Sexta-feira, 20 de Julho de 2018
Aquele Portugal.

 

 

Há quem se admire hoje em dia como antigamente as mulheres carregavam “tudo” à cabeça, fosse peixe, batatas ou uma garrafa de gás! Aqui os cestos vão vazios, mas por certo voltariam à cabeça quando cheios. Outros tempos, outra têmpera.

 



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Domingo, 17 de Junho de 2018
Arte marítima.

Gastón Castelló - Cuadro

A vida dos Pescadores de Alicante, sudoeste de Espanha.

“Cuadro” - Gastón Castelló



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Terça-feira, 22 de Maio de 2018
"Por Entre as Brumas de Newfoundland".

brumas newfoundland romance 2.png

 «Numa demanda por dar um rumo à sua vida e marcado pela memória do avô António que pescara bacalhau à linha num dóri, nos Grandes Bancos da Terra Nova e da Gronelândia, Vasco decide viajar até à cidade de St. John's, Newfoundland. Nas águas canadianas, o avô vivera a traumática experiência de se perder no nevoeiro. Uma carta de um pescador, nunca lida até ser encontrada, mais de quarenta anos depois de ter sido escrita, levanta questões a que Vasco quer dar resposta, na tentativa de colmatar um elo quebrado da história. Um romance que pretende ser uma homenagem a todos aqueles que viveram as duríssimas campanhas da pesca do bacalhau, bem como um tributo à arte da pesca solitária nos dóris e à Frota Branca portuguesa.»

 

Este é mais um reflexo da emotiva epopeia da pesca do bacalhau levada a cabo pelos pescadores de Portugal, retratada no formato de romance e que nunca é demais ser explorada no papel que teve tanto para portugueses como para estrangeiros, nomeadamente as gentes de São João da Terranova.

Esta belíssima obra de Fernando Teixeira mostra-nos uma das fotos mais emblemáticas de Alan Villiers na capa, o lugre "Aviz" cerca de 1950, em "descanso" no nevoeiro do Atlântico Norte.

É um livro que pode ser adquirido em formato digital ou impresso, através do respectivo website: https://fernandojteixeira.wixsite.com/website-2  



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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018
A preto e branco.

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Uma jovem moça das gentes do mar da Póvoa de Varzim, lava e acama vários peixe-espada brancos depois de os lavar na água do mar. Precisamente deste local onde ela se encontra, guardo belíssimas memórias da minha infância nos anos 80, quando o peixe ainda era aqui trazido pelos barcos e levado para a velha lota pelas mulheres. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Terça-feira, 13 de Março de 2018
O navio-motor “Pádua”.

Tendo recebido nos últimos dias algumas visitas ao blogue vindas de Aberdeen, na Escócia, por certo de algum emigrante português, tal lembrou-me desta imagem há muito à espera de ser mostrada. Trata-se do arranjo geral do navio bacalhoeiro “Pádua”, construído precisamente em Aberdeen no ano de 1947, nos estaleiros de Hall Russel Ship Builders. Este navio para a pesca do arrasto foi a sua construção nr. 799, estaleiros estes que iniciaram construções em 1864 e fecharam portas em 1992.

Este navio em aço de cerca de 67 metros de comprimento, 11m de boca e 5m de pontal, deslocava 1.296 toneladas brutas e o seu armador foi a Empresa Comercial e Industrial de Pesca (PESCAL) de Lisboa. Em 1968 receberia o nome de “Aida Peixoto” e voltaria em 1980 ao original “Pádua”.
Os seus dias terminariam em 1991, possivelmente desmantelado (não confirmado), na onda de muitos outros nos inícios dos anos 90, por directivas comunitárias na sua maioria. Uma das suas poucas fotos existentes é esta, do Museu Marítimo de Ílhavo.
No link abaixo é possivel descarregar uma imagem maior deste arranjo geral do navio, onde é possível ver em detalhe como se dividiam os vários compartimentos, desde o local dos porões do peixe, a onde se guardava o vinho, o rancho da tripulação, ou os enormes depósitos de fuel. Algo que poderá ajudar os modelistas navais que hoje em dia se vão apercebendo cada vez mais dos muitos e interessantes navios da frota bacalhoeira portuguesa. É preciso pegar neles, estudá-los e torná-los visíveis de novo hoje em dia, na arte do modelismo.
 
“Pádua” – arranjo geral.


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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
Arte marítima.

Hans Gude The Fjord at Sandviken 1879

A Suécia, em todo o seu esplendor.

“The Fjord at Sandviken, 1879” - Hans Gude



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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018
A preto e branco.

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Na antiga “Roda do Peixe”, as pescadeiras vendiam o seu peixe no areal da praia dos pescadores da Póvoa de Varzim. Magnífica pescada e variados peixes, exemplo da riqueza dos mares que os poveiros percoriam. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Domingo, 31 de Dezembro de 2017
Aquele Portugal.

 

A bonita Armação de Pêra, Silves, Algarve.



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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
Arte marítima.

Jack Lorimer Gray - On Misaine Bank 1950

A pesca ao bacalhau nas antigas escunas norte-americanas, aqui no Banco de Misaine, ao largo da Nova Escócia, Canadá.

“On Misaine Bank, 1950” - Jack Lorimer Gray



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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017
A preto e branco.

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A bordo do lugre-patacho “Gazela Primeiro”, nos anos 50 um pescador demonstra como se apanhava bacalhau “à zagaia”, instrumento de pesca que não usava isco, atraíndo o bacalhau pela sua chumbada em forma de peixe. Foto de Eduardo Lopes.



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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017
A Gamela de A Guarda – Galiza.

 

A Gamela de A Guarda na Galiza, é uma das embarcações mais antigas que se conhece nesta região das Rias Baixas, sendo provavelmente o barco de mais fácil construção e menor custo na vertente tradicional. De tamanho considerável e formas primitivas, destaca-se a facilidade com que é varada para o areal ou puxada para o mar. Compreendendo cerca de 5 metros de comprimento e boca de 2 metros, eram construídas inteiramente em madeira de pinho, a qual na actualidade foi substituída pelo contraplacado marítimo. Sem cavernas, incluem 3 bancos e carlinga para o mastro, chamaceiras para até 6 remos e vela do tipo bastarda ou poveira.

Tradicionalmente, eram pintadas com uma mistura de 14 quilos de breu, 2 de alcatrão, 1 litro de óleo de sardinha e 2 quilos de polvo vermelho. Dando-se a mistura por dentro e por fora da embarcação, esta era a receita da antiga querena, sendo por isso o tom geral da mesma o vermelho que é possível ver nas fotos.
Nos tempos actuais, são pintadas de diversas cores e outros desenhos, perdendo-se deste modo as marcas tradicionais que se usavam nas suas popas. Usando agora um motor fora-de-borda que substituíu as velas e os remos, os pescadores actuais usam também um alador para facilitar o puxar das redes, o qual varia conforme a época e tipo de faina.
Esta embarcação restringe-se quase exclusivamente à comunidade de A Guarda.
 
fonte + fotos: modelismo naval. Inclúi diversas fotos desta embarcação.


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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017
Aquele Portugal.

 

Uma imagem muito antiga de Buarcos, onde se podem ver três das suas embarcações de pesca da altura, todas elas bem distintas. Da esquerda para a direita, um batel do alto belamente ornamentado, uma bateira em grande plano, e o que parece ser um barco do tipo poveiro ao fundo à direita.



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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
Arte marítima.

Wellington Ward - The Doryman

Pescadores de bacalhau certamente portugueses, pois a vela içada ao longe é a típica poveira. Um homem por bote é outro detalhe que o evidencia.

“The Doryman” - Wellington Ward



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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0049_M

Dia de nevoeiro na praia dos pescadores da Póvoa de Varzim. Afastadas, é possível notar as mulheres na apanha do sargaço. Dias estes de uma atmosfera bastante característica, de que tão bem me recordo, pois o nevoeiro transforma os sons da beira-mar tornando-os em algo abafado, que ecoa na humidade. Foto de Artur Pastor, 1953.



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Domingo, 23 de Julho de 2017
Um pouco do folclore poveiro.

SOMBRA MALDITA

 
«O Zacarias Come-Ranho era um pescador cinquentão do bairro Sul. Primeira linha do bacalhau, durante o defeso fazia uma perninha na catraia "Senhor dos Aflitos". Sempre ganhava algum. No fim de "beber a companha" numa loja conhecida do Ramalhão, regressava sozinho a casa pelo areal da Avenida dos Banhos. Só a lua lhe fazia companhia. Antes de chegar à Igreja da Lapa repara que uma sombra gigante o persegue. Dá uma corrida e a sombra faz o mesmo. Pára, e a sombra também. Alma do outro mundo? Demónio? Corredor? Avantesma? Coisa Ruim? - interrogava-se ele enquanto se benzia um milhão de vezes. Chegado à sua rua, dá uma corrida parra afastar a "sombra" que o perseguia e põe a chave à porta. Não se lembra de mais nada. Só se lembra que a sombra o agarra, dá-lhe dois murros e atira-o para a soleira da porta. De manhã, a mulher vendo-o naquele estado, camisa rota e ferido, pergunta-lhe:
- O que foi isso, homem? O que te fizeram?
- Ó mulher, fui perseguido por uma "coisa ruim". O demónio transformado em sombra, uma coisa do outro mundo! ... responde o Carias, mostrando o olho negro.
- Qual coisa do outro mundo, qual diabo! - mete-se na conversa a sua vizinha Maria das Dores que, entretanto, se aproximara.
- Quem o pôs nesse estado foi o meu homem. De madrugada sentimos uma chave na porta e uma voz avinhada a gritar desesperada: abre a porta que eu quero ir prá cama... abre a porta... Para acabar com aquela gritaria o meu homem levantou-se e, no escuro, deu dois murros ao atrevido intruso. Sem luz na rua nunca suspeitou que fosse o teu homem! Para a próxima o teu Carias que beba menos e que veja lá onde mete a chave!
Estava descoberto o mistério da sombra fantasma.»


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Domingo, 2 de Julho de 2017
Aquele Portugal.

 

Numa revista, um anúncio publicitário de 1962, captava a praia da Nazaré e alguns dos seus pescadores. O mote era uma das revoluções da altura na área dos têxteis, as fibras sintéticas. Neste caso tratava-se da Acrilan, da corporação norte-americana Monsanto e as camisolas de alguns pescadores começavam a ser feitas nesse material, pelo menos na Nazaré. É possível ver outros anúncios do mesmo estilo aqui.



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