Segunda-feira, 27 de Maio de 2019
"Terra Nova", com fotografia de Luís Branquinho.

terra nova filme 2.jpg

«"Terra Nova" é um filme escrito e dirigido por Artur Ribeiro inspirado livremente  em dois contos de Bernardo Santareno; “O Lugre” e “Nos Mares do Fim do Mundo”.

O enredo segue uma viagem de um Lugre, o Terra Nova por mares do Canada e da Gronelândia na pesca do bacalhau e passa-se em 1937.  

O drama desenvolve-se quando o Capitão se apercebe que a pesca é miúda nos mares do Canada e resolve dirigir-se em direção à Groelândia onde nunca antes os Portugueses tinham pescado. Começa um conflito entre a sabedoria do Capitão e os mitos dos pescadores que acham que na Gronelândia serão tramados pelo mar Artico desencadeando um motim a bordo.

Filmamos a bordo do Lugre Santa Maria Manuela, quinze dias em mares da Noruega mais 3 em Portugal a simular o Artico, outros quatro dias em estúdio onde a direção de arte construiu de forma brilhante o “rancho” (onde os pescadores comiam e dormiam) em cima de um sistema de pêndulo para simular o balanço do navio e três dias no interior do Lugre Creoula para fazer os interiores da Messe dos Oficiais.

terra nova filme 1.jpg

A Câmara usada foi uma Alexa Mini. Foi quase tudo filmado com câmara à mão com objetivas Cooke S4i no formato 2.39 esférico captado em Arri Raw.

A bordo do Lugre só numa cena usamos luz artificial, de resto filmamos sempre com luz natural, e fomos abençoados pela bela luz do hemisfério norte.

A chefia da equipa técnica coube a David Vasquez como Focus Puller, Pedro Paiva como Gaffer e Tiago Caires como maquinista. Muito colaboraram para o sucesso da empreitada que foi fisicamente muito exigente, pois filmar em barcos obriga a uma capacidade de adaptação às circunstancias náuticas e climáticas fora do normal.

A estreia está prevista para meados de 2019»

texto e fotos – Associação de Imagem Portuguesa.



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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
Apresentações.

varzim 2.PNG

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016
A preto e branco.

traineira BONANÇA

A traineira “Bonança” em Leixões.



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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015
A preto e branco.

Ericeira c5697_o FC Gulbenkian

Ericeira, anos 50. A gente do campo une esforços com a gente do mar. Foto de Artur Pastor.



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Terça-feira, 12 de Maio de 2015
A preto e branco.

pvz APastor 1953 0072_M

Duas pequenas catraias saem para a pesca na Póvoa de Varzim em 1953, muito possivelmente catraias de pescadores da “Favita”, o areal fronteiriço da Poça da Barca, já em administração de Vila do Conde. Foto de Artur Pastor.



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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015
A preto e branco.

traineira SANTA IRENE

A traineira “Santa Irene 2”, peculiar pelo arranjo do convés.



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Domingo, 26 de Outubro de 2014
A preto e branco.

 

O areal de Sesimbra pela objectiva de Artur Pastor, com o peixe para leilão disposto de forma singular.



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Quarta-feira, 18 de Junho de 2014
A preto e branco.

 

Num periódico de 1975, escrevia-se assim sobre o estado das pescas... «Tentacularmente envolvido pelo “monopólio Tenreiro” também ex-ministro de uma estranha organização paramilitar (a pesca do bacalhau), o sector das pescas, como temos estado a tentar insinuar, já pela sua diversidade já pelo seu aspecto de organização fechada, é um sector vital para o abastecimento do País, mas pouco permeável à informação da população que se vê obrigada a pagar preços escandalosos por peixe tantas vezes duvidosamente fresco, e isto sem se poder aperceber das verdadeiras razões por que o tem de fazer.

Do lado dos pescadores, a situação também não é brilhante, embora o mesmo não possa ser dito em relação aos mestres e armadores: ganhos insuficientes e irregulares, tendo em conta a perigosidade da profissão. No capítulo da assistência e previdência, a maré está longe de ser favorável, atingindo os velhos pescadores não abrangidos pela Previdência que recebem de facto, mas não de direito, o subsídio (esmola) de 200$00.(...)

Com a liquidação definitiva da era salazarista, terminou para a indústria da pesca portuguesa a ditadura tenrista. E note-se que, entre uma e outra figura, se reconhece a existência de uma distância estelar. Jamais se registou na história económica do Ocidente um caso análogo ao do almirante Tenreiro, sem cuja licença foi impossível mexer uma palha durante quatro decénios, em matéria de pesca. Isto num país precursor da pesca longínqua ao bacalhau e que afrontou os maiores riscos da História, desde que os irmãos Corte-Real e Cabot se deslocaram aos bancos da Terranova.

Portugal, pela sua posição atlântica e pela estratégia pesqueira que podia desenvolver, desde bases instaladas no país e nas suas províncias ultramarinas, desde os Açores até Moçambique, podia e devia converter-se sem grande esforço numa das grandes potências pesqueiras mundiais... .»

 

Não foi por a era salazarista ter terminado que as pescas melhoraram a nível nacional. Na verdade, a política do abate imperou especialmente desde 1986 e os pescadores continuam a ganhar consoante o estado do tempo, o que o mar dá e o que o mercado paga, o que tantas vezes continua a significar fome ou emigração. Até 1974, era ainda natural para os portugueses ter os pés sobre a água, fosse nas pescas, nos transportes, na cabotagem, militarmente, etc. Após isso tudo se abateu, em prol sabe-se lá de quê.



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Sábado, 6 de Abril de 2013
As tradições piscatórias da Afurada.

 

«Centro Interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro foi inaugurado nesta sexta-feira, 22-3-2013.

A Câmara de Gaia inaugurou esta sexta-feira o Centro interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro, após requalificação de antigos armazéns daquela localidade.

Lá dentro, volta a haver espaço para aprestos de pesca, agora enquadrados com outros elementos de uma exposição permamente que enaltece as tradições piscatórias desta freguesia. 

Numa área aproximada de 400 metros quadrados há espaço para uma mostra permanente e exposições temporárias, uma zona para exibição de barcos tradicionais e outra para expor uma colecção de conchas e corais. O centro foi perspectivado como um complemento da Reserva Natural do Estuário do Douro, uma parceria entre o Parque Biológico de Gaia e a Administração dos Portos do Douro e Leixões. O administrador do Parque Biológico, Nuno Oliveira espera que este lugar “identitário e relacional” dinamize a Afurada e promova a visitação por parte dos turistas.»

 

via PÚBLICO e com Lusa 22/03/2013



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Domingo, 10 de Fevereiro de 2013
Pescadores da ilha da Madeira.

 

«Uma psicologia especial distinta da do resto da população madeirense, é a dos pescadores de todos os centros piscatórios do arquipélago. Apenas desmamados criam-se, por assim dizer, dentro de água, familiarizando-se com as ondas. Aos sete anos atiram-se para dentro dos barcos, adestrando-lhes os braços na força dos remos e o corpo nas vergastadas das vagas. Como bons marinheiros singram em todas as direcções, apoitam em todas as alturas; perdem de vista a terra, a família, a vida. Não há ano que não paguem ao mar o dízimo duma, não se vista de luto meia colónia e não saiam a esmolar dezenas de órfãos sem pão. Mas mal acabam de enterrar os náufragos duma tempestade, logo se metem ao mar afrontando os elementos ainda em fúria que os matou.
Aglomerados em colónias, os pescadores formam como que uma classe à parte da restante população. Isolam-se na sua vida, costumes, dialecto e  conceitos sociais. em todos os centros piscatórios há bairros próprios, por eles escolhidos livremente, onde a sua existência é hereditária em tudo, desde a posse das habitações à herança das alcunhas. [...] Estes Bairros notam-se em toda a parte por serem velhos, sujos e miseráveis; é sua feição característica e invencível contra o progresso e contra a lei. Fechando o círculo do seu isolamento, os homens agrupam-se às companhas em terra como no mar, e as mulheres trabalham e convivem dentro dessa afinidade.
Pobres, humildes, boçais e geralmente analfabetos, os pescadores limitam suas ambições aos estreitos horizontes do bairro e da família: o pão de cada dia, uma casa e um barco são as suas maiores aspirações. Têm entretanto consciência da sua inferioridade não se conformando com esse desnível social, pelo que são  invejosos e maldizentes das outras classes, A alma, todavia, é grande e generosa, aberta e larga como o mar. A vida doméstica, que tem por hábitos de colmeia, dá-lhes solidariedade e independência, personalidade e carácter. Compartilham da vida em comum como do sentir e haveres; socorrem-se uns aos outras em todas as necessidades. São simples, pacíficos e bons, mas ofensa feita a um é fogo ateado em toda a colónia, e nada os intimida nem contém: armam-se de fisgas e navalhões, atiçados os homens pelas mulheres, e unidos todos em massa para a morte ou para a vida, para o que der e vier. Ciosos da sua boa fé, do honrado proceder da sua classe e da solidariedade geral, vingam todas as afrontas em comum. Rudes e impetuosos como o mar, não são subservientes nem tartufos para ninguém. Apesar de honestos, concebem a moral sem certos prejuízos e preconceitos e a promiscuidade da vida a que os obriga e habituou sua condição social, não afronta a morigeração geral dos costumes.
O contacto com a imensidade do oceano, com a grandeza das tormentas e com os mistérios do infinito, fez do pescador um contemplativo e um crente, duma fé arreigada e fortalecida pelo mar, porque este todos os dias lhes levanta o pensamento para Deus e invoca-O em horas de perigo e bendizendo-O de mãos postas, em horas de felicidade.[...]

 


Os santos patronos  dos pescadores são seus companheiros de todas as horas e viagens, pendentes do pescoço em medalhas e escapulários, cosidos ao surrão dos casacos, lembrados nos nomes dos barcos e invocados em horas de tormenta. Não deixam, no entanto, de ser tão supersticiosos como devotos: de mistura com imagens de santos usam bentinhos ou defesas contra feitiços; à bênção de cada barco juntam um chifre de boi contra o mau olhado; quando voltam do mar sem peixe, procuram mulher de virtudes para desenfeitiçar os aparelhos.
O trabalho é para os pescadores uma necessidade como a assistência mútua um dever. O lucro pingue ou magro, reparte-se em quinhões não esquecendo o mealheiro dos inválidos e doentes, muito embora venham a adoecer de privações os que os socorrem. As economias, porém, que o pescador devia guardar em seu proveito, consome-as em álcool, muitas vezes em prejuízo da família, chegando até a penhorar para o mesmo fim trabalho e dinheiros futuros. [...]
Não se conhecem os pescadores senão por alcunhas e, com o mesmo desrespeito com que se chasqueiam e insultam ridicularizando qualidades físicas e morais, assim falam. Falam e praguejam à mistura. O juramento em nome de Deus e dos santos patronos, a cuja invocação se descobrem respeitosamente, abona duma maneira irrefragável todas as afirmações.»

Eduardo C. N. Pereira, “Ilhas de Zargo”, 1957.

 

Um belíssimo texto via blogue "É uma ilha em forma de cão sentado".

imagens – Câmara de Lobos, ilha da Madeira.



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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
A preto e branco.

 

Imagem por alturas dos anos 30 do séc. XX, em Leixões e a descarga da sardinha vinda das inúmeras traineiras a fogo, com as suas altas chaminés para “evitar” que o fumo do carvão queimado chegasse à tripulação. Infelizmente eram muitos os homens que sofriam de problemas respiratórios devido ao carvão.



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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012
A preto e branco.

 

Uma imagem do vasto areal do Furadouro, concelho de Ovar que quase se assemelha a uma tela pintada. Inclúi todos os elementos da vida dos pescadores, ao longe com os tradicionais “palheiros”, as juntas de bois e os barcos-de-mar de maior e menor porte, as redes estendidas, homens e na sua maioria mulheres a apartar o peixe, a ordenar as redes. Toda a vida diária dos pescadores locais desta costa se desenrola nesta extraordinária imagem.



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Segunda-feira, 2 de Julho de 2012
A preto e branco.

 

A ribeira de Lisboa de antigamente e as joviais gentes da pesca que a povoavam, por entre barcos.

 

foto - Gulbenkian.



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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
“Economia e Política das Pescas Portuguesas: ...nas Pescarias do Bacalhau - 1945-1974”.

Obra da autoria de Álvaro Garrido, actual director do Museu Marítimo de Ílhavo, lançada em finais de 2006, sobre a qual apresento de seguida a opinião de um leitor que esteve presente no seu lançamento:

 
«Assisti, como não podia deixar de ser, à apresentação do livro de Álvaro Garrido “Economia e Política das Pescas Portuguesas”.
Trouxe o livro; li-o de uma tirada ontem, ia já madrugada avançada. O que sem dúvida é bom sinal.
O livro parece-me ser bastante bom na matéria versada. Sintetizando esplendidamente e -é bom referi-lo-, de uma forma muito bem urdida, bem trabalhada. Por isso a sua leitura, cativa, porque se lê sem cansaço.
Desde logo, contudo, o título parece-me ser desajustado, já que livro aborda uma questão ou uma única matéria, que sem dúvida teve implicações manifestas na economia das pescas longínquas, mas está longe de ser uma leitura de toda a Economia das Pescas, pois nesta outras condicionantes a moldaram para lá deste particular da redefinição do conceito de mar livre .
Mas definitivamente interessante e muito bem escrito, é a meu ver uma obra interessante que alinha na melhor tradição dos trabalhos académicos e teve o condão de me deixar com mais dúvidas dos que aquelas que tinha sobre uma matéria sobre a qual tenho reflectido.
Penso que se quiséssemos estava ali um bom começo para uma abordagem de algumas realidades da Faina Maior que justificam esclarecimento.

1- O livro versa fundamentalmente -e praticamente em exclusivo, daí o meu desacordo com o título- a questão levantada no pós-guerra, a da limitação das águas territoriais (aumento das três milhas).
Ao mar libero, começou a contrapor-se o conceito de uma politica multilateral que, se iniciado sob os auspícios da necessidade de reforçar segurança dos países ribeirinhos, rapidamente se deu conta que havia que a aproveitar para a questão do controle do esforço de pesca em plataformas continentais, tendo em vista a preservação das espécies marinhas, que, se começava a perceber, não eram infindáveis.

2- Ao longo do texto o autor preocupa-se em analizar a questão do comportamento da oligarquia corporativa do regime autocrático Salazarista, vergado à necessidade pouco recomendável para o prócere do regime que se confrontou com Organismos Internacionais que pretendiam influir em novas visões politicas que contrariavam pseudo direitos históricos.

3- Para mim –que apenas reflicto sobre a questão, e pouco sei em pormenor– aceito que a posição de Portugal, com ou sem Salazar, seria em qualquer caso difícil de defender, pois tinha duas leituras contraditórias:

a) Por um lado -o aumento dos limites territoriais- favorecia-nos, se tivéssemos em vista a questão da nossa plataforma continental, pois víamos defendida a exaustão dos nossos stocks pelos espanhóis e até franceses (em 1962, embarcado na fiscalização da Zona Norte fui testemunha privilegiada dessa intromissão), que se preparavam para o fazer. Aqui o livro de Álvaro Garrido parece -sem que eu entenda a razão do lapso– não abordar a questão do interesse da mesma definição para as plataformas atlânticas do Centro e Sul de África (e indica) -onde seríamos beneficiados nas «nossas» colónias- apenas referindo a questão das do Norte de África (Mauritânia e Senegal) onde poderíamos ver posta em causa as nossas capturas da pescada e outras espécies.

b) Por outro lado, o aumento dos limites das águas territoriais desfavorecia-nos –levando certamente ao desaparecimento da nossa frota, como sucedeu mas não só, penso, põe esta razão– na pesca longínqua (veja-se bacalhau).

Julgo que pouco haveria a fazer de diferente, fosse o regime de Salazar ou outro. E em alguns momentos bem salientados por AG até houve habilidade na argumentação das posições contraditórias: sol na eira e chuva no nabal. E até –espante-se– manhosice do próprio Salazar, ao intervir ele mesmo, astuciosamente na instrução dada aos negociadores.
Aqui chegado entrevejo uma grande lacuna que ficou sem resposta: perpassa no livro a figura do Patrão das Pescas –O Tenreiro-, a de alguns negociadores –certamente hábeis, pelo menos um conheci-o particularmente, Serra Brandão e dele retenho a melhor das impressões; a de Mário Ruivo– que a orgânica corporativa salazarista aceitou como consultor cientifico, apesar da sua ligação politica que o tornava arqui-inimigo do regime. Mas, pasme-se, nem uma palavra para os oficiais (capitães e ou outros) que obrigatoriamente, era pressuposto, deverem ter tido intervenção, pelo menos premonitória nas consequências do que estava em discussão e desse modo, mais seguramente do que ninguém deveriam ter sinalizado a necessidade de inverter o rumo nos métodos de pesca e na composição da frota, o que se exigia fosse feito em curto espaço de tempo. As crises de 58/59, deveriam ter levado os actores principais a dizer da sua justiça .

Ou será que não se trata de um lapso, e essa intervenção não existiu mesmo?

Se assim foi (ou não…), aqui está um bom começo para se esclarecerem pontos da história, em vez de se contarem «estórias» que pouco ou nada acrescentam à dita.

Se outra finalidade não tivesse –e tem-na com certeza–, o livro de A.G. vem ousar «exigir» um esclarecimento. Era bom que o houvesse. Para melhor compreendermos o que de facto se passou.

O livro acrescenta claramente currículo a A.G e dignifica indirectamente o Museu, que muito tem beneficiado deste protagonismo de AG nesta intromissão em matéria, que eu sei, mete engulhos a alguns.

Por isso tive de responder a um «Amigo» que à saída me disse: “Mais do Mesmo…”
“Não. Não, enganas-te.” respondi: - “É mais do muito que há, ainda, para desvendar. O resto, como dizia o meu avô, é “conversation””.

Ílhavo - wwwLAMPADA BLOGSPOT.


publicado por cachinare às 00:25
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Sábado, 10 de Setembro de 2011
A pesca artesanal nos Açores é mais rentável que a pesca industrial.

 

«Esta é a conclusão de uma tese de doutoramento de Natacha Carvalho do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores. Mas, apesar destes números, a maior fatia dos subsídios vai para a pesca indústrial.

São as pescas praticadas com embarcações até aos 12 metros de comprimento, que são consideradas de pesca artesanal. Nos Açores são mais rentáveis, mas são as embarcações de maior comprimento que recebem mais subsídios. Um paradoxo agora denunciado na tese de doutoramento de Natacha Carvalho do DOP.
Nesta tese de doutoramento foram introduzidos métodos já utilizados noutras zonas de pesca, na Noruega, nos Estados Unidos e na costa atlântica canadiana. Tal como nestes países, os resultados foram idênticos.
Natacha Carvalho comparou dados de dez anos de atividade, de 1995 a 2005. A pesca com embarcações até aos doze metros gasta menos combustível, emprega mais gente, tem menos pesca acidental e rende mais por tonelada. Nos Açores a frota de pesca é constituída na sua maioria por barcos até 12 metros de comprimento. Apenas 10% representam embarcações com mais de 12 metros. »

 

17-5-2011  via Pescazores.com

 

Até 1986, Portugal possuía uma vasta frota de pesca, na sua grande maioria composta por pequenas embarcações de pesca artesanal e mesmo as de maior porte usavam frequentemente essas artes. A partir de então foi o início do “holocausto” da pesca artesanal, com a CEE a patrocinar a toda a força o abate em massa e leis que discretamente forçaram ao abandono da pesca por muitos. Foi o fim de milhares de embarcações que davam emprego a milhares de pessoas, no mar e em terra, não só na pesca em si, mas também em estaleiros navais, comércio de aprestos, etc. Quando a pesca  desde sempre deu trabalho e sustento a inúmeros milhares, passou desde então a encher os bolsos de alguns e a dar trabalho a uma minoria. O texto poderia alongar-se muito mais, mas interessa realçar o exemplo dos Açores, autêntico “laboratório “ do mar que muito nos pode ensinar, tal como uns poucos países já o fazem há muito.



publicado por cachinare às 10:30
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011
"Alar da Rede" - Michel Giacometti, 1962.

 

«Este filme foi rodado em 1962, no mar, a bordo da “Nicete”, uma traineira do porto de Portimão, no Algarve.

Fotografia e Montagem: Manuel Ruas
Locução: Gomes Ferreira

Alar da Rede" foi parte de projecto de Michel Giacometti de uma série etnográfica para a RTP, que não viu então continuidade por motivos económicos. O filme que se lhe seguiria, "Rio de Onor", embora editado não foi terminado, faltando-lhe a locução.

Entre 1970 e 1974, Michel Giacometti, em conjunto com Alfredo Tropa, conseguiria finalmente realizar com uma série dedicada à música e cultura tradicional portuguesa, "Povo que Canta".

A recolha musical que se pode ouvir neste filme, feita em conjunto com Fernando Lopes Graça, seria publicada no quinto volume da Antologia da Música Regional Portuguesa dedicado ao Algarve, e editado pelos Arquivos Sonoros Portugueses.

Mais informações: http://mmp.cm-cascais.pt/museumusica/mg/michel/

Este filme faz parte da Filmografia Completa de Michel Giacometti, coordenada por Paulo Lima e parte das Edições RTP, a qual pode ser adquirida completa através de MichelGiacometti,com

 

Sem dúvida marcante este registo de cantares dos pescadores, bem como o som dos motores destas traineiras antigas, audível no início do filme.



publicado por cachinare às 08:09
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