Terça-feira, 13 de Março de 2018
O navio-motor “Pádua”.

Tendo recebido nos últimos dias algumas visitas ao blogue vindas de Aberdeen, na Escócia, por certo de algum emigrante português, tal lembrou-me desta imagem há muito à espera de ser mostrada. Trata-se do arranjo geral do navio bacalhoeiro “Pádua”, construído precisamente em Aberdeen no ano de 1947, nos estaleiros de Hall Russel Ship Builders. Este navio para a pesca do arrasto foi a sua construção nr. 799, estaleiros estes que iniciaram construções em 1864 e fecharam portas em 1992.

Este navio em aço de cerca de 67 metros de comprimento, 11m de boca e 5m de pontal, deslocava 1.296 toneladas brutas e o seu armador foi a Empresa Comercial e Industrial de Pesca (PESCAL) de Lisboa. Em 1968 receberia o nome de “Aida Peixoto” e voltaria em 1980 ao original “Pádua”.
Os seus dias terminariam em 1991, possivelmente desmantelado (não confirmado), na onda de muitos outros nos inícios dos anos 90, por directivas comunitárias na sua maioria. Uma das suas poucas fotos existentes é esta, do Museu Marítimo de Ílhavo.
No link abaixo é possivel descarregar uma imagem maior deste arranjo geral do navio, onde é possível ver em detalhe como se dividiam os vários compartimentos, desde o local dos porões do peixe, a onde se guardava o vinho, o rancho da tripulação, ou os enormes depósitos de fuel. Algo que poderá ajudar os modelistas navais que hoje em dia se vão apercebendo cada vez mais dos muitos e interessantes navios da frota bacalhoeira portuguesa. É preciso pegar neles, estudá-los e torná-los visíveis de novo hoje em dia, na arte do modelismo.
 
“Pádua” – arranjo geral.


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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
Arte marítima.

Hans Gude The Fjord at Sandviken 1879

A Suécia, em todo o seu esplendor.

“The Fjord at Sandviken, 1879” - Hans Gude



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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018
A preto e branco.

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Na antiga “Roda do Peixe”, as pescadeiras vendiam o seu peixe no areal da praia dos pescadores da Póvoa de Varzim. Magnífica pescada e variados peixes, exemplo da riqueza dos mares que os poveiros percoriam. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Domingo, 31 de Dezembro de 2017
Aquele Portugal.

 

A bonita Armação de Pêra, Silves, Algarve.



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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
Arte marítima.

Jack Lorimer Gray - On Misaine Bank 1950

A pesca ao bacalhau nas antigas escunas norte-americanas, aqui no Banco de Misaine, ao largo da Nova Escócia, Canadá.

“On Misaine Bank, 1950” - Jack Lorimer Gray



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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017
A preto e branco.

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A bordo do lugre-patacho “Gazela Primeiro”, nos anos 50 um pescador demonstra como se apanhava bacalhau “à zagaia”, instrumento de pesca que não usava isco, atraíndo o bacalhau pela sua chumbada em forma de peixe. Foto de Eduardo Lopes.



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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017
A Gamela de A Guarda – Galiza.

 

A Gamela de A Guarda na Galiza, é uma das embarcações mais antigas que se conhece nesta região das Rias Baixas, sendo provavelmente o barco de mais fácil construção e menor custo na vertente tradicional. De tamanho considerável e formas primitivas, destaca-se a facilidade com que é varada para o areal ou puxada para o mar. Compreendendo cerca de 5 metros de comprimento e boca de 2 metros, eram construídas inteiramente em madeira de pinho, a qual na actualidade foi substituída pelo contraplacado marítimo. Sem cavernas, incluem 3 bancos e carlinga para o mastro, chamaceiras para até 6 remos e vela do tipo bastarda ou poveira.

Tradicionalmente, eram pintadas com uma mistura de 14 quilos de breu, 2 de alcatrão, 1 litro de óleo de sardinha e 2 quilos de polvo vermelho. Dando-se a mistura por dentro e por fora da embarcação, esta era a receita da antiga querena, sendo por isso o tom geral da mesma o vermelho que é possível ver nas fotos.
Nos tempos actuais, são pintadas de diversas cores e outros desenhos, perdendo-se deste modo as marcas tradicionais que se usavam nas suas popas. Usando agora um motor fora-de-borda que substituíu as velas e os remos, os pescadores actuais usam também um alador para facilitar o puxar das redes, o qual varia conforme a época e tipo de faina.
Esta embarcação restringe-se quase exclusivamente à comunidade de A Guarda.
 
fonte + fotos: modelismo naval. Inclúi diversas fotos desta embarcação.


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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017
Aquele Portugal.

 

Uma imagem muito antiga de Buarcos, onde se podem ver três das suas embarcações de pesca da altura, todas elas bem distintas. Da esquerda para a direita, um batel do alto belamente ornamentado, uma bateira em grande plano, e o que parece ser um barco do tipo poveiro ao fundo à direita.



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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
Arte marítima.

Wellington Ward - The Doryman

Pescadores de bacalhau certamente portugueses, pois a vela içada ao longe é a típica poveira. Um homem por bote é outro detalhe que o evidencia.

“The Doryman” - Wellington Ward



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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0049_M

Dia de nevoeiro na praia dos pescadores da Póvoa de Varzim. Afastadas, é possível notar as mulheres na apanha do sargaço. Dias estes de uma atmosfera bastante característica, de que tão bem me recordo, pois o nevoeiro transforma os sons da beira-mar tornando-os em algo abafado, que ecoa na humidade. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Domingo, 23 de Julho de 2017
Um pouco do folclore poveiro.

SOMBRA MALDITA

 
«O Zacarias Come-Ranho era um pescador cinquentão do bairro Sul. Primeira linha do bacalhau, durante o defeso fazia uma perninha na catraia "Senhor dos Aflitos". Sempre ganhava algum. No fim de "beber a companha" numa loja conhecida do Ramalhão, regressava sozinho a casa pelo areal da Avenida dos Banhos. Só a lua lhe fazia companhia. Antes de chegar à Igreja da Lapa repara que uma sombra gigante o persegue. Dá uma corrida e a sombra faz o mesmo. Pára, e a sombra também. Alma do outro mundo? Demónio? Corredor? Avantesma? Coisa Ruim? - interrogava-se ele enquanto se benzia um milhão de vezes. Chegado à sua rua, dá uma corrida parra afastar a "sombra" que o perseguia e põe a chave à porta. Não se lembra de mais nada. Só se lembra que a sombra o agarra, dá-lhe dois murros e atira-o para a soleira da porta. De manhã, a mulher vendo-o naquele estado, camisa rota e ferido, pergunta-lhe:
- O que foi isso, homem? O que te fizeram?
- Ó mulher, fui perseguido por uma "coisa ruim". O demónio transformado em sombra, uma coisa do outro mundo! ... responde o Carias, mostrando o olho negro.
- Qual coisa do outro mundo, qual diabo! - mete-se na conversa a sua vizinha Maria das Dores que, entretanto, se aproximara.
- Quem o pôs nesse estado foi o meu homem. De madrugada sentimos uma chave na porta e uma voz avinhada a gritar desesperada: abre a porta que eu quero ir prá cama... abre a porta... Para acabar com aquela gritaria o meu homem levantou-se e, no escuro, deu dois murros ao atrevido intruso. Sem luz na rua nunca suspeitou que fosse o teu homem! Para a próxima o teu Carias que beba menos e que veja lá onde mete a chave!
Estava descoberto o mistério da sombra fantasma.»


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Domingo, 2 de Julho de 2017
Aquele Portugal.

 

Numa revista, um anúncio publicitário de 1962, captava a praia da Nazaré e alguns dos seus pescadores. O mote era uma das revoluções da altura na área dos têxteis, as fibras sintéticas. Neste caso tratava-se da Acrilan, da corporação norte-americana Monsanto e as camisolas de alguns pescadores começavam a ser feitas nesse material, pelo menos na Nazaré. É possível ver outros anúncios do mesmo estilo aqui.



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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
A preto e branco.

Nazaré f150e_o FC Gulbenkian

Um pescador da Nazaré de antigamente. Foto de Artur Pastor.


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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
Arte marítima.

Almada Negreiros-GMAlcantara 9

Motivos icónicos da Nazaré.

“Gare Marítima de Alcântara, painel” - Almada Negreiros



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Quarta-feira, 12 de Abril de 2017
"Cutty Sark" made in Vila do Conde.

«Vladimir Martus já trouxe para os estaleiros a reparação da "Shtandart", réplica de uma fragata russa. Ficou agradado com a qualidade e diz ter tudo pronto. "Só têm a ganhar, atraem turistas e incentivam os jovens", diz.

1 Vladimir Martus.jpg

Há 17 anos, Vladimir Martus concretizou um dos sonhos da sua vida: colocou a navegar uma réplica da fragata russa "Shtandart", construída em 1703, por Pedro, o Grande. O barco de guerra, com 28 canhões, está a ser alvo de uma grande reparação nos estaleiros navais de Vila do Conde, em que a experiência dos portugueses se cruza com o conhecimento dos voluntários russos. Agora, este engenheiro naval de 50 anos quer mesmo concretizar aquilo que já era visto como uma possibilidade - construir em Vila do Conde uma réplica do famoso veleiro "Cutty Sark", que chegou a ser português entre 1895 e 1922, navegando com o nome "Ferreira" (e "Maria do Amparo").

""O Cutty Sark" é um grande barco em madeira, tem 65 metros de comprimento e 11 de largura. Para ser construído precisa de espaço. Do que nós estamos a tentar convencer os portugueses, e temos falado muito com a Câmara Municipal e a Docapesca, é de que precisamos de condições. Queremos que a construção possa ser acompanhada pelas pessoas, como se fosse um museu. Só assim despertamos os mais jovens para a construção naval", disse ao DN Vladimir Martus enquanto dava a conhecer o seu "bebé", o "Shtandart".

1 shtandart sailing.jpg

Acabado de regressar de Londres, Numas diz ter a aprovação da Fundação Cutty Sark. "Está tudo pronto, temos projeto, orçamento e já definimos que Vila do Conde é um local ideal. Tem a mão-de-obra de que precisamos", explica. Mas é necessário investimento? O comandante do "Shtandart" ri. "Portugal não é um país de dinheiro. Mas é um bom sítio para se fazer coisas. Queremos é ter as condições para que a construção possa ser efetuada. Portugal tem muito a ganhar: este barco é conhecido internacionalmente, foi o último dos grandes clippers e tem o recorde mundial de navegação à vela entre a Austrália e a Inglaterra. E, melhor que isso, até foi português." Já tem datas, entre 1 de fevereiro de 2018 e 2020, e grande parte do financiamento, que pode chegar aos 25 milhões de euros, está garantido.

Vila do Conde, através da autarquia presidida por Elisa Ferraz, tem o projeto Um Porto para o Mundo, que prevê a candidatura da construção naval em madeira a património imaterial da UNESCO e o relançar de uma atividade que hoje tem dificuldades em estar ativa.

Na empresa Barreto & Filhos, onde está a ser reparada desde novembro, a embarcação russa é o motivo de maior azáfama. Dezenas de pessoas trabalham. Bruno Barreto, um dos sócios, reconhece que o facto de ser uma réplica implica outros cuidados. "A ajuda dos russos é fundamental", admite. Com 37 anos, Bruno é a nova face da construção naval em Vila do Conde. Diz acreditar que o "Cutty Sark" possa ser feito em Azurara, freguesia na margem esquerda do rio Ave onde hoje se situam os estaleiros. "É um projeto de grande dimensão. Seria bom, mesmo a nível nacional. A câmara tem estado muito ativa nisso, mas não chega", aponta.

2 cutty sark model f.jpg

"Não é só a vontade do povo de Vila do Conde que irá mudar a construção naval. O país não incentiva a pesca. Fico triste por não haver apoios nem formação profissional para que a construção naval se mantenha. Há carpinteiros navais de Vila do Conde em todo o mundo, hoje menos, que estão a ficar velhos", aponta Bruno Barreto, que diz estar a viver uma experiência enriquecedora com a reparação da Shtandart. "O capitão Vladimir é uma pessoa muito culta, ele não veio para aqui ao acaso. Escolheu mesmo Vila do Conde. Sabia o que ia encontrar. E nós, portugueses, que temos a mania de que ensinamos tudo, estamos a aprender muito, falo por mim, com estes voluntários que nos ajudam."
É neste ponto de rejuvenescer a construção naval que Vladimir Numas insiste. Ontem em Azurara estavam 20 voluntários, na maioria russos (mas já receberam eslovenos, espanhóis, ingleses e outros) a ajudar. É o caso de Elena, 24 anos, licenciada em Oceoanografia. "Acabei de chegar e vou ficar um mês. Sempre estive ligada ao mar e é isso que quero. Fascina-me. Esta experiência é para aprender." No estaleiro têm uma cantina onde fazem a própria comida e dormem em apartamentos na cidade.
Quando, a 8 de abril, a Shtandart rumar a Lisboa para iniciar mais uma volta ao mundo, mais voluntários se juntam. "Navegamos com um máximo de 40 pessoas. No século XVIII iam 150. Aqui, quem vai a bordo tem tarefas, nem que seja lavar o chão", explica Vladimir Martus, enquanto aprova mais uma parte de trabalho concluído. Todo o material elétrico e moderno fica escondido. "A madeira tem de tapar tudo."

Com o czar Pedro, o Grande como "herói pessoal", um homem que "transformou a Rússia", Martus diz que não teve apoios estatais russos. "Isso deixa-nos como uns burocratas. Prefiro ser uma fundação privada que capta apoios, em todo o mundo." E não é só para fazer réplicas para expor. "O meu objetivo com o "Cutty Sark" é colocá-lo a navegar nas antigas rotas e transportar mesmo café, chá, tudo o que transportava. É possível e o mundo deve saber que os veleiros não são coisas do passado. São atuais e sustentáveis."»

in Diário de Notícias online

página oficial do Cutty Sark 2



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Sexta-feira, 24 de Março de 2017
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0057_M

Na parte de fora do cais norte da Póvoa de Varzim, pequenos apreciam o bater das ondas contra o paredão e o enorme spray que assusta e atrái ao mesmo tempo. Foto de Artur Pastor, 1953.



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