Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022
Livro: Artur Pastor - Portugal país de contrastes

MockUp_ArturPastor.png

"Portugal não se visita apenas com o olhar porque se sente, também, com o coração”, foram as palavras de Artur Pastor que serviram de mote ao livro que assinala o centenário do seu nascimento, e que agora já se encontra à venda.

A publicação que assinala o centenário do nascimento de Artur Pastor visa dar a conhecer a obra deste fotógrafo ímpar e a sua visão de Portugal, um país desaparecido e alterado na memória dos mais novos, mas refletindo um passado presente para os que o viveram. A iniciativa resulta de uma co-edição da Câmara Municipal de Lisboa e da editora Majericon.

Este roteiro fotográfico agora disponível, resulta de um trabalho de parceria desenvolvido ao longo de dois anos entre entre o Arquivo Fotográfico e a editora Majericon, com o objetivo de selecionar e trazer a público um conjunto de imagens representativas do país visto por Artur Pastor - o qual ele próprio denominou como, “Portugal, um país de contrastes”.

A publicação é composta por uma seleção de cerca de 250 fotografias a preto e branco, através da qual é possível perceber a personalidade do fotógrafo e a sua sensibilidade para a fotografia.

Tomando como ponto de partida o texto 'Portugal um país de contrastes', escrito por Artur Pastor em abril de 1954 para a revista Portugal Ilustrado, e o seu testemunho “Portugal não se visita apenas com o olhar porque se sente, também, com o coração”, este livro constitui-se como um roteiro fotográfico sobre o legado deixado pelo fotógrafo Artur Pastor, evocando o seu desassossego ambivalente, em torno da escrita e da fotografia, do litoral e do interior ou da ruralidade e da modernidade.

A publicação encontra-se à venda nas instalações do Arquivo Municipal de Lisboa, livrarias e pode ser adquirida online através da página da editora em www.majericon.com. Estará também disponível na Loja BLX – Bibliotecas de Lisboa a partir do início de dezembro.
A apresentação pública do livro está prevista para o próximo mês de janeiro, nas instalações do Arquivo Fotográfico em horário e data a anunciar.

Tamanho 22.6 cm x 22.7 cm | 264 páginas | Capa dura | ISBN 978-98-93336-53-3 | PVP 35,00€
Textos em Português, Inglês e Francês

Artur Pastor | nota biográfica

Artur Pastor nasceu em Alter do Chão, a 1 de maio de 1922. Concluiu o curso de Regente Agrícola em Évora, na Herdade da Mitra, em 1942. Neste ano realizou o seu primeiro trabalho de fotografia que utilizou para ilustrar a sua tese final. Nessa altura descobriu o gosto pela fotografia que o fascinou até ao fim da sua vida.
Em Évora envolveu-se em projetos de natureza fotográfica apresentando os seus trabalhos em publicações ilustradas, postais, selos e cartazes. Colaborou em diversos jornais do Sul do País com artigos de opinião e de cariz literário. Com apenas 23 anos apresentou a sua primeira exposição “Motivos do Sul”.

No início dos anos cinquenta ingressou nos serviços do Ministério da Economia em Montalegre, sendo transferido em 1953 para Lisboa, para a Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, fundando a fototeca deste serviço. Paralelamente, colaborou com outros organismos públicos, dos quais se destacam, a Junta Nacional do Azeite, do Vinho, das Frutas e a Federação Nacional dos Produtores de Trigo, entre outros. Em 1958 publicou uma edição de autor intitulada “Nazaré” e em 1965, “Algarve”, dois álbuns com textos e fotografias da sua autoria.

Participou frequentemente em exposições e Salões de Fotografia, tanto em Portugal como no estrangeiro, donde recebeu alguns primeiros prémios. O seu trabalho foi publicado por diversas revistas de fotografia nacionais e internacionais, tais como “The Times”, “National Geographic” entre outras.

Trabalhou por encomenda para diversos organismos oficiais e empresas, sobretudo no campo da agricultura e turismo. Integrou exposições oficiais e feiras, no país e no estrangeiro, tendo fotografado de forma regular até ao seu falecimento, em 1999. Em 2001 o espólio foi adquirido à família pela Câmara Municipal de Lisboa.



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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2022
Arte marítima.

“Sunset, 1897” - Hendrik Willem Mesdag



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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2022
A preto e branco.

A Ericeira dos anos 50, pelo olhar de Artur Pastor.



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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2022
St. John´s, Terra Nova - 1967.

Ao que parece no convés do “Gazela Primeiro”, como era habitual secam-se as velas dos dóris numa variedade de cores que infelizmente a grande maioria das fotos existentes não nos podem mostrar pelo facto de serem a preto e branco. A amarela será pertença de um pescador nortenho, enquanto a vermelha será de um pescador do centro de Portugal, a chamada vela de carangueja. Existia ainda a armação de vela “à algarvia”, mais rara.

 
Foto, direitos reservados – second cello.


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Domingo, 24 de Julho de 2022
Aquele Portugal.

 

A descarga da sardinha na Figueira da Foz dos anos 60-70 do século XX, onde se podem ver inúmeros baús feitos em chapa, onde cada pescador guardava os seus pertences e comida. O meu pai teve alguns iguais, quando andava ao mar.



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Sexta-feira, 15 de Julho de 2022
Arte marítima.

“Seascape Cliffs at Sunset” - William Bradford



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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2022
A preto e branco.

O imponente gurupés do lugre-patacho “Gazela Primeiro”. Foto de Eduardo Lopes, 1951-53.



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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2022
Pelas palavras de Raúl Brandão.

«O poveiro não usa faca, mas é terrível e certeiro com pedras na mão. Ou porque lhe cortassem a caça, estragando-lhe as redes, ou porque andassem de rixa velha, havia às vezes no alto mar verdadeiros combates entre poveiros e sanjoaneiros. Os barcos avançavam uns para os outros à força de remo e a pedrada fervia. Os da Póvoa, que são, creio eu, os únicos pescadores que usam pedras em lugar de chumbeiras, levavam sempre a melhor. Às vezes chegavam à abordagem, de remos no ar, numa algazarra feroz, e havia feridos e até mortos.»

 
Raúl Brandão, 1921 – “Os Pescadores”.
 
É precisamente essa rivalidade que estas duas imagens demonstram no filme “Ala-Arriba”, onde as pedras são as armas de arremesso entre barcos, ao que parece neste caso, da mesma comunidade. Volta a ser evidente a importância do mar como território dividido e a respeitar entre hierarquias ou por pescadores de outras paragens. Ainda assim, o poveiro também ia pescar a outros mares, a Sul e a Norte e problemas “de invasão” semelhantes ocorriam.
Curiosamente, quando se descreve a estrutura social desta comunidade, por exemplo por Santos Graça, refere-se que era uma comunidade onde o crime era praticamente inexistente, o que denota sem dúvida como no mar a história era outra. De novo o mar se prova não só como o que dá sustento, mas também onde se acertam contas, fora das “confusões” e intromissões alheias em terra.


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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2021
Aquele Portugal.

 

O Cais da Ribeira de Lisboa e a azáfama das mulheres na organização do peixe. Estas mulheres eram conhecidas por “varinas”, designação abreviada de “ovarina”, que os habitantes de Lisboa deram às mulheres oriundas de Ovar, vindas para a capital a partir da segunda metade do séc. XIX, e que vendiam peixe pelas ruas ou trabalhavam no Cais da Ribeira. O nome foi atribuído também às mulheres provenientes de uma área abrangente a Ovar, próxima daquela povoação litoral e de grande tradição piscatória, como Ílhavo, Aveiro ou a Murtosa.



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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2021
Arte marítima.

Captures.JPG

But oh for the Touch of a Vanished Hand", 1888 - Walter Langley



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Domingo, 20 de Junho de 2021
A preto e branco.

https://fotos.web.sapo.io/i/ob314c619/18266973_1QLUV.jpeg

Belíssima imagem de lugres bacalhoeiros portugueses no porto de São João da Terranova. É possível apreciar os detalhes que estes navios de trabalho ostentavam, tanto nas suas popas, como nas proas. Vendo-se os painéis de popa do “Dom Deniz” e do “Gazela Primeiro”, a proa e beque são do lugre “Hortense”. Foto de Eduardo Lopes, 1951-53.



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Quinta-feira, 13 de Maio de 2021
O barco salva-vidas – Origens.

São várias as comunidades que se afirmam como o local onde o primeiro barco salva-vidas surgiu, incluindo Bamburgh (Inglaterra) com o trabalho levado a cabo pela Fundação do Lord Crowe no auxílio a pessoas envolvidas em naufrágios. Realmente, Bamburgh pode afirmar ter possuído o primeiro posto salva-vidas, erigido em 1786. Contudo, mesmo esta afirmação é precedida por Liverpool, onde uma minuta da câmara datada de 5 de Março de 1777 se refere a um barco estacionado em Formby “preparado para ir buscar quaisquer pessoas naufragadas nos bancos”, presumindo-se estes serem os bancos de areia na foz do rio Mersey.

Ainda assim existe um enorme caso de prioridade a ser dada à afirmação em nome do rio Tyne, no nordeste da Inglaterra. Pode não ser o posto salva-vidas mais antigo, mas como aplicada e efectiva solução ao problema de salvamento de vidas no mar e ao seu impacto no resto deste país e de outros, os Salva-Vidas do rio Tyne podem orgulhosamente reclamar o primeiro lugar.
O Tyne era um rio extremamente movimentado nos anos 1780s, com um registo de tonelagem (cerca de 106.000 t) apenas superado pelo do rio Tamisa. Em 1787 cerca de 5.000 navios circularam no rio, dos quais 4.400 faziam cabotagem costeira.
A foz do rio Tyne era assim descrita por um capitão daqueles dias: “...a entrada para o porto é muito estreita, com rochedos perigosos de um lado e um longo banco de areia do outro e um baixio a atravessá-lo, onde as ondas frequentemente são enormes...”.
Em 1789, um grupo de homens de negócios que trabalhavam na área marítima, especialmente no comércio do carvão, juntou-se e estableceu-se numa pequena elevação de terreno mesmo à entrada do rio. Um dos membros deste grupo era Nicholas Fairles, o qual por várias vezes havia sido contactado pela comunidade marítima local para que fizesse algo de modo a prestar auxílio às tripulações dos frequentes naufrágios na foz do rio.
A 14 de Março de 1789, o brigue “Adventure” naufragou no banco Herd, apenas a 45 metros da costa e 8 dos seus 13 tripulantes pereceram. Este triste drama foi presenciado por centenas de pessoas em ambos os lados da entrada do porto. Pouco podiam ajudar, e os “cobles” locais (foto 2), que lidavam bem com mar mexido, nessa ocasião pouco podiam contra a ondulação. O impacto deste naufrágio, junto com outros dois no mesmo dia e no mesmo banco de areia, foi catalisador na comunidade local, mas particularmente em Nicholas Fairles para que algo se fizesse contra os perigos da foz do rio. Fairles discutiu o assunto com colegas de negócios e um comité foi formado. Determinaram criar uma instituição para a “Preservação das Vidas de Naufrágios”, com Fairles à cabeça.
O comité colocou um anúncio no Newcastle Courant num sábado, 16 de Maio de 1789, oferecendo uma recompensa de 2 guinéus a quem apresentasse um plano (aprovado pelo comité) “de um barco capaz de levar 24 pessoas e julgado capaz de singrar através de mar muito vivo – a sua intenção é preservar as vidas de marinheiros de navios que dão à costa em fortes temporais e ventos”. A 10 de Junho, em reunião, várias propostas estavam na mesa, mas apenas 2 foram aceites. Uma vez que nenhuma das duas era inteiramente satisfatória, a decisão atrasou-se em cerca de 5 semanas, quando as propostas de William Wouldhave e Henry Gatehead foram reconsideradas. Como o prémio de 2 guinéus não era considerado “generoso”, mesmo naqueles dias, William Wouldhave mostrava-se ofendido por ter sido recompensado com apenas 1 guinéu, quase como consolação. Recusou então o dinheiro, afirmando que a sua proposta seria a melhor. Wouldhave realmente apresentara um desenho inovador que respondia à maioria das necessidades de um salva-vidas em mau tempo. Contudo, o comité considerou que necessitava de vários melhoramentos e assim optou pela proposta de Gatehead, procedendo este à construção indicada pelos patrocinadores.
Conhecido apenas como o “Original” as linhas desse barco podem ser vistas no plano (foto 1) contemporâneo. Características chave, são a quilha curva, a cintura externa em cortiça e os flutuadores internos também em cortiça. Embora a discussão se mantenha sobre de quem era o desenho realmente por trás do barco, a forma resultante foi considerada por profissionais locais como contendo características de três tipos de barcos separados: O topo/convés de um barco de pesca do Mar Báltico, proa e popa de um “yawl” da Noruega e o fundo do casco de um coble de Shields – com a quilha curvada. O barco na foto 3, esteve ao serviço em Redcar entre 1801-1880, salvando centenas de vidas. Foi preservado até hoje e pode-se notar a similaridade ao plano referido.
 
Adaptado do texto de Jeff Morris – Cullercoats Lifeboat Station.
Imagens, da mesma fonte.

 



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Quarta-feira, 7 de Abril de 2021
Restauro da escuna bacalhoeira “Theresa E. Connor”.

Em Maio de 2008 escrevi já sobre esta típica escuna de pesca com dóris canadiana. Sendo actualmente  o navio-bandeira do Museu das Pescas do Atlântico, em Lunenburg, Nova Escócia, entrou em Janeiro de 2009 em novos trabalhos de restauro nos estaleiros especializados Snyder´s, de Dayspring, Nova Escócia.

Os trabalhos nesta escuna de 70 anos, focam-se principalmente na substituição de algumas cavernas e pranchado exterior, tanto a bombordo como estibordo e as duas fotos acima são parte de uma vasta colecção que pode ser acompanhada no link abaixo, do site oficial dos estaleiros, à medida que os trabalhos avançam desde Janeiro.
Um belíssimo barco de pesca histórico, sem dúvida.
 
Fotos em Snyder´s Shipyard.


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Terça-feira, 6 de Abril de 2021
Aquele Portugal.

 

Foto kodachrome de W. Robert Moore publicada na revista National Geographic nos anos 30, com dois pescadores da Nazaré junto a um dos seus barcos, o do candil.



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Sábado, 28 de Novembro de 2020
Arte marítima.

Edward Seago - evening on the tagus

Uma aguarela muito simples mas extraordinária de navios bacalhoeiros portugueses no rio Tejo ancorados.

“Evening on the Tagus” - Edward Seago



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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2020
A preto e branco.

PT-CPF-EL-000255_m0001_derivada

Trabalhos de marinharia nos mastros do lugre-patacho “Gazela Primeiro”. Foto de Eduardo Lopes, 1951-53.



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