do Alto.



publicado por cachinare às 19:35
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Museo Marítimo Ría de Bilbao.
Este museu situado em Bilbao, no País Basco, centra-se na vida relacionada com o mar no estuário e porto de Bilbao. A Fundação para o Museu Marítimo da Ría de Bilbao, sua promotora, foi criada em 1996, de modo a construír um museu marítimo nas docas do velho estaleiro naval de Euskalduna, criado em 1900 e encerrado em 1984. Em 1999 a Câmara da cidade concederia o terreno e o museu teve o seu início.
O seu propósito é trazer o mar e mundo náutico aos visitantes, através da sua imersão na história marítima da região, sem fins lucrativos. Com um interior de 7.000 m2, o museu está dividido em 3 áreas dedicadas ao Porto, aos Mercados e Fábricas e por fim ao Estaleiro. No exterior apresenta vários tipos de embarcações em doca seca e tamanho real, aspecto sempre do maior interesse. Nos últimos anos já tem recebido a visita de vários veleiros históricos, entre eles o “Creoula” e a “Sagres II” de Portugal. Inclúi também áreas de lazer, como café e áreas de actividades para os mais novos.
Sem dúvida um local onde se pode passar um bom dia, aprendendo e descobrindo sobre o mar. Vale por certo a pena a visita.
 
Site oficial do Museo Marítimo Ría de Bilbao.


publicado por cachinare às 08:07
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
Tudo num Barco.

 

Museu Marítimo de Ílhavo

9.º Aniversário da Ampliação e Remodelação

21 e 23 de Outubro de 2010

 

«Celebrar o nono aniversário da remodelação e ampliação do Museu Marítimo de Ílhavo significa revivificar o seu projecto singular de promoção da cidadania marítima.

A abertura da exposição Tudo num Barco, uma reflexão sobre as relações entre património marítimo, miniaturismo naval e cultura popular que pretendemos suscitar exibindo uma parte da colecção de modelos de barcos do emblemático Museu de Arte Popular, reactualiza as intenções socioculturais do Museu Marítimo de Ílhavo e permite novos diálogos entre actores diversos da cultura marítima.»

 

PROGRAMA

 

 

21 de Outubro de 2010

: 10h-22h Dia aberto

: Ateliers de Serviço Educativo

: Visitas Guiadas (patrimónios marítimos e arquitectura do Museu)

 

23 de Outubro de 2010

: 17h Palestra “O Mito de Inês de Castro em Os Lusíadas”, pelo Prof. Doutor Manuel Ferro (Univ. de Coimbra), org. MMI/ Confraria Camoniana

: 18h Sessão Comemorativa do 9.º Aniversário da Ampliação e Remodelação do MMI

: exposição Tudo num Barco - Património Marítimo e Cultura Popular

: 18h45 Quarteto de cordas da Orquestra Filarmonia das Beiras (Marés de Música 2010)

 

via Museu Marítimo de Ílhavo



publicado por cachinare às 08:06
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
Museu Marítimo de Ílhavo - 73 anos.

 

«A cultura do mar assume hoje diversas vertentes e múltiplas formas de expressão. A celebração do 73.º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo procura exprimir esta riqueza e diversidade. Intencionalmente, o programa deste dia aberto a todos os públicos combina a abertura de uma exposição invulgar sobre a pesca do bacalhau vista por cientistas estrangeiros, precedida pela exibição de filmes documentais inéditos em Portugal, a apresentação de um catálogo e uma demonstração de nautimodelismo que animará os espaços do Museu em conjugação com ateliers de Serviço Educativo e com uma Festa de Verão “dixieland”».

Programa

7 de Agosto de 2010 - entrada gratuíta
: 21h30 Ciclo de cinema – Apresentação de documentários inéditos sobre a pesca do bacalhau

8 de Agosto de 2010 – entrada gratuíta
: 10h-24h Dia Aberto
: 14h-19h Demonstração de Nautimodelismo no lago do Museu (apoio: T.E.A.M.)
: 10h-18h Ateliers temáticos de Serviço Educativo
: 16h-18h Festa de Verão com FunFarra
: 18h30 Sessão comemorativa
: Inauguração da exposição “Nos Porões da Memória IV”, fotografias de Bodo Ulrich
: Apresentação do catálogo da exposição de pintura Mares Modernos
: Lançamento do Concurso de Modelismo Náutico MMI 2010/2011
: 22h Espectáculo de fados Festa de Verão das Comunidades, com jovens e consagrados intérpretes do Fado - Transmissão RDP

 

via Museu Marítimo de Ílhavo



publicado por cachinare às 08:02
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Queria saber Quem deu o nome ao barco
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